{"id":33160,"date":"2014-03-14T00:00:00","date_gmt":"2014-03-14T14:43:22","guid":{"rendered":"http:\/\/psol50.org.br\/arquivo\/2014\/03\/14\/o-cinema-brasileiro-reve-o-periodo-militar\/"},"modified":"2014-03-14T00:00:00","modified_gmt":"2014-03-14T14:43:22","slug":"o-cinema-brasileiro-reve-o-periodo-militar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/psol50.org.br\/o-cinema-brasileiro-reve-o-periodo-militar\/","title":{"rendered":"O cinema brasileiro rev\u00ea o per\u00edodo militar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<em>Maria do Ros\u00e1rio Caetano<\/em>,<em> para o Brasil de Fato<\/em><br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tO cinema brasileiro tenta, h\u00e1 d\u00e9cadas, jogar luz sobre o que se passou no pa\u00eds desde o triunfo do golpe militar de 1964. No calor da hora, dois cineastas enfrentaram o tema. O primeiro foi Paulo Cezar Saraceni, com O Desafi o (1965). Dois anos depois, Glauber Rocha lan\u00e7aria o metaf\u00f3rico Terra em Transe, ambientado num pa\u00eds tropical chamado Eldorado.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tSaraceni colocou no centro da narrativa o jornalista Marcelo (Oduvaldo Vianna Filho), sem perspectivas frente \u00e0 grande desilus\u00e3o pol\u00edtica trazida pelo golpe militar, agravada, ainda, por insatisfa\u00e7\u00f5es amorosas. Impotente e melanc\u00f3lico, ele n\u00e3o sabe o que fazer, pois companheiros s\u00e3o presos pela nova ordem e o cotidiano na reda\u00e7\u00e3o do jornal onde trabalha o decepciona.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tNum dos momentos mais lembrados do filme, assistimos a vigorosa inser\u00e7\u00e3o documental do show Opini\u00e3o, primeiro projeto art\u00edstico de resist\u00eancia \u00e0 ditadura rec\u00e9m-instalada. Beth\u00e2nia, que substitu\u00edra Nara Le\u00e3o, a garota Zona Sul, soma-se ao sambista Z\u00e9 Ketti (a voz do morro) e a Jo\u00e3o do Vale (a voz dos migrantes nordestinos) para cantar Carcar\u00e1 e enunciar dados estat\u00edsticos que d\u00e3o conta da trag\u00e9dia social brasileira.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\t<strong>Terra em Transe<\/strong><br \/>\n\tO caso Terra em Transe \u00e9 mais complexo, em todos os sentidos. Na superf\u00edcie, o fi lme nada tem a ver com o golpe. Afinal, gira em torno de Paulo Martins (Jardel Filho), um intelectual que se liga a tr\u00eas homens poderosos: o senador Porf\u00edrio Diaz (Paulo Autran), pol\u00edtico anticomunista ligado ao capital internacional e candidato ao governo de Eldorado; Felipe Vieira (Jos\u00e9 Lewgoy), vereador e candidato ao governo da prov\u00edncia de Alecrim, e J\u00falio Fuentes (Paulo Gracindo), o maior empres\u00e1rio do pa\u00eds.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tMas, em suas camadas profundas, Terra em Transe constr\u00f3i poderosa par\u00e1bola sobre o poder, ambientada no Brasil (Eldorado) e na Guanabara (Alecrim) na primeira metade dos anos de 1960. Paulo Martins tem muito do pr\u00f3prio Glauber (e at\u00e9 de Samuel Wainer) e Felipe Vieira lembra caracter\u00edsticas de Carlos Lacerda, eleito governador da Guanabara e apoiador, de primeira hora, do golpe militar de 1964.<\/p>\n<p>\tO que liga o filme \u00e0 contrarrevolu\u00e7\u00e3o militar \u00e9 a desilus\u00e3o de Paulo Martins, impotente (em transe) frente ao triunfo das for\u00e7as conservadoras. O terceiro longa-metragem de Glauber foi interditado pela censura, que decerto o viu como \u201cum ideograma chin\u00eas de cabe\u00e7a para baixo\u201d (segundo Nelson Rodrigues), mais por raz\u00e3o religiosa que pol\u00edtica.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tO principal inc\u00f4modo causado aos censores estava no personagem de Joffre Soares, um padre. Exigiram que ele tivesse nome. Ou seja, que se tornasse um indiv\u00edduo e n\u00e3o um representante da Igreja, aquela que marchara com Deus, a Fam\u00edlia e a Propriedade. Terra em Transe, liberado, chegou aos cinemas e causou um dos maiores e mais acirrados debates da hist\u00f3ria cultural do pa\u00eds. Hoje \u00e9 considerado, por boa parte da cr\u00edtica, o maior fi lme brasileiro de todos os tempos.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tCom o recrudescimento da censura no p\u00f3s AI-5 (dezembro de 1968), os cineastas brasileiros de maior empenho cultural mergulharam no que Ant\u00f4nio Houaiss definiu como \u201cNeo-Barroquismo\u201d. Ou seja, passaram a realizar fi lmes que, de t\u00e3o aleg\u00f3ricos e herm\u00e9ticos, tornaram-se incompreens\u00edveis ao grande p\u00fablico. Com o fim do AI-5, em 1979, um n\u00famero maior de diretores fez do golpe de Estado e, em especial, da repress\u00e3o \u00e0 guerrilha urbana, seus temas preferenciais.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tA pesquisadora Caroline Gomes Leme mostra no livro A Ditadura em Imagem e Som (Unesp, 2014), que de 1979 a 2009, foram realizados mais de 70 filmes sobre a queda de Goulart e as lutas de resist\u00eancia \u00e0 ditadura. Vale acrescentar que nos tr\u00eas \u00faltimos anos, novas abordagens (caso dos document\u00e1rios Marighella e O Dia Que Durou 21 Anos) ganharam relevo qualitativo e quantitativo.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\t<strong>Cabra Marcado para Morrer<\/strong><br \/>\n\tNenhum dos filmes, ficcionais ou documentais, sobre os anos da ditadura implantada em 1964 atingiu a pot\u00eancia de Cabra Marcado para Morrer, de Eduardo Coutinho. At\u00e9 porque o cineasta estava em a\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o das Ligas Camponesas nordestinas no exato momento em que o golpe triunfou (na noite de 31 de mar\u00e7o para primeiro de abril de 1964). Coutinho e equipe filmavam, com produ\u00e7\u00e3o do Centro Popular de Cultura, da Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes (CPC-UNE), longa ficcional intitulado \u201cCabra Marcado para Morrer\u201d.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tAcusada de subvers\u00e3o, a equipe do filme foi ca\u00e7ada (sim, com c\u00ea de cedilha) pelos militares, acusada de atuar \u00e0s expensas do \u201couro de Moscou\u201d. O diretor escondeu os negativos do pouco que filmara.<\/p>\n<p>\tN\u00e3o houve outra sa\u00edda sen\u00e3o abandonar a reconstitui\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o das Ligas Camponesas, centrada na trajet\u00f3ria de um de seus principais l\u00edderes, Jo\u00e3o Pedro Teixeira, e de sua mulher, Dona Elizabeth, m\u00e3e de onze filhos.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tQuando as filmagens do projeto original come\u00e7aram, coube a um \u201cator\u201d (natural da regi\u00e3o de Sap\u00e9, na Para\u00edba) representar o l\u00edder campon\u00eas, assassinado pelo latif\u00fandio, em 1962. Dona Elizabeth interpretava a si mesma. Com a equipe do filme desmantelada pelo golpe, a vi\u00fava de Jo\u00e3o Pedro Teixeira cumpriu sete meses de pris\u00e3o. Ao ser libertada, fugiu para uma cidadezinha do Rio Grande do Norte, e sob nome falso, transformou-se em lavadeira, cozinheira e professora de alfabetiza\u00e7\u00e3o, quando algu\u00e9m descobria que sabia ler e escrever.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tA ditadura militar durou 21 anos. O mesmo tempo de dura\u00e7\u00e3o da vida clandestina de Dona Elizabeth. Ao retomar as filmagens de Cabra Marcado para Morrer, j\u00e1 como document\u00e1rio, Coutinho reencontrou sua \u201catriz\u201d. E saiu em busca dos onze fi lhos da l\u00edder camponesa (de nove, na verdade, pois uma se suicidara no per\u00edodo inicial do dilaceramento dos Teixeira paraibanos, e com a m\u00e3e clandestina estava o menino Carlos).<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tO maior documentarista brasileiro, que teve morte tr\u00e1gica semanas atr\u00e1s, devolveu identidade civil \u00e0 mulher que se escondera sob nome falso e vivia do parco ganho de servi\u00e7os avulsos. A trag\u00e9dia de uma fam\u00edlia permitiu a Coutinho realizar a anatomia da ditadura brasileira. Um filme \u00fanico, obrigat\u00f3rio.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\t<strong>Volta dos exilados<\/strong><br \/>\n\tCom a revoga\u00e7\u00e3o do AI-5 (31-12-1978) e a volta dos exilados (gra\u00e7as \u00e0 Lei da Anistia\/1979), os cineastas brasileiros buscaram, na fic\u00e7\u00e3o, uma forma de narrar o que se passara. Roberto Farias dirigiu Pr\u00e1 Frente, Brasil (1981), que desagradou \u00e0 linha dura do regime e causou a queda do presidente da Embrafilme, o diplomata Celso Amorim. O filme chegou at\u00e9 a ser interditado pela Censura.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tDepois, foi liberado. Revisto hoje \u2013 e comparado, por exemplo, com o vigoroso document\u00e1rio Cidad\u00e3o Boilesen, de Chaim Litewski (2009) \u2013 \u201cPr\u00e1 Frente, Brasil\u201d mostra suas gritantes concess\u00f5es: enredo folhetinesco, pouca \u00eanfase no conjunto do empresariado que ajudou a bancar a conta da tortura (Opera\u00e7\u00e3o Oban e assemelhados) e final tribut\u00e1rio \u00e0 gram\u00e1tica do filme de a\u00e7\u00e3o hollywoodiano. No campo da fic\u00e7\u00e3o, os destaques continuam sendo Nunca Fomos T\u00e3o Felizes, cujo slogan nos magnetiza, ainda hoje \u2013 O amor clandestino entre pai e filho (Murilo Salles, 1985), Dois C\u00f3rregos (1999), de Carlos Reichenbach, O Ano em Que Meus Pais Sa\u00edram de F\u00e9rias (Cao Hamburger, 2006), Hoje, de Tata Amaral (2013) e Tatuagem (Hilton Lacerda, 2013). Merecem, tamb\u00e9m, ser revistos, filmes como Batismo de Sangue (Helv\u00e9cio Ratton, 2007), Cabra Cega (Toni Venturi, 2005), A\u00e7\u00e3o entre Amigos (Beto Brant, 1998), Lamarca (1994) e Zuzu Angel (2006), ambos de S\u00e9rgio Rezende. Vale conferir tamb\u00e9m O Que \u00c9 Isto, Companheiro? (Bruno Barreto, 1998), apesar de toda pol\u00eamica que causou, por demonizar (ou infantilizar) guerrilheiros, ao mesmo tempo em que buscava dar ao torturador a complexidade negada aos torturados. Perda de tempo \u00e9 ver O Bom Burgu\u00eas (Oswaldo Caldeira, 1979) e Sonho e Desejo (Marcelo Santiago, 2006), fi lmes de grandes fragilidades conceituais e narrativas.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\t<strong>Document\u00e1rio<\/strong><br \/>\n\tOs melhores filmes brasileiros sobre a ditadura militar foram realizados por documentaristas, como os j\u00e1 citados Eduardo Coutinho e Chaim Litewski, aos quais se somam Leon Hirszman (ABC da Greve), Silvio Tendler (Jango), Renato Tapaj\u00f3s (o excelente Linha de Montagem), Jo\u00e3o Batista de Andrade (Vlado, Trinta Anos Depois), Vladimir Carvalho (Conterr\u00e2neos Velhos de Guerra), Silvio Darin (H\u00e9rcules 56), Roberto Nader (Opera\u00e7\u00e3o Condor) e Camilo Tavares (O Dia Que Durou 21 Anos). A estes filmes somam-se t\u00edtulos comandados por qualificado time feminino, que trouxe saud\u00e1vel arejamento \u00e0 abordagem do que se passou, entre 1964 e 1984, no Brasil. A mais ativa e produtiva das diretoras que voltaram suas c\u00e2maras ao per\u00edodo \u00e9 L\u00facia Murat. Seus filmes Que Bom Te Ver Viva (1989) e Uma Longa Viagem (2012) constituem programa obrigat\u00f3rio.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tMesmo caso dos excelentes Di\u00e1rio de Uma Busca, de Fl\u00e1via Castro, e Marighella, de Isa Grispum Ferraz. E com estreias programadas para os pr\u00f3ximos meses est\u00e3o mais dois bons t\u00edtulos desta sens\u00edvel safra feminina: Setenta, de Em\u00edlia Silveira (lan\u00e7amento em maio), e Meus Dias com Ele, de Maria Clara Escobar. Em\u00edlia aborda, em seu primeiro longa, a hist\u00f3ria dos setenta presos pol\u00edticos banidos para o Chile em troca do embaixador su\u00ed\u00e7o Giovanni Bucher, seq\u00fcestrado em 1970. A diretora estreante poderia ter feito mais um document\u00e1rio pol\u00edtico sobre a guerrilha urbana. S\u00f3 que foi al\u00e9m.<br \/>\n\tImprimiu afeto e humor a sua narrativa, al\u00e9m de nos revelar epis\u00f3dio pouco conhecido de nossa hist\u00f3ria pol\u00edtica. Maria Clara Escobar, por sua vez, registrou perturbador depoimento de seu pai, o fil\u00f3sofo brasileiro (radicado em Portugal), Carlos Henrique Escobar.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tFilmes, document\u00e1rios e livros fundamentais para entender melhor o per\u00edodo&nbsp;Cabra Marcado para Morrer, de Eduardo Coutinho (1984) Nunca Fomos T\u00e3o Felizes, de Murilo Salles (1985) Cidad\u00e3o Boilesen, de Chaim Litewsky (2009) Di\u00e1rio de Uma Busca, de Fl\u00e1via Castro (2012) Uma Longa Viagem, de L\u00facia Murat (2012) Jango, de Silvio Tendler (1984) Linha de Montagem, de Renato Tapaj\u00f3s (1984) O Dia que Durou 21 Anos, de Camilo Tavares (2013) Hoje, de Tata Amaral (2013) Marighella, de Isa Grispum Ferraz (2012).<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\t<strong>Livros<\/strong><br \/>\n\t? 1964: A Conquista do Estado, de Ren\u00e9 Armando Dreifuss (Vozes, 1980)<br \/>\n\t? Al\u00e9m do Golpe \u2013 Vers\u00f5es e Controv\u00e9rsias sobre 1964 e a Ditadura Militar, de Carlos Fico (Record, 2004)<br \/>\n\t? O Grande Irm\u00e3o \u2013 Da Opera\u00e7\u00e3o Brother Sam aos Anos de Chumbo, de Carlos Fico (Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 2008)<br \/>\n\t? Ditadura e Democracia no Brasil: Do Golpe de 1964 \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, de Daniel Aar\u00e3o Reis (Zahar, 2014)<br \/>\n\t? 1964 \u2013 O Golpe, de Fl\u00e1vio Tavares (Editora L&amp;PM, 2014)<br \/>\n\t? Ditadura em Som e Imagem, de Caroline Gomes Leme (Editora Unesp, 2013)<br \/>\n\t? Jo\u00e3o Goulart \u2013 Uma Biografi a, de Jorge Ferreira (Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 2011)<br \/>\n\t? 1964 \u2013 O Golpe Que Derrubou um Presidente e Instituiu a Ditadura no Brasil, de Jorge Ferreira e \u00c2ngela de Castro Gomes (Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira\u201d, 2014)<br \/>\n\t? Ditadura: O Que Resta da Transi\u00e7\u00e3o? \u2013 Organizado por Milton Pinheiro. Com artigos de Lincoln Secco, Anita Prestes, Marco Aur\u00e9lio Santana, Adriano Codato, D\u00e9cio Saes, Jo\u00e3o Quartim de Moraes, entre outros (Editora Boitempo, 2014).<br \/>\n\t? A Ditadura Que Mudou o Brasil \u2013 50 Anos do Golpe Militar de 1964. Organizado por Daniel Aar\u00e3o Reis, Marcelo Ridenti e Rodrigo Patto S\u00e1 Motta (Zahar, 2014)<br \/>\n\t? A Ditadura Envergonhada, A Ditadura Escancarada, A Ditadura Derrotada, A Ditadura Encurralada \u2013 Quatro volumes de Elio Gaspari, lan\u00e7ados entre 2002 e 2004, pela Companhia das Letras e, agora, reeditados e ampliados (Intr\u00ednseca , 2014).<br \/>\n\t? Em Busca do Povo Brasileiro: Artistas da Revolu\u00e7\u00e3o, do CPC \u00e0 Era da TV, de Marcelo Ridenti (Record, 2000)<br \/>\n\t? A Hist\u00f3ria na Primeira P\u00e1gina, de Francisco Carlos Teixeira da Silva (Multifoco, 2013)<br \/>\n\t? Os Anos de Chumbo: A Mem\u00f3ria Militar sobre a Repress\u00e3o, de Maria Celina D\u2019Araujo, Gl\u00e1ucio Ary Dillon e Celso Castro (Relume Dumar\u00e1, 1994)<br \/>\n\t&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Silvio Tendler, que radiografou o golpe de 1964 em Jango, apresenta os document\u00e1rios Os Militares pela Democracia e Advogados Contra a Ditadura, na TV Brasil; Semin\u00e1rios, novos livros, retrospectivas de filmes e programas in\u00e9ditos na TV marcam os 50 anos do golpe que instalou os militares no poder por duas d\u00e9cadas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[4766,6],"tags":[],"class_list":{"0":"post-33160","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-arquivo","7":"category-noticias"},"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.5 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>O cinema brasileiro rev\u00ea o per\u00edodo militar - PSOL 50<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/psol50.org.br\/o-cinema-brasileiro-reve-o-periodo-militar\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"O cinema brasileiro rev\u00ea o per\u00edodo militar - PSOL 50\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Silvio Tendler, que radiografou o golpe de 1964 em Jango, apresenta os document\u00e1rios Os Militares pela Democracia e Advogados Contra a Ditadura, na TV Brasil; Semin\u00e1rios, novos livros, retrospectivas de filmes e programas in\u00e9ditos na TV marcam os 50 anos do golpe que instalou os militares no poder por duas d\u00e9cadas\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/psol50.org.br\/o-cinema-brasileiro-reve-o-periodo-militar\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"PSOL 50\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/psol50\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2014-03-14T14:43:22+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/psol50.org.br\/inc\/uploads\/2018\/07\/capa.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1350\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"900\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Comunica\u00e7\u00e3o PSOL\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@psol50\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@psol50\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Comunica\u00e7\u00e3o PSOL\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"10 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/psol50.org.br\/o-cinema-brasileiro-reve-o-periodo-militar\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/psol50.org.br\/o-cinema-brasileiro-reve-o-periodo-militar\/\"},\"author\":{\"name\":\"Comunica\u00e7\u00e3o PSOL\",\"@id\":\"https:\/\/psol50.org.br\/#\/schema\/person\/475dfa57d0b815993c714c2e96491fcd\"},\"headline\":\"O cinema brasileiro rev\u00ea o per\u00edodo militar\",\"datePublished\":\"2014-03-14T14:43:22+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/psol50.org.br\/o-cinema-brasileiro-reve-o-periodo-militar\/\"},\"wordCount\":1981,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/psol50.org.br\/#organization\"},\"articleSection\":[\"Arquivo\",\"Not\u00edcias\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/psol50.org.br\/o-cinema-brasileiro-reve-o-periodo-militar\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/psol50.org.br\/o-cinema-brasileiro-reve-o-periodo-militar\/\",\"url\":\"https:\/\/psol50.org.br\/o-cinema-brasileiro-reve-o-periodo-militar\/\",\"name\":\"O cinema brasileiro rev\u00ea o per\u00edodo militar - PSOL 50\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/psol50.org.br\/#website\"},\"datePublished\":\"2014-03-14T14:43:22+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/psol50.org.br\/o-cinema-brasileiro-reve-o-periodo-militar\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/psol50.org.br\/o-cinema-brasileiro-reve-o-periodo-militar\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/psol50.org.br\/o-cinema-brasileiro-reve-o-periodo-militar\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/psol50.org.br\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"O cinema brasileiro rev\u00ea o per\u00edodo militar\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/psol50.org.br\/#website\",\"url\":\"https:\/\/psol50.org.br\/\",\"name\":\"PSOL 50\",\"description\":\"Site oficial do Partido Socialismo e Liberdade\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/psol50.org.br\/#organization\"},\"alternateName\":\"PSOL50\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/psol50.org.br\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/psol50.org.br\/#organization\",\"name\":\"PSOL 50\",\"alternateName\":\"PSOL 50\",\"url\":\"https:\/\/psol50.org.br\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/psol50.org.br\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/psol50.org.br\/inc\/uploads\/2018\/07\/capa.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/psol50.org.br\/inc\/uploads\/2018\/07\/capa.png\",\"width\":1350,\"height\":900,\"caption\":\"PSOL 50\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/psol50.org.br\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/psol50\",\"https:\/\/x.com\/psol50\",\"https:\/\/www.instagram.com\/psol50\/\",\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UC7SnJS5o1os7a6CaiNabzcg\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/psol50.org.br\/#\/schema\/person\/475dfa57d0b815993c714c2e96491fcd\",\"name\":\"Comunica\u00e7\u00e3o PSOL\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/psol50.org.br\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b34fc4f4e468a4e51785917065a3db57b841f5c95dba6ad8c73aaf8f66f8f9bf?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b34fc4f4e468a4e51785917065a3db57b841f5c95dba6ad8c73aaf8f66f8f9bf?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Comunica\u00e7\u00e3o PSOL\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"O cinema brasileiro rev\u00ea o per\u00edodo militar - PSOL 50","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/psol50.org.br\/o-cinema-brasileiro-reve-o-periodo-militar\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"O cinema brasileiro rev\u00ea o per\u00edodo militar - PSOL 50","og_description":"Silvio Tendler, que radiografou o golpe de 1964 em Jango, apresenta os document\u00e1rios Os Militares pela Democracia e Advogados Contra a Ditadura, na TV Brasil; Semin\u00e1rios, novos livros, retrospectivas de filmes e programas in\u00e9ditos na TV marcam os 50 anos do golpe que instalou os militares no poder por duas d\u00e9cadas","og_url":"https:\/\/psol50.org.br\/o-cinema-brasileiro-reve-o-periodo-militar\/","og_site_name":"PSOL 50","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/psol50","article_published_time":"2014-03-14T14:43:22+00:00","og_image":[{"width":1350,"height":900,"url":"https:\/\/psol50.org.br\/inc\/uploads\/2018\/07\/capa.png","type":"image\/png"}],"author":"Comunica\u00e7\u00e3o PSOL","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@psol50","twitter_site":"@psol50","twitter_misc":{"Escrito por":"Comunica\u00e7\u00e3o PSOL","Est. tempo de leitura":"10 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/psol50.org.br\/o-cinema-brasileiro-reve-o-periodo-militar\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/psol50.org.br\/o-cinema-brasileiro-reve-o-periodo-militar\/"},"author":{"name":"Comunica\u00e7\u00e3o PSOL","@id":"https:\/\/psol50.org.br\/#\/schema\/person\/475dfa57d0b815993c714c2e96491fcd"},"headline":"O cinema brasileiro rev\u00ea o per\u00edodo militar","datePublished":"2014-03-14T14:43:22+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/psol50.org.br\/o-cinema-brasileiro-reve-o-periodo-militar\/"},"wordCount":1981,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/psol50.org.br\/#organization"},"articleSection":["Arquivo","Not\u00edcias"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/psol50.org.br\/o-cinema-brasileiro-reve-o-periodo-militar\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/psol50.org.br\/o-cinema-brasileiro-reve-o-periodo-militar\/","url":"https:\/\/psol50.org.br\/o-cinema-brasileiro-reve-o-periodo-militar\/","name":"O cinema brasileiro rev\u00ea o per\u00edodo militar - PSOL 50","isPartOf":{"@id":"https:\/\/psol50.org.br\/#website"},"datePublished":"2014-03-14T14:43:22+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/psol50.org.br\/o-cinema-brasileiro-reve-o-periodo-militar\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/psol50.org.br\/o-cinema-brasileiro-reve-o-periodo-militar\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/psol50.org.br\/o-cinema-brasileiro-reve-o-periodo-militar\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/psol50.org.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"O cinema brasileiro rev\u00ea o per\u00edodo militar"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/psol50.org.br\/#website","url":"https:\/\/psol50.org.br\/","name":"PSOL 50","description":"Site oficial do Partido Socialismo e Liberdade","publisher":{"@id":"https:\/\/psol50.org.br\/#organization"},"alternateName":"PSOL50","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/psol50.org.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/psol50.org.br\/#organization","name":"PSOL 50","alternateName":"PSOL 50","url":"https:\/\/psol50.org.br\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/psol50.org.br\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/psol50.org.br\/inc\/uploads\/2018\/07\/capa.png","contentUrl":"https:\/\/psol50.org.br\/inc\/uploads\/2018\/07\/capa.png","width":1350,"height":900,"caption":"PSOL 50"},"image":{"@id":"https:\/\/psol50.org.br\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/psol50","https:\/\/x.com\/psol50","https:\/\/www.instagram.com\/psol50\/","https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UC7SnJS5o1os7a6CaiNabzcg"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/psol50.org.br\/#\/schema\/person\/475dfa57d0b815993c714c2e96491fcd","name":"Comunica\u00e7\u00e3o PSOL","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/psol50.org.br\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b34fc4f4e468a4e51785917065a3db57b841f5c95dba6ad8c73aaf8f66f8f9bf?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b34fc4f4e468a4e51785917065a3db57b841f5c95dba6ad8c73aaf8f66f8f9bf?s=96&d=mm&r=g","caption":"Comunica\u00e7\u00e3o PSOL"}}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/psol50.org.br\/rest\/wp\/v2\/posts\/33160","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/psol50.org.br\/rest\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/psol50.org.br\/rest\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/psol50.org.br\/rest\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/psol50.org.br\/rest\/wp\/v2\/comments?post=33160"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/psol50.org.br\/rest\/wp\/v2\/posts\/33160\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/psol50.org.br\/rest\/wp\/v2\/media?parent=33160"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/psol50.org.br\/rest\/wp\/v2\/categories?post=33160"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/psol50.org.br\/rest\/wp\/v2\/tags?post=33160"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}