{"id":20108,"date":"2018-03-08T15:07:59","date_gmt":"2018-03-08T18:07:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.psol50.org.br\/?p=20108"},"modified":"2018-03-08T15:07:59","modified_gmt":"2018-03-08T18:07:59","slug":"marielle-franco-o-novo-sempre-vem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/psol50.org.br\/marielle-franco-o-novo-sempre-vem\/","title":{"rendered":"Marielle Franco | O novo sempre vem"},"content":{"rendered":"<p><em>Artigo publicado originalmente em <a href=\"http:\/\/diplomatique.org.br\/o-novo-sempre-vem\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: #0000ff;\">Le Monde Diplomatique<\/span><\/a><\/em><\/p>\n<p>Em 1975, um grupo de mulheres organizou um evento na Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro, sobre a situa\u00e7\u00e3o das mulheres no Brasil. Foram mais de quatrocentas participantes, num movimento que deu in\u00edcio ao Centro da Mulher Brasileira (CMB), primeira organiza\u00e7\u00e3o feminista no pa\u00eds. Mais de quatro d\u00e9cadas depois, ocupamos o mesmo espa\u00e7o, agora como mulheres, negras, trans, faveladas, professoras, nordestinas, m\u00e3es, enfim, mulheres em toda a sua diversidade.<\/p>\n<p>No evento de outrora, mulheres negras fizeram cr\u00edticas contundentes \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o que, apesar de contar com personagens importantes da luta contra a ditadura, n\u00e3o abarcou a diversidade de experi\u00eancias do que \u00e9 ser mulher. No final de novembro de 2017, fizemos da ABI um espa\u00e7o de debate pol\u00edtico. Um debate vivo, cheio de nuances, em que cinco centenas de n\u00f3s afirmamos que vamos ocupar a pol\u00edtica, os espa\u00e7os de poder; contudo, n\u00e3o em uma ocupa\u00e7\u00e3o meramente \u201ccotista\u201d. H\u00e1, inegavelmente, um novo momento, uma marcha em fermenta\u00e7\u00e3o de mulheres rumo \u00e0 apropria\u00e7\u00e3o dessas engrenagens.<\/p>\n<p>Chegamos a 2018 colhendo frutos de d\u00e9cadas de lutas das mulheres por melhores condi\u00e7\u00f5es de vida e por mais igualdade nos espa\u00e7os de tomada de decis\u00f5es. Nesse per\u00edodo, \u00e9 ineg\u00e1vel que o feminismo se tornou mais diverso, em especial com os avan\u00e7os das pautas de ra\u00e7a, orienta\u00e7\u00e3o sexual e identidade de g\u00eanero, e tamb\u00e9m nas reflex\u00f5es sobre as diversas experi\u00eancias pelas quais as mulheres passam, como a maternidade. Essa diversidade se expressa nas ruas, em manifesta\u00e7\u00f5es, e nas redes sociais, por meio de p\u00e1ginas, aplicativos, blogs e v\u00eddeos.<\/p>\n<p>Fala-se muito que estamos vivendo uma nova onda feminista, embora a ideia de onda indique um rompimento maior do que como acontece na hist\u00f3ria de fato. A m\u00eddia propaga a ideia de que h\u00e1 um \u201cnovo feminismo\u201d, mas na verdade o que vivemos \u00e9 o resultado de uma converg\u00eancia de diferentes express\u00f5es do feminismo que, mesmo com estrat\u00e9gias de atua\u00e7\u00e3o muito diversas, t\u00eam em comum a compreens\u00e3o de que a internet \u00e9 um espa\u00e7o de di\u00e1logo e articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. O feminismo brasileiro hoje n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 jovem e empoderado. O bonde das feministas hist\u00f3ricas e o bonde das feministas hashtag dialogam na constru\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es. O feminismo como um todo \u00e9 plural, diversificado e capaz de produzir converg\u00eancias.<\/p>\n<p>Desde a elei\u00e7\u00e3o de 2010 vivemos uma conjuntura marcada por contradi\u00e7\u00f5es importantes no que se refere \u00e0s quest\u00f5es de g\u00eanero. O saldo das manifesta\u00e7\u00f5es e campanhas que se seguiram foi a necessidade de uma representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica mais diversa. As mulheres se colocaram como uma for\u00e7a pol\u00edtica importante no cen\u00e1rio nacional, em especial as negras e ind\u00edgenas. Assumimos o papel de apontar para o que seria o \u201cnovo\u201d de verdade na pol\u00edtica: inverter o jogo, sair da posi\u00e7\u00e3o de subalternidade na sociedade para ocupar espa\u00e7os de formula\u00e7\u00e3o, de desenvolvimentos program\u00e1ticos e de projetos, de tomadas de decis\u00e3o.<\/p>\n<p>Apesar de termos chegado a alguns lugares importantes, a representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica das mulheres ainda \u00e9 \u00ednfima, e a das mulheres negras \u00e9 ainda pior. Mulheres negras somos cerca de 25% da popula\u00e7\u00e3o brasileira, segundo censo do IBGE de 2010. Segundo o \u201cRetrato das desigualdades de g\u00eanero e ra\u00e7a\u201d (Ipea, 2015), somos tamb\u00e9m a maior parte das pessoas desempregadas, que trabalha sem carteira assinada, como empregada dom\u00e9stica ou com menor renda domiciliar per capita. Essa situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 por acaso, \u00e9 fruto de um desenvolvimento civilizat\u00f3rio que foi capaz de desumanizar e objetificar o corpo das mulheres negras.<\/p>\n<p>Em meio a tanta desigualdade, ao racismo e ao sexismo que insistem em nos violentar, a chegada da mulher negra \u00e0 institucionalidade surpreende. Nossa presen\u00e7a assusta o conluio masculino, branco e heteronormativo. Ao mesmo tempo, nos vemos diante do desafio de construir um projeto pol\u00edtico que n\u00e3o exclua as quest\u00f5es que nos trouxeram at\u00e9 aqui, que n\u00e3o as torne secund\u00e1rias e que se mantenha afinado com as lutas dos movimentos.<\/p>\n<p>Ironicamente, se em 1975 as mulheres reunidas estavam em luta contra a ditadura militar, agora estamos em enfrentando um governo ileg\u00edtimo e os golpes cotidianos que ele promove em nossos direitos e em nossas liberdades. Em um cen\u00e1rio de graves retrocessos e da a\u00e7\u00e3o articulada das for\u00e7as religiosas no Congresso Federal, as mulheres est\u00e3o conseguindo impedir as mudan\u00e7as de legisla\u00e7\u00e3o pela articula\u00e7\u00e3o de formas muito diversas de fazer feminismo por meio do fortalecimento m\u00fatuo. Estamos resistindo aos ataques racistas cotidianos e tentando encontrar caminhos para superar a situa\u00e7\u00e3o de mis\u00e9ria em que a crise colocou as pessoas que moram nas favelas, periferias e no campo, fortalecendo as iniciativas de economia solid\u00e1ria e de fortalecimento de movimentos como o MTST e o MST.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as ao surgimento de grupos como o PretaLab, \u00e0 forma\u00e7\u00e3o sobre seguran\u00e7a digital da Universidade Livre Feminista, \u00e0 MariaLab e \u00e0s Blogueiras Negras, estamos resistindo \u00e0 difus\u00e3o do discurso de \u00f3dio e \u00e0s novas formas de viol\u00eancia que acontecem no \u00e2mbito virtual. Quando ouvimos o Slam das Minas, levando a poesia falada das mulheres para os diferentes territ\u00f3rios e reinventando a ideia de batalha \u2013 elas n\u00e3o competem nos recitais, elas est\u00e3o lado a lado, se complementando na performance \u2013, sabemos quem somos, as vozes que se escutam, que se acolhem, que fazem pol\u00edtica o tempo todo. Essa resist\u00eancia \u00e9 nova tamb\u00e9m em sua est\u00e9tica!<\/p>\n<p>A PartidA Feminista est\u00e1 mobilizada para lan\u00e7ar candidatas e fazer o debate sobre a import\u00e2ncia de eleger feministas comprometidas com os projetos de transforma\u00e7\u00e3o. O movimento, surgido em 2015, quando ativistas se reuniram para discutir o sentido e a possibilidade de um partido feminista brasileiro, re\u00fane coletivos de mulheres de partidos e movimentos diversos de todo o Brasil. Ou seja, de forma articulada, as elei\u00e7\u00f5es de 2018 est\u00e3o sendo gestadas. Iniciativas para uma representa\u00e7\u00e3o mais diversa devem ser reeditadas, al\u00e9m de instrumentos para o financiamento coletivo das campanhas.<\/p>\n<p>Em nosso encontro recente na ABI, partimos da ideia de que \u201cuma mulher puxa a outra\u201d \u2013 um dos motes da Marcha das Mulheres Negras em 2017. Reunimos mulheres que se destacaram no cen\u00e1rio pol\u00edtico do Rio de Janeiro e que s\u00e3o potenciais candidatas a diversos espa\u00e7os de poder \u2013 c\u00e2maras estaduais e federal, sindicatos, partidos e associa\u00e7\u00f5es diversas \u2013, com destaque para as mulheres negras. Isso porque o recado foi dado nas elei\u00e7\u00f5es de 2016, e aqui no Rio de Janeiro seguimos \u00e0 frente da Comiss\u00e3o da Mulher para pautar o debate de g\u00eanero na C\u00e2mara partindo da nossa perspectiva.<\/p>\n<p>Tal\u00edria Petrone tem enfrentado o desafio de construir um mandato negro, popular e feminista como a \u00fanica mulher na C\u00e2mara de Niter\u00f3i. \u00c1urea Carolina, em Belo Horizonte, inova ao criar a \u201cgabinetona\u201d aberta \u00e0s mais diferentes lutas e ao mesmo tempo atenta aos afetos, \u00e0 poesia e ao autocuidado. N\u00f3s aprendemos umas com as outras, estamos buscando formas de fazer pol\u00edtica que n\u00e3o sejam mera reprodu\u00e7\u00e3o do que sempre foi feito, porque isso nos deixa mais fortes para ocupar espa\u00e7os da institucionalidade, apesar de todos os retrocessos. Mas n\u00e3o queremos ficar sozinhas nesse espa\u00e7o, queremos outras e que transformem a pol\u00edtica.<\/p>\n<p>O evento recente da ABI foi gestado dentro de um mandato parlamentar, mas n\u00e3o s\u00f3 por ele. Uma rede de mulheres independentes de filia\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias se uniu para demandar e organizar o encontro. Por si s\u00f3 essa movimenta\u00e7\u00e3o descortina um novo momento. O sistema pol\u00edtico, tal qual (n\u00e3o) funciona hoje precisa ser urgentemente transformado. Nossa aposta \u00e9 que outras mulheres sejam fortalecidas para ocupar os espa\u00e7os de poder. E, para isso, qualquer projeto pol\u00edtico de esquerda n\u00e3o pode ignorar as quest\u00f5es que trazemos. 2018 que nos aguarde!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo publicado originalmente em Le Monde Diplomatique Em 1975, um grupo de mulheres organizou um evento na Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro, sobre a situa\u00e7\u00e3o das mulheres no Brasil. Foram mais de quatrocentas participantes, num movimento que deu in\u00edcio ao Centro da Mulher Brasileira (CMB), primeira organiza\u00e7\u00e3o feminista no pa\u00eds. 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