{"id":1082,"date":"2005-10-12T00:00:00","date_gmt":"2005-10-12T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/psol50.org.br\/arquivo\/2005\/10\/12\/genero-e-raca-mulheres-negras\/"},"modified":"2005-10-12T00:00:00","modified_gmt":"2005-10-12T00:00:00","slug":"genero-e-raca-mulheres-negras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/psol50.org.br\/genero-e-raca-mulheres-negras\/","title":{"rendered":"G\u00eanero e ra\u00e7a: Mulheres Negras"},"content":{"rendered":"<p><em>&#8230; &ldquo;Ela viu um an\u00fancio da C&ocirc;nsul para todas as mulheres do mundo.<br \/>\nProcurou, n&atilde;o se achou ali. Ela era nenhuma.<br \/>\nTinha destino de preto.<br \/>\nQuis mudar de Brasil: ser modelo em Soweto.<br \/>\nQueria ser qualidade. Ficou naquele ou eu morro ou eu luto&rdquo;&#8230;<\/em><\/p>\n<p>(Elisa Lucinda &ndash; &ldquo;Ashell, Ashell pra todo mundo, Ashell&rdquo;)<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\nAs mulheres negras dificilmente ficam a situa&ccedil;&atilde;o do &ldquo;meio-termo&rdquo;.<br \/>\nLiteralmente morrem ou lutam. Muitas vezes morrem lutando. Luiza Mahin,<br \/>\npor exemplo, uma das l\u00edderes da Revolta dos Mal&ecirc;s na Bahia, veio ao Rio<br \/>\nde Janeiro continuar sua luta pela liberta&ccedil;&atilde;o de seus irm&atilde;os e irm&atilde;s<br \/>\nafricanos\/as escravizados\/as pelo colonialismo portugu&ecirc;s. Aqui<br \/>\ndesapareceu. Seu filho, Luiz da Gama ouviu rumores de sua deporta&ccedil;&atilde;o<br \/>\npara \u00c1frica, mas nunca se soube o que aconteceu de fato.<\/p>\n<p>Apesar das v\u00e1rias discrimina&ccedil;&otilde;es cotidianas:<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8211; Nas imagens discriminat\u00f3rias da popula&ccedil;&atilde;o negra no material did\u00e1tico e nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p>&#8211; Na falta da simbologia da cultura negra ou mesmo fotos de<br \/>\ncrian&ccedil;as e da fam\u00edlia negra em creches, pr\u00e9-escola, nos 1&ordm; e 2&ordm; graus;<\/p>\n<p>&#8211; Na constante invisibilidade de nossa hist\u00f3ria nos livros escolares,<br \/>\no que gerou a lei 10.639 sobre a inclus&atilde;o da Hist\u00f3ria da \u00c1frica nos<br \/>\ncurr\u00edculos escolares;<\/p>\n<p>&#8211; Na a falta do registro de cor\/ra&ccedil;a na certid&atilde;o de nascimento e prontu\u00e1rios nos servi&ccedil;os de sa\u00fade<\/p>\n<p>&#8211; Nos espa&ccedil;os do trabalho onde as marcas da discrimina&ccedil;&atilde;o ocorrem na<br \/>\nsele&ccedil;&atilde;o, nas compet&ecirc;ncias indefinidas, na ocupa&ccedil;&atilde;o de altos cargos, na<br \/>\nmobilidade, na hierarquia.<\/p>\n<p>&#8211; Nas diferen&ccedil;as salariais entre brancos e negros, maior ainda entre homens brancos e mulheres negras (cerca de 295%);<\/p>\n<p>&#8211; Nos altos \u00edndices de mortes dos jovens negros v\u00edtimas da viol&ecirc;ncia;<\/p>\n<p>&#8211; Nos altos \u00edndices de mortalidade materna&nbsp; e nas mortes resultantes de abortos inseguros das mulheres negras.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\nE tantas outras formas de discrimina&ccedil;&atilde;o, h\u00e1 hoje ainda quem acredite na<br \/>\ndemocracia racial. Muitos dos revolucion\u00e1rios e socialistas que<br \/>\nacreditam que o racismo deve ser uma discrimina&ccedil;&atilde;o a ser eliminada da<br \/>\nsociedade acham que isto deve ser tratado ap\u00f3s a concretiza&ccedil;&atilde;o do<br \/>\nsocialismo. O que as feministas negras t&ecirc;m afirmado \u00e9 que o racismo e o<br \/>\nsexismo devem ser extirpados de nossa sociedade, alterando esta<br \/>\nrealidade exclus&atilde;o, realimentando a utopia onde caibamos todas e todos.<\/p>\n<p>No Brasil e na Am\u00e9rica Latina, temos uma hist\u00f3ria de viola&ccedil;&atilde;o<br \/>\ncolonial praticada pelos senhores brancos contra as mulheres negras e<br \/>\nind\u00edgenas e a miscigena&ccedil;&atilde;o que da\u00ed resultaram originaram as constru&ccedil;&otilde;es<br \/>\nde nossa identidade nacional, fortalecendo o mito da democracia racial<br \/>\nlatino-americana, que no Brasil chegou at\u00e9 as \u00faltimas conseq&uuml;&ecirc;ncias.<br \/>\nEssa viol&ecirc;ncia sexual colonial \u00e9, tamb\u00e9m, o &ldquo;cimento&rdquo; de todas as<br \/>\nhierarquias de g&ecirc;nero e ra&ccedil;a configura aquilo que &Acirc;ngela Gilliam define<br \/>\ncomo &ldquo;a grande teoria do esperma em nossa forma&ccedil;&atilde;o nacional&rdquo;, atrav\u00e9s<br \/>\nda qual, segundo Gilliam:<\/p>\n<blockquote>\n<p>&ldquo;O papel da mulher negra \u00e9 negado na forma&ccedil;&atilde;o da cultura nacional; a<br \/>\ndesigualdade entre homens e mulheres \u00e9 erotizada; e a viol&ecirc;ncia sexual<br \/>\ncontra as mulheres negras foi convertida em um romance.&rdquo; &sup1;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\nO discurso corrente e cl\u00e1ssico sobre a opress&atilde;o da mulher n&atilde;o d\u00e1 conta<br \/>\nda diferen&ccedil;a qualitativa do efeito da opress&atilde;o que sofreram e ainda<br \/>\nsofrem as mulheres negras em sua identidade.<\/p>\n<p>A constru&ccedil;&atilde;o de um movimento espec\u00edfico das mulheres negras em 1988,<br \/>\nquando organizaram o I Encontro Nacional de Mulheres Negras, chegou a<br \/>\nsofrer em seu in\u00edcio fortes questionamentos sobre a sua necessidade e<br \/>\nviabilidade, tanto do movimento de mulheres, quanto do movimento negro,<br \/>\nacusando-as de divisionistas. Por\u00e9m as mulheres negras consideraram a<br \/>\nnecessidade da assimila&ccedil;&atilde;o por parte destes movimentos, j\u00e1 que a mulher<br \/>\ntamb\u00e9m tem ra&ccedil;as diferentes (que demarcadas nas condi&ccedil;&otilde;es de vida e<br \/>\ntrabalho), assim como negros tamb\u00e9m t&ecirc;m dois sexos (tamb\u00e9m<br \/>\ndiferenciados nas quest&otilde;es de vida e trabalho). Era preciso incluir a<br \/>\nluta contra o racismo na agenda do movimento de mulheres, e a luta<br \/>\ncontra o sexismo da agenda do movimento negro, dada a dupla<br \/>\ndiscrimina&ccedil;&atilde;o sofrida.<\/p>\n<p>Uma das discuss&otilde;es iniciais do movimento feminista era pelo direito<br \/>\nao trabalho, por\u00e9m mulheres negras trabalharam durante s\u00e9culos como<br \/>\nescravas nas lavouras ou nas ruas, como vendedoras, quituteiras,<br \/>\nprostitutas&#8230; Consideradas como objeto, no passado a servi&ccedil;o de<br \/>\n&ldquo;delicadas&rdquo; sinhazinhas e de senhores de engenho que as violentava.<br \/>\nHoje, empregadas dom\u00e9sticas, ou mulatas &ldquo;tipo exporta&ccedil;&atilde;o&rdquo;, ou<br \/>\ntrabalhadoras de valor inferior; e que ainda sofrem com a exig&ecirc;ncia da<br \/>\n&ldquo;boa apar&ecirc;ncia&rdquo;.<\/p>\n<p>Quando o movimento feminista critica a mercantiliza&ccedil;&atilde;o do corpo,<br \/>\nlembremos tamb\u00e9m uma transversalidade a esta quest&atilde;o: que o modelo<br \/>\nest\u00e9tico de mulher \u00e9 a mulher branca. As mulheres negras s&atilde;o<br \/>\nconsideradas as anti-musas da sociedade.<\/p>\n<p>Contr\u00e1rias ao pensamento racista e sexista de que h\u00e1 uma<br \/>\ninferioridade &ldquo;racial&rdquo; e &ldquo;social&rdquo; de mulheres e de negros n&atilde;o ca\u00edmos na<br \/>\narmadilha e linearidade que produz de forma violenta explora&ccedil;&atilde;o,<br \/>\nusurpa&ccedil;&atilde;o, desrespeito, desqualifica&ccedil;&atilde;o, etc. Por este aspecto podemos<br \/>\nafirmar que um feminismo negro, constru\u00eddo no contexto de sociedades<br \/>\nmultirraciais, pluriculturais e racistas &ndash; como s&atilde;o as sociedades<br \/>\nlatino-americanas &ndash; tem como principal eixo articulador o racismo e seu<br \/>\nimpacto sobre as rela&ccedil;&otilde;es de g&ecirc;nero, uma vez que ele determina a<br \/>\npr\u00f3pria hierarquia de g&ecirc;nero em nossas sociedades (Jurema Werneck).<\/p>\n<p>Para L\u00e9lia Gonzalez, ocorrem dois tipos de dificuldades para as<br \/>\nmulheres negras: por um lado, a inclina&ccedil;&atilde;o eurocentrista do feminismo<br \/>\nbrasileiro constitui um eixo articulador a mais da democracia racial e<br \/>\ndo ideal de branqueamento, ao omitir o car\u00e1ter central da quest&atilde;o da<br \/>\nra&ccedil;a nas hierarquias de g&ecirc;nero e ao universalizar os valores de uma<br \/>\ncultura particular (a ocidental) para o conjunto das mulheres, sem<br \/>\nmedi\u00e1-los na base da intera&ccedil;&atilde;o entre brancos e n&atilde;o brancos; por outro<br \/>\nlado, revela um distanciamento da realidade vivida pela mulher negra ao<br \/>\nnegar toda uma hist\u00f3ria feita de resist&ecirc;ncia e de lutas, em que essa<br \/>\nmulher tem sido protagonista gra&ccedil;as &agrave; din&acirc;mica de uma mem\u00f3ria cultural<br \/>\nancestral (que nada tem a ver com o eurocentrismo desse tipo de<br \/>\nfeminismo).<\/p>\n<p>Atualmente o movimento de mulheres negras, traz para a cena pol\u00edtica<br \/>\nas contradi&ccedil;&otilde;es resultantes da articula&ccedil;&atilde;o das vari\u00e1veis de ra&ccedil;a,<br \/>\nclasse e g&ecirc;nero, promove a s\u00edntese das bandeiras de luta historicamente<br \/>\nlevantadas pelos movimento negro e de mulheres do pa\u00eds, enegrecendo de<br \/>\num lado, as reivindica&ccedil;&otilde;es das mulheres, tornando-as assim mais<br \/>\nrepresentativas do conjunto das mulheres brasileiras, e, por outro<br \/>\nlado, promovendo a feminiza&ccedil;&atilde;o das propostas e reivindica&ccedil;&otilde;es do<br \/>\nmovimento negro.<\/p>\n<p>Dentre as pol\u00edticas para a popula&ccedil;&atilde;o negra, a sa\u00fade \u00e9 uma das<br \/>\nquest&otilde;es centrais. Formulada principalmente pelas te\u00f3ricas negras, a<br \/>\npol\u00edtica de sa\u00fade da popula&ccedil;&atilde;o negra recebeu um duro golpe ap\u00f3s a posse<br \/>\ndo novo ministro da sa\u00fade, como atesta Sueli Carneiro:<\/p>\n<blockquote>\n<p>&ldquo;No ato em que suspendeu 58 portarias editadas pelo ex-ministro da<br \/>\nsa\u00fade Humberto Costa, o atual ministro, Saraiva Felipe, frustrou o que<br \/>\nvinha sendo saudado pelos movimentos negros como importante conquista<br \/>\nno &acirc;mbito das pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para a supera&ccedil;&atilde;o das<br \/>\niniq&uuml;idades presentes na aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa\u00fade da popula&ccedil;&atilde;o negra. Trata-se<br \/>\nda portaria que cria o Programa Nacional de Aten&ccedil;&atilde;o Integral &agrave;s Pessoas<br \/>\ncom Doen&ccedil;a Falciforme e outras Hemoglobinopatias, que responde a<br \/>\nreivindica&ccedil;&otilde;es de ativistas anti-racistas, que datam de mais de uma<br \/>\nd\u00e9cada e constituem uma das dimens&otilde;es fundamentais da sa\u00fade da<br \/>\npopula&ccedil;&atilde;o negra, por ser a anemia falciforme a doen&ccedil;a gen\u00e9tica de maior<br \/>\nincid&ecirc;ncia no pa\u00eds e prevalente em cerca de 10% da popula&ccedil;&atilde;o negra. A<br \/>\nimplementa&ccedil;&atilde;o do programa resultaria na melhoria da qualidade e<br \/>\nexpectativa de pessoas falc&ecirc;micas.<\/p>\n<p>Entre as portarias suspensas pelo ministro Saraiva Felipe<br \/>\nencontram-se tamb\u00e9m as que normatizam a n&atilde;o exig&ecirc;ncia de Boletim de<br \/>\nOcorr&ecirc;ncia (BO) para a interrup&ccedil;&atilde;o da gravidez resultante de estupro &mdash;<br \/>\namplamente apoiada pelo movimento feminista e profissionais de sa\u00fade<br \/>\nsolid\u00e1rios com as mulheres v\u00edtimas de viol&ecirc;ncia sexual; a&ccedil;&otilde;es de<br \/>\nreprodu&ccedil;&atilde;o humana assistida; e aumento de recursos para financiar<br \/>\nassist&ecirc;ncia &agrave; popula&ccedil;&atilde;o ind\u00edgena&rdquo;.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\nImportante movimento pol\u00edtico do s\u00e9culo XX, nas d\u00e9cadas de 30 e 40, a<br \/>\nFrente Negra Brasileira, tinha um grupamento de mulheres em seus<br \/>\nquadros. Em um caloroso discurso, o sr. Henrique Cunha ao ser<br \/>\nhomenageado no Semin\u00e1rio G&ecirc;nero, Ra&ccedil;a e Cidadania (1994), comparando a<br \/>\norganiza&ccedil;&atilde;o das mulheres negras na FNB com o processo atual, disse:<\/p>\n<blockquote>\n<p>&ldquo; \u00c9 muito emocionante estar diante de tantas mulheres combativas e<br \/>\nparticipantes politicamente, pois, na FNB, enquanto os homens<br \/>\ncomandavam a pol\u00edtica, as mulheres faziam comida e cuidavam das<br \/>\ncrian&ccedil;as. Sua atividade pol\u00edtica era organizar o Baile das Rosas<br \/>\nNegras&rdquo;.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\nDiferente deste quadro as mulheres negras t&ecirc;m nestes \u00faltimos anos<br \/>\nfortalecido seu lugar pol\u00edtico de auto-determina&ccedil;&atilde;o, essencial para<br \/>\nsujeitos que respeitam sua origem e querem ser sujeitos de sua pr\u00f3pria<br \/>\nhist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Queremos que o partido ao incorporar as quest&otilde;es feministas, incorpore tamb\u00e9m as transversalidades embutidas nesta discuss&atilde;o.\n<\/p>\n<p>\n<em>&sup1; Sueli Carneiro cita &Acirc;ngela Gilliam in Anais do Semin\u00e1rio<br \/>\nInternacional &ndash; &ldquo;Multiculturalismo e racismo: O papel da a&ccedil;&atilde;o<br \/>\nafirmativa nos estados democr\u00e1ticos contempor&acirc;neos&rdquo; pg. 54, minist\u00e9rio<br \/>\nda Justi&ccedil;a, Secretaria Nacional de Direitos Humanos, julho de 1996.<\/em>\n<\/p>\n<p>\n<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" vspace=\"0\" hspace=\"0\" height=\"16\" border=\"0\" align=\"left\" title=\"Quem \u00e9?\" alt=\"Quem \u00e9?\" src=\"images\/stories\/icones\/bio.gif\" \/>&nbsp;Luciene Lacerda \u00e9 militante dos movimentos de mulheres, mulheres negras, integrante do<br \/>\nn\u00facleo de mulheres do P-SOL\/RJ e do Coletivo Nacional Provis\u00f3rio de<br \/>\nNegros e Negras do P-SOL\n<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" vspace=\"0\" hspace=\"0\" height=\"16\" border=\"0\" align=\"left\" title=\"E-mail\" alt=\"E-mail\" src=\"images\/stories\/icones\/mail.gif\" \/>&nbsp;luciene_lacerda@yahoo.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8230; &ldquo;Ela viu um an\u00fancio da C&ocirc;nsul para todas as mulheres do mundo. 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