{"id":26836,"date":"2019-10-29T14:45:04","date_gmt":"2019-10-29T17:45:04","guid":{"rendered":"http:\/\/psol50.org.br\/?p=26836"},"modified":"2019-10-29T14:45:04","modified_gmt":"2019-10-29T17:45:04","slug":"equador-cronica-de-uma-rebeliao-popular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/psol50.org.br\/equador-cronica-de-uma-rebeliao-popular\/","title":{"rendered":"Equador: Cr\u00f4nica de uma rebeli\u00e3o popular"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\"><strong><em>Por Israel Dutra, Secret\u00e1rio de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais do PSOL<\/em><\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"> Minha chegada em Quito se deu no dia seguinte \u00e0 assinatura do acordo que finalizou a maior jornada de protestos no pa\u00eds em 20 anos. O avi\u00e3o pousou<\/span> num aeroporto militarizado na manh\u00e3 de ter\u00e7a-feira (15\/10), <span class=\"s1\">ap\u00f3s<\/span> 10 dias da paralisa\u00e7\u00e3o mais extensa da hist\u00f3ria equatoriana. Cheguei \u00e1vido pelo gesto pol\u00edtic<span class=\"s1\">o<\/span> e social transcendental que acabara de derrubar o pacote do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI)<span class=\"s1\">, trazendo<\/span> a rebeli\u00e3o popular de volta para o centro dos acontecimentos sul-americanos. O levante popular e a greve geral que ocorreu no Chile comprovou a mudan\u00e7a no p\u00eandulo da luta de classes no continente.<\/p>\n<p class=\"p1\">A paralisa\u00e7\u00e3o nacional, social e popular, protagonizada pela CONAIE (Confedera\u00e7\u00e3o das Nacionalidades Ind\u00edgenas do Equador) aconteceu entre os dia 03 e 10 de outubro.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>Nas linhas abaixo descrevo um pouco do que <span class=\"s1\">pude conferir atrav\u00e9s de<\/span> diversas entrevistas, reuni\u00f5es e encontros ocorrido<span class=\"s1\">s <\/span>no balan\u00e7o imediato da vit\u00f3ria popular. <span class=\"s1\">Portanto, trata-se de<\/span> um relato \u201c\u00e0 quente\u201d sobre a aguda situa\u00e7\u00e3o do Equador, seus desdobramentos imediatos e suas consequ<span class=\"s1\">\u00ea<\/span>ncias para o conjunto da regi\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\">Desde o PSOL, com sua Secretaria de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais a frente das atividades internacionalistas, enviamos uma delega\u00e7\u00e3o, aprovamos uma mo\u00e7\u00e3o contra Lenin no parlamento brasileiro, incluindo uma nota de todo Partido e a\u00e7\u00f5es de rua em frente \u00e0s embaixadas e consulados.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>Cercamos de solidariedade a luta equatoriana porque nela se condensam elementos decisivos para o futuro da luta de classes no sul do continente: uma luta de todo povo contra os ditames do Fundo Monet\u00e1rio Internacional e seus agentes pol\u00edticos locais.<\/p>\n<p class=\"p1\"><b>O sentido comum de uma rebeli\u00e3o de maioria social<\/b><\/p>\n<p class=\"p1\">O governo de Lenin Moreno anunciou o pacote de medidas impopulares (decreto 883) no dia 01\/10, onde se destacava a alta dos combust\u00edveis e do transporte p\u00fablico. Durante 40 anos vigorou no Equador &#8211; como j\u00e1 explicado em nossos artigos &#8211; um subs\u00eddio que mantinha os custos dos combust\u00edveis e dos transportes em pre\u00e7os mais acess\u00edveis. Numa economia dolarizada, para termos ideia, o pre\u00e7o da tarifa urbana m\u00e9dia em Quito \u00e9 25 centavos, o que poderia ser comparado com 1 real em moeda brasileira. O detalhe \u00e9 que o metr\u00f4<span class=\"s1\">,<\/span> prometido h\u00e1 dez anos, teve sua inaugura\u00e7\u00e3o adiada<span class=\"s1\">,<\/span> novamente, para 2020. Ou seja, o sistema modal depende muito do transporte rodovi\u00e1rio urbano.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>Imediatamente, a resposta do sindicato dos taxistas e condutores <span class=\"s1\">foi<\/span> de uma paralisa\u00e7\u00e3o de 24 horas, muito radicalizada e que lev<span class=\"s1\">ou<\/span> a pequenos dist<span class=\"s1\">\u00fa<\/span>rbios<span class=\"s1\">.<\/span> <span class=\"s1\">Gerou-se o<\/span> caos no transporte<span class=\"s1\"> em todo <\/span>o <span class=\"s1\">territ\u00f3rio<\/span> nacional<span class=\"s1\">. Enquanto o<\/span> rest<span class=\"s1\">ante<\/span> do movimento social observava<span class=\"s1\">,<\/span> a CONAIE refor\u00e7<span class=\"s1\">ou<\/span> a paralisa\u00e7\u00e3o j\u00e1 marcada para <span class=\"s1\">0<\/span>3\/10 como fruto de seu \u00faltimo congresso. Os transtornos no meio urbano <span class=\"s1\">causaram <\/span>insatisfa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m em outras cidades e as bases come\u00e7am a se mover.<\/p>\n<p class=\"p1\">O governo <span class=\"s1\">contra-atacou <\/span>em duas frentes: prendeu os l\u00edderes do sindicato dos taxistas e f<span class=\"s1\">e<\/span>z um acordo com a burocracia de rodovi\u00e1rios, <span class=\"s1\">interrompendo <\/span>a paralisa\u00e7\u00e3o na noite de 02\/10. Contudo, o movimento estudantil das principais cidades, com centro nas universidades de Quito, convoc<span class=\"s1\">ou<\/span> uma marcha muito forte para o dia 03\/10, levando aos setores mais din\u00e2micos e combativos dos ind\u00edgenas a aprovarem caravanas para a capital e a tomada dos maiores campos de petr\u00f3leo no interior. A paralisa\u00e7\u00e3o <span class=\"s1\">foi <\/span>antecipada e come\u00e7a<span class=\"s1\">ra<\/span>m os bloqueios de estrada. A ofensiva da repress\u00e3o ampliou a luta popular.<\/p>\n<p class=\"p1\">A CONAIE acampou no centro urbano de Quito e organizou bloqueios nas principais rotas, interrompendo a produ\u00e7\u00e3o dos maiores campos de petr\u00f3leo. Estudantes da maiores universidades conformaram brigadas de solidariedade. Com a morte do l\u00edder ind\u00edgena, Inocencio Tucumbi, a radicaliza\u00e7\u00e3o ganhou contornos decisivos: nos dias 11 e 12 de outubro, uma verdadeira batalha campal se deu no centro de Quito. A capacidade de resist\u00eancia foi impressionante. A batalha das ruas foi para a mesa de media\u00e7\u00e3o, convocada pela ONU e pela Confer\u00eancia Episcopal, onde ind\u00edgenas confrontaram o governo em rede nacional de televis\u00e3o, no domingo, 13 de outubro.<\/p>\n<p class=\"p1\">O conflito teve sua massividade alicer\u00e7ada numa luta de maioria social. O governo Moreno, ap\u00f3s ter sido apresentado como sucessor de Rafael Correa, se converteu numa agente direto do FMI. O fim do subsidio estatal aos combust\u00edveis foi parte da carta de inten\u00e7\u00f5es do FMI para desembolsar seu \u201capoio\u201d ao governo de Moreno. O anexo 3 da carta de inten\u00e7\u00f5es alertava para o risco de \u201cdesatar\u201d protestos sociais. O levante ind\u00edgena e popular teve como conte\u00fado principal a oposi\u00e7\u00e3o entre os interesses da maioria e os ditames do FMI.<\/p>\n<p class=\"p1\">As quest\u00f5es de economia internacional condicionaram esse cen\u00e1rio. Temas como a guerra comercial entre China e Estados Unidos e as incertezas de um cen\u00e1rio mundial que aponta para desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica atuam para pressionar os governos a ceder \u00e0s \u201creformas\u201d exigidas pelo Fundo.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>A crise internacional do petr\u00f3leo e a alta do d\u00f3lar tamb\u00e9m atuam nessa esfera.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>Vale recordar que o Equador \u00e9 o \u00fanico pa\u00eds da Am\u00e9rica do Sul que tem o d\u00f3lar como sua moeda oficial.<\/p>\n<p class=\"p1\">A CONAIE serviu como o instrumento que todo povo referenciou para dar basta a condi\u00e7\u00e3o de submiss\u00e3o ao FMI, retratado no aumento abusivo do transporte. Lenin Moreno teve sua popularidade derrubada. O movimento ind\u00edgena teve sabedoria para galvanizar a luta popular, com suas coloca\u00e7\u00f5es sendo transmitidas ao vivo na mesa de negocia\u00e7\u00e3o.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>O apoio aos protestos foi massivo, combinando a solidariedade ativa e um amplo apoio difuso- em que pese a campanha midi\u00e1tica que foi feita para tratar como \u201cv\u00e2ndalos\u201d.<\/p>\n<p class=\"p4\"><b>A quest\u00e3o ind\u00edgena <\/b><\/p>\n<p class=\"p4\">O levante equatoriano teve sua vanguarda na CONAIE. Um rico processo organizativo que se desenvolve h\u00e1 anos, muito reprimido pelo governo de Correa. O levante foi um novo salto de qualidade para colocar os povos origin\u00e1rios no centro da discuss\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"> A<\/span>s medidas do governo s\u00e3o contrapostas <span class=\"s1\">ao<\/span> que eles chamaram de \u201cestado de emerg\u00eancia nas comunidades ind\u00edgenas\u201d, <span class=\"s1\">tra\u00e7ando uma <\/span>luta de poderes territoriais paralelos. A prefeita de Guayaquill bloqueia o principal acesso \u00e0 cidade, a ponte de unidade nacional; as emissoras opositoras, como a T<span class=\"s1\">ELESUR<\/span> e outros meios de r\u00e1dio, tiveram seu sinal tirado para fora do ar; uma guerra midi\u00e1tica se inicia para tratar como <span class=\"s1\">v\u00e2ndalos <\/span>os manifestantes<span class=\"s1\">. Esta manipula\u00e7\u00e3o apresenta v\u00e1rios<\/span> contornos racistas,<span class=\"s1\"> como por exemplo<\/span> o l\u00edder do tradicional partido burgu<span class=\"s1\">\u00ea<\/span>s, PSC (Social Crist\u00e3o), Nebot, afirmando que os ind\u00edgenas deveriam seguir no \u201cP\u00e1ramo\u201d.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>Um l\u00edder ind\u00edgena, Inonencio Tucumbi, \u00e9 morto na Zona Zero, <span class=\"s1\">trag\u00e9dia que acirra<\/span> ainda mais o conflito.<\/p>\n<p class=\"p4\">A vit\u00f3ria popular reafirmou a tradi\u00e7\u00e3o e a for\u00e7a da CONAIE e seu bra\u00e7o pol\u00edtico, o Partido Pachacutik. A luta por um estado plurinacional, de fato e de direito, segue com mais for\u00e7a ainda.<\/p>\n<p class=\"p4\"><b>Um hist\u00f3rico de lutas e mobiliza\u00e7\u00f5es<\/b><\/p>\n<p class=\"p4\">O Equador foi vanguarda no ciclo de lutas contra o neoliberalismo. A irrup\u00e7\u00e3o de 2000, quando a CONAIE protagonizou a derrubada do governo, chegando a instaurar uma junta provis\u00f3ria. Naquele momento, houve a converg\u00eancia social da CONAIE com a CMS (Coordena\u00e7\u00e3o dos Movimentos Sociais) que congregava o sindicalismo urbano, com os petroleiros \u00e0 cabe\u00e7a.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>Tal alian\u00e7a foi capaz de incidir sobre setor militar que se dividiu, com a baixa oficialidade sendo representada por Lucio Gutierrez. Foi um grande levante que abriu uma nova situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica no continente.<\/p>\n<p class=\"p1\">Pensando na hist\u00f3ria recente do Equador, podemos falar em ciclos de levantes: o primeiro em 1990 quando a CONAIE se constitu<span class=\"s1\">i<\/span> como sujeito; <span class=\"s1\">o segundo em <\/span>199<span class=\"s1\">7<\/span> quando se derruba <span class=\"s1\">Abdal\u00e1 Bucaram<\/span>; o terceiro \u00e9 referido acima, em 23 de janeiro de 2000; e em 2005 quando um levante com base na classe m\u00e9dia <span class=\"s1\">derruba <\/span>Lucio Gutierrez,<span class=\"s1\"> ap\u00f3s sua trai\u00e7\u00e3o ao programa com que foi eleito<\/span>. O per\u00edodo de Rafael Correa (2007-2017) sintoniza o pa\u00eds com os chamados (apesar de muito diferentes entre si) governos \u201cprogressistas\u201d ou \u201cp\u00f3s-neoliberais\u201d. Pol\u00eamico e pe\u00e7a chave para entender os atuais choques &#8211; a repress\u00e3o \u00e9 muito forte sobre o correismo &#8211; Correa \u00e9 o principal dirigente pol\u00edtico que o pa\u00eds teve nas \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p class=\"p4\">Podemos dividir o per\u00edodo Correa em duas fases, com suas respectivas contradi\u00e7\u00f5es. A primeira fase \u00e9 que sintoniza o governo com a onda bolivariana e com as demandas populares incompletas das rebeli\u00f5es anteriores.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>Essa fase \u00e9 caracterizada pela nova constitui\u00e7\u00e3o de Montecristi, aprovada nessa cidade em 2008, com um parlamento presidido por Alberto Acosta. No \u00e2mbito internacional, se destacam medidas ainda mais progressivas: a auditoria da d\u00edvida equatoriana; a exclus\u00e3o da base norte-americana na cidade de Manta e o asilo concedido para Julian Assange, em agosto de 2012.<\/p>\n<p class=\"p4\">A segunda etapa do governo combina um trip\u00e9: medidas macroecon\u00f4micas mais orientadas ao mercado, de corte social-liberal; repress\u00e3o ao movimento social em geral, em especial a CONAIE; e o envolvimento em esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o relacionados com a Odebrecht e empresas que prestaram servi\u00e7os ao Estado equatoriano.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>Dessa etapa nasce a parceria para priorizar seu anterior vice- presidente, Lenin Moreno, como sucessor natural do correismo. Lenin se elege com discurso de volta aos melhores momentos do per\u00edodo \u201cMontecristi\u201d, mas d\u00e1 um giro r\u00e1pido \u00e0 direita, se separando de Rafael Correa, entregando Assange e retomando acordos com os Estados Unidos e o FMI.<\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"> Como parte da persegui\u00e7\u00e3o ao correismo, e sabendo do prest\u00edgio da CONAIE, Lenin Moreno descarrega sobre o correismo a m\u00e3o pesada da repress\u00e3o, fa<\/span>zendo do partido de Correa (Revolu\u00e7\u00e3o <span class=\"s1\">Cidad\u00e3<\/span>, sigla comum com seu nome) o bode expiat\u00f3rio uma vez que n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o de for\u00e7as para atacar os ind\u00edgenas. Foram presos dois deputados e a governadora do estado mais populoso do pa\u00eds, Pichincha, onde fica a capital Quito. <span class=\"s1\">Al\u00e9m disso,<\/span> tr\u00eas lideran\u00e7as, entre elas a l\u00edder parlamentar de RC, Gabriela Rivadeneira, est\u00e3o exilados na Embaixada do M\u00e9xico.<\/p>\n<p class=\"p1\"><b>A batalha de Quito<\/b><\/p>\n<p class=\"p1\">A \u201cbatalha de Quito\u201d foi uma luta que envolveu a entrada em cena de diferentes atores: uma marcha feminista de 5 mil mulheres marcou um feito hist\u00f3rico na manh\u00e3 do dia 12; os panela\u00e7os se multiplicaram pela madrugada em rep\u00fadio ao governo; verdadeiras &#8216;puebladas&#8217; na forma de barricadas e a\u00e7\u00f5es de bloqueios de todas as vias; e uma batalha dur\u00edssima, de cerca de 6 horas na Zona Zero, onde as universidades serviram de trincheiras para o atendimento de feridos e alimenta\u00e7\u00e3o. Isso foi impressionante. O Parque Arbolito e a Casa da Cultura, o QG da CONAIE, eram o centro da Zona Zero, junto com os edif\u00edcios estatais; mais <span class=\"s1\">\u00e0<\/span> frente fica a Assembleia Nacional, em todo cintur\u00e3o de universidades \u2013 Central, Andina e Cat\u00f3lica- num raio de 2 a 3 quil<span class=\"s1\">\u00f4me<\/span>tros.<\/p>\n<p class=\"p1\">Foi uma verdadeira explos\u00e3o de apoio popular: super<span class=\"s1\">aram-se<\/span> em muito as doa\u00e7\u00f5es de alimentos e roupas, centenas de estudantes de medicina e da \u00e1rea da sa\u00fade <span class=\"s1\">formaram <\/span>numa brigada de solidariedade que garantiu uma defesa apropriada em tempo real, de bombas e les\u00f5es. <span class=\"s1\">Em desafio a<\/span>o toque de recolher, milhares desceram das regi\u00f5es mais pobres da cidade, numa mescla que assustou alguns setores, dando vaz\u00e3o para a\u00e7\u00f5es descontroladas como saques e invas\u00e3o de pr\u00e9dios p\u00fablicos (existe a hip\u00f3tese de que o pr\u00e9dio da Controladoria, tenha sido conscientemente <span class=\"s1\">queimado e destru\u00eddo<\/span> por <span class=\"s1\">c<\/span>orreistas, com <span class=\"s1\">o objetivo<\/span> de destruir as provas dos casos de suborno da Odebre<span class=\"s1\">cht<\/span>). O fato \u00e9 que o governo aceitou uma mesa de negocia\u00e7\u00e3o que tivesse a condi\u00e7\u00e3o<span class=\"s1\">&#8211;<\/span>chave para a CONAIE: fosse transparente e televisionada ao vivo, j\u00e1 sem o toque de recolher.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>Foi um grande triunfo da \u201cbatalha de Quito\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\">O desfecho no dia seguinte foi uma negocia\u00e7\u00e3o complicada, com as duas partes presentes: lideran\u00e7as ind\u00edgenas de todos setores, federa\u00e7\u00f5es, grupos como os ind\u00edgenas evang\u00e9licos e a federa\u00e7\u00e3o afro-ind\u00edgena<span class=\"s1\">, al\u00e9m do<\/span> governo, representado pela figura de Lenin Moreno e de seus principais ministros. Como mediadores estiveram a ONU e a Confer\u00eancia Episcopal. <span class=\"s1\">Ficou acertada <\/span>a revoga\u00e7\u00e3o do decreto, que fez explodir em festa as ruas de todo pa\u00eds. Quanto ao segundo ponto, a ren\u00fancia dos ministros do <span class=\"s1\">I<\/span>nterior e da <span class=\"s1\">J<\/span>usti\u00e7a e a repara\u00e7\u00e3o das v<span class=\"s1\">\u00ed<\/span>timas da repress\u00e3o, <span class=\"s1\">foi criada <\/span>uma comiss\u00e3o para <span class=\"s1\">dar prosseguimento \u00e0s discuss\u00f5es<\/span>. <span class=\"s1\">Delineou-se <\/span>uma vit\u00f3ria parcial, mas que colocou a luta contra o ajuste num outro patamar.<\/p>\n<p class=\"p1\">A confian\u00e7a do movimento social em geral e do movimento ind\u00edgena se refor\u00e7ou enormemente. Para se ter ideia, <span class=\"s1\">comenta-se <\/span>que a maior audi\u00eancia da hist\u00f3ria da TV equatoriana foi a transmiss\u00e3o ao vivo do di\u00e1logo. No dia seguinte, ainda com muito apoio popular, os ind\u00edgenas e movimentos sociais urbanos organizaram uma \u201cMinga\u201d (Mutir\u00e3o) de limpeza, que teve uma repercuss\u00e3o muito positiva entre as camadas m\u00e9dias, congregando tamb\u00e9m a vanguarda juvenil.<\/p>\n<p class=\"p1\">O Equador colocou a Am\u00e9rica do Sul na rota das novas rebeli\u00f5es populares. Pelo mundo se espalham as imagens de a\u00e7\u00f5es massivas e radicalizadas, aguentando e segurando contra a repress\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p4\"><b>Ventos do povo<\/b><\/p>\n<p class=\"p4\">Aprendi muito nos dias que estive no Equador. Estive com dezenas de ativistas, l\u00edderes ind\u00edgenas, intelectuais, dirigentes feministas, parlamentares, oper\u00e1rios, estudantes, ambientalistas. A li\u00e7\u00e3o de um povo combativo, que n\u00e3o est\u00e1 disposto a dar passos atr\u00e1s, depois do enorme gesto hist\u00f3rico das jornadas de outubro, \u00e9 de que a luta vale a pena.<\/p>\n<p class=\"p4\">Isso serve tanto para quem acompanha no detalhe o valor da a\u00e7\u00e3o independente quanto para os milh\u00f5es que seguiram pelos notici\u00e1rios e pelas redes sociais o desfecho da luta contra o decreto 883, a repress\u00e3o e o FMI. Os ventos do povo sopram fortes nos pa\u00edses andinos. Nem tinha se completado uma semana do levante ind\u00edgena e popular equatoriano, o povo chileno irrompeu com a maior onda de manifesta\u00e7\u00f5es desde a queda da ditadura Pinochet.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>Os tempos se aceleram.<\/p>\n<p class=\"p4\">Os combates, cada vez mais duros e polarizados, apenas come\u00e7am. S\u00e3o milh\u00f5es que \u201cvotam com os p\u00e9s\u201d, como diria Lenin, o revolucion\u00e1rio; O papel dos internacionalistas \u00e9 cercar de solidariedade, intercambiar experi\u00eancias e mais do que nunca beber da fonte da cultura das lutas populares. <strong>Se fora da luta pelo poder tudo \u00e9 ilus\u00e3o, fora da luta do povo, tudo \u00e9 impot\u00eancia.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Israel Dutra, Secret\u00e1rio de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais do PSOL Minha chegada em Quito se deu no dia seguinte \u00e0 assinatura do acordo que finalizou a maior jornada de protestos no pa\u00eds em 20 anos. O avi\u00e3o pousou num aeroporto militarizado na manh\u00e3 de ter\u00e7a-feira (15\/10), ap\u00f3s 10 dias da paralisa\u00e7\u00e3o mais extensa da hist\u00f3ria equatoriana. 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