{"id":4086,"date":"2012-12-03T17:06:27","date_gmt":"2012-12-03T17:06:27","guid":{"rendered":"http:\/\/179.190.55.146\/~psol5185\/?p=4086"},"modified":"2012-12-03T17:06:27","modified_gmt":"2012-12-03T17:06:27","slug":"resolucao-do-diretorio-nacional-do-psol-sobre-balanco-eleitoral-de-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/psol50.org.br\/resolucao-do-diretorio-nacional-do-psol-sobre-balanco-eleitoral-de-2012\/","title":{"rendered":"Resolu\u00e7\u00e3o do Diret\u00f3rio Nacional do PSOL sobre balan\u00e7o eleitoral de 2012"},"content":{"rendered":"<div id=\"blocoDadosPrint\">O Diret\u00f3rio Nacional do PSOL, reunido no \u00faltimo final de semana, dias 1 e 2 de dezembro, em S\u00e3o Paulo, aprovou a seguinte resolu\u00e7\u00e3o acerca do balan\u00e7o da participa\u00e7\u00e3o do PSOL nas elei\u00e7\u00f5es municipais de 2012. O Diret\u00f3rio Nacional tamb\u00e9m debateu um plano de lutas para o pr\u00f3ximo per\u00edodo e discutiu quest\u00f5es pendentes sobre v\u00e1rios munic\u00edpios.<\/div>\n<div class=\"txtPrint\">\n<p align=\"center\"><strong>Elei\u00e7\u00f5es municipais: um PSOL mais forte e vitorioso<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>O Partido Socialismo e Liberdade enfrentou as elei\u00e7\u00f5es de 2012 num quadro ainda marcado pela estabilidade da hegemonia burguesa no Brasil. Essa estabilidade tem assegurado a ado\u00e7\u00e3o medidas conservadoras que impediram at\u00e9 aqui que os efeitos da crise econ\u00f4mica mundial fossem mais fortemente sentidos internamente. A redu\u00e7\u00e3o das taxas de juros com indu\u00e7\u00e3o do investimento interno \u2013 justificado, sobretudo, pelas grandes obras de infraestrutura com vistas aos mega eventos esportivos \u2013 aliada \u00e0 forte pol\u00edtica de ren\u00fancia fiscal e manuten\u00e7\u00e3o do consumo, criaram barreiras tempor\u00e1rias aos efeitos da crise internacional. Evidentemente, essas medidas n\u00e3o s\u00e3o sustent\u00e1veis, uma vez que aprofundam a depend\u00eancia externa e deixam o pa\u00eds vulner\u00e1vel \u00e0 instabilidade do mercado. Basta lembrar, por exemplo, que a recente desacelera\u00e7\u00e3o da economia chinesa vinha impactando fortemente a balan\u00e7a comercial brasileira nos \u00faltimos meses, situa\u00e7\u00e3o que d\u00e1 sinais de revers\u00e3o.<\/li>\n<li>No cen\u00e1rio pol\u00edtico interno, a manuten\u00e7\u00e3o do consumo e dos investimentos p\u00fablicos e privados \u2013 em grande medida financiados pelo BNDES, hoje o segundo maior banco de fomento do mundo \u2013 geraram um sentimento de relativa seguran\u00e7a econ\u00f4mica para os trabalhadores. N\u00e3o por outra raz\u00e3o, Dilma e seu governo ostentam n\u00edveis elevad\u00edssimos de aprova\u00e7\u00e3o. A oposi\u00e7\u00e3o conservadora, por seu compromisso com o atual modelo econ\u00f4mico, n\u00e3o tem conseguido apresentar-se como alternativa. Contudo, os limites do atual projeto pol\u00edtico e econ\u00f4mico, representados pela incapacidade de atender \u00e0s reivindica\u00e7\u00f5es populares por aumento salarial, reforma agr\u00e1ria e urbana, servi\u00e7os p\u00fablicos de qualidade e conquista de direitos, abre espa\u00e7o para uma alternativa de esquerda na pol\u00edtica nacional. Por isso as elei\u00e7\u00f5es desse ano, embora de \u00e2mbito local, ajudaram a credenciar o PSOL para ocupar um espa\u00e7o mais expressivo no cen\u00e1rio pol\u00edtico brasileiro.<\/li>\n<li>O saldo das elei\u00e7\u00f5es municipais n\u00e3o representou altera\u00e7\u00e3o substancial da correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as entre os blocos pol\u00edticos dominantes no pa\u00eds. A tend\u00eancia de crescimento do PT se manteve e a conquista da cidade de S\u00e3o Paulo foi o principal s\u00edmbolo desse avan\u00e7o. Neste contexto, fortaleceu-se o petismo da pior esp\u00e9cie, cuja simbologia maior foi o apoio de Paulo Maluf a Fernando Haddad na capital paulista. Por\u00e9m, dentro do condom\u00ednio que governa o pa\u00eds, outros atores sa\u00edram-se fortalecidos, como o PSB de Eduardo Campos, que pode agora ensaiar voos mais audaciosos em 2014 ou ter papel de maior destaque na atual coaliz\u00e3o. Considerando os seus cinco partidos principais (PT, PMDB, PSB, PDT e PCdoB) a base do governo elegeu 2468 prefeitos e governar\u00e1 55,18% da popula\u00e7\u00e3o brasileira, al\u00e9m de terem vencido a disputa em 16 capitais.<\/li>\n<li>A oposi\u00e7\u00e3o conservadora, mesmo vencendo em Manaus, Bel\u00e9m e Salvador, saiu enfraquecida. Seus pr\u00f3ceres acreditavam que o julgamento do Mensal\u00e3o nacionalizaria o debate das elei\u00e7\u00f5es municipais e que provocaria uma queda na vota\u00e7\u00e3o do PT e dos seus aliados. \u00c9 verdade que em cidades importantes do Nordeste o PT perdeu as elei\u00e7\u00f5es, mas motivos locais foram muito mais importantes do que temas nacionais. Basta analisarmos a derrota em Salvador, relacionada diretamente \u00e0 rejei\u00e7\u00e3o do governo estadual petista, ou ainda, as derrotas em Fortaleza e Recife, que devem ser creditadas \u00e0 for\u00e7a de seus governadores. Considerando seus principais partidos a oposi\u00e7\u00e3o conservadora elegeu 1103 prefeitos e governar\u00e1 para apenas 20,14% dos brasileiros, elegendo sete prefeitos em capitais.<\/li>\n<li>Foi nesse cen\u00e1rio complexo que o PSOL enfrentou as elei\u00e7\u00f5es municipais desse ano: elei\u00e7\u00f5es quase sempre marcadas muito mais por tem\u00e1ticas locais que pela situa\u00e7\u00e3o nacional. Como regra, mesmo as candidaturas do PSOL apresentaram-se como alternativa de poder local, dialogando com a realidade dos munic\u00edpios e evitando transposi\u00e7\u00f5es autom\u00e1ticas do cen\u00e1rio nacional, o que demonstra um amadurecimento do partido. Conseguimos desenvolver na maioria das cidades de forma equilibrada a rela\u00e7\u00e3o entre o local e do nacional. Sobretudo nas capitais, nossos programas de governo para os munic\u00edpios trabalharam centralmente temas como a d\u00edvida p\u00fablica, a mobilidade urbana, a garantia de direitos como sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, a defesa do meio-ambiente, o combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o, a participa\u00e7\u00e3o popular e o financiamento das campanhas. Enfim, temas com uma forte correspond\u00eancia com a realidade dos milhares de munic\u00edpios brasileiros.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Por que o PSOL cresceu?<\/p>\n<ol>\n<li>O resultado eleitoral positivo, por\u00e9m, se deve a variados fatores. O PSOL se credenciou atrav\u00e9s de sua presen\u00e7a nas lutas sociais para fazer a disputa de hegemonia na sociedade e melhorar seu despenho eleitoral. A presen\u00e7a de nossa milit\u00e2ncia e de nossos parlamentares em favor dos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educa\u00e7\u00e3o, defendendo a resist\u00eancia popular na ocupa\u00e7\u00e3o do Pinheirinho, nas lutas do funcionalismo p\u00fablico, na greve dos Bombeiros no Rio de Janeiro e combatendo as reformas no C\u00f3digo Florestal \u2013 transformando o PSOL em refer\u00eancia da luta ambiental \u2013 fortaleceram o partido como refer\u00eancia pol\u00edtica de esquerda. Al\u00e9m disso, nosso protagonismo na CPI do Cachoeira com nossos deputados federais e nosso Senador, e nossa iniciativa de pedir a cassa\u00e7\u00e3o do mandato do Senador Dem\u00f3stenes Torres, reafirmou nosso compromisso com a \u00e9tica e nossa independ\u00eancia pol\u00edtica.<\/li>\n<li>Ademais, o equil\u00edbrio correto entre a a\u00e7\u00e3o institucional e nossa presen\u00e7a nas lutas sociais demonstra que o partido caminha para afirmar-se como alternativa vi\u00e1vel \u00e0s elei\u00e7\u00f5es de 2014. Demonstramos a import\u00e2ncia de uma participa\u00e7\u00e3o qualificada no processo eleitoral, combinando uma t\u00e1tica correta de amplia\u00e7\u00e3o com o ac\u00famulo pr\u00e9vio que se deu na luta popular e institucional. Nosso crescente enraizamento popular e nossa a\u00e7\u00e3o parlamentar competente e reconhecida demonstram que temos evitado tanto a prioriza\u00e7\u00e3o da institucionalidade quanto o movimentismo despolitizado.<\/li>\n<li>Apresentando-se como alternativa de esquerda, nosso partido cresceu. A expressiva vota\u00e7\u00e3o dos candidatos do PSOL em todo o pa\u00eds revela a consolida\u00e7\u00e3o de nosso partido eleitoralmente. A amplia\u00e7\u00e3o em 21% o n\u00famero de candidaturas pr\u00f3prias do PSOL em rela\u00e7\u00e3o a 2008 \u00e9 um fator muito relevante, pois ampliou a presen\u00e7a do PSOL em dezenas de munic\u00edpios do Brasil. Obtivemos mais de dois milh\u00f5es de votos (2,3% do total) nas campanhas majorit\u00e1rias e mais de um milh\u00e3o de votos em nossos candidatos a vereador. Elegemos parlamentares em 11 capitais, nas cinco regi\u00f5es do Brasil, assim como conquistamos as Prefeituras de Itaocara e Macap\u00e1. Os resultados eleitorais mostram, sem sombra de d\u00favida, uma amplia\u00e7\u00e3o da influ\u00eancia do PSOL e a quebra, ainda que pontualmente, do isolamento pol\u00edtico vivido pelo partido desde a sua funda\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Em 2012, o PSOL participou de 389 campanhas majorit\u00e1rias neste pleito. Deste total, encabe\u00e7amos a chapa em 89% dos casos. Al\u00e9m disso, o PSOL lan\u00e7ou candidaturas em 23 das 26 capitais brasileiras, tornando-se o partido com o maior n\u00famero de candidatos em capitais nestas elei\u00e7\u00f5es. Este fen\u00f4meno repete-se quando consideramos os munic\u00edpios com possibilidade de segundo turno. Destas 83 cidades, o PSOL apresentou candidatura pr\u00f3pria em 69 (83%) e apoiou o PSTU ou o PCB em outras cinco (6% dos casos). N\u00e3o estivemos presentes nas campanhas majorit\u00e1rias de oito cidades deste grupo, somando quase 10% do total. Apenas com estas informa\u00e7\u00f5es, podemos concluir de antem\u00e3o que\u00a0<em>o PSOL se apresentou de cara pr\u00f3pria nestas elei\u00e7\u00f5es<\/em>. Por excel\u00eancia, este grupo de cidades s\u00e3o os centros irradiadores da pol\u00edtica e da cultura em seus respectivos estados; s\u00e3o tamb\u00e9m, as cidades onde, via de regra, existe o hor\u00e1rio eleitoral gratuito e os debates nas redes de televis\u00e3o. Assim, o PSOL cumpriu uma enorme tarefa nestas elei\u00e7\u00f5es: a nacionaliza\u00e7\u00e3o do PSOL enquanto partido, abrindo espa\u00e7o para novas lideran\u00e7as e polarizando ideologicamente as elei\u00e7\u00f5es municipais, seja com os partidos da velha direita, seja com a base governista.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Alian\u00e7as eleitorais<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Nos 83 principais col\u00e9gios eleitorais do Brasil, o PSOL realizou alian\u00e7as para al\u00e9m da Frente de Esquerda em apenas quatro cidades: Bel\u00e9m (PA), Macap\u00e1 (AP), Manaus (AM) e Montes Claros (MG). Este quadro, comparado a 2008, mostra uma tend\u00eancia: em ambas as elei\u00e7\u00f5es, os melhores resultados do partido no primeiro turno se deram nas cidades onde ocorreram alian\u00e7as al\u00e9m da Frente de Esquerda. Foi o que ocorreu em 2008. Luciana Genro, apoiada pelo PV, obteve o melhor resultado proporcional do PSOL naquela elei\u00e7\u00e3o, com 9,22% dos votos em Porto Alegre.<\/li>\n<li>Obviamente, existem diferen\u00e7as conjunturais entre as duas elei\u00e7\u00f5es. O PSOL obteve resultados muito mais expressivos em 2012.\u00a0 Nossos resultados acima dos dois d\u00edgitos no Rio de Janeiro, Niter\u00f3i, Sorocaba, Florian\u00f3polis, Pelotas, Fortaleza e Boa Vista mostram o crescimento eleitoral do partido, ainda que nos marcos da Frente de Esquerda e\/ou candidatura sem coliga\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m \u00e9 positivo o fato de que em apenas\u00a0<em>uma<\/em>\u00a0das 83 cidades mais importantes do pa\u00eds, o PSOL apoiou um candidato de um partido de fora dos tradicionais aliados PSTU e PCB: Serafim Corr\u00eaa, do PSB, em Manaus.<\/li>\n<li>Neste sentido, o \u201cesp\u00edrito\u201d da resolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do 3? Congresso Nacional do PSOL sobre as alian\u00e7as foi amplamente cumprido pelo nosso partido no primeiro turno das elei\u00e7\u00f5es. Pelo menos, neste seleto grupo das cidades mais importantes do pa\u00eds.<\/li>\n<li>Se considerarmos o quadro geral de candidaturas, veremos que a abertura do PSOL \u00e0s alian\u00e7as n\u00e3o foi t\u00e3o grande assim. Certo que, em n\u00fameros absolutos, as alian\u00e7as al\u00e9m da Frente de Esquerda dobraram, passando de 21 casos em 2008 para 42 casos em 2012. Por\u00e9m, relativo ao total de candidaturas majorit\u00e1rias, o crescimento \u00e9 pequeno, passando de pouco mais de 7% do total em\u00a0 2008 para 10% do total nestas elei\u00e7\u00f5es.\u00a0\u00a0 At\u00e9 aqui, n\u00e3o temos grandes novidades do ponto de vista pol\u00edtico. Os n\u00fameros mostram que a\u00a0<em>quantidade<\/em>\u00a0de alian\u00e7as fora da Frente de Esquerda demonstrou um pequeno avan\u00e7o proporcional em rela\u00e7\u00e3o a 2008.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>A Frente de Esquerda virou exce\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Outra mudan\u00e7a consider\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s elei\u00e7\u00f5es de 2008 foi o naufr\u00e1gio da Frente de Esquerda como coliga\u00e7\u00e3o preferencial do PSOL. Se em 2008, o alinhamento entre os tr\u00eas partidos PSOL, PSTU e o PCB era quase autom\u00e1tico, em 2012 o quadro modificou-se completamente. A Frente de Esquerda ocorreu em apenas 10 cidades do pa\u00eds.<\/li>\n<li>O principal fator para esta mudan\u00e7a \u00e9 o afastamento consciente do PSTU deste arco de alian\u00e7as. Em n\u00fameros absolutos, PSTU e PCB tiveram interven\u00e7\u00f5es similares no processo eleitoral. Enquanto o primeiro participou de 60 campanhas majorit\u00e1rias, o segundo participou de 57. Por\u00e9m, a op\u00e7\u00e3o do PSTU por correr em raia pr\u00f3pria \u2013 na maioria dos casos, contra um candidato da coliga\u00e7\u00e3o PSOL\/PCB \u2013 se mostrou a regra. Da mesma maneira, a participa\u00e7\u00e3o do PCB se concentrou principalmente em sair coligado com o PSOL.<\/li>\n<li>Das 60 campanhas que participou, o PSTU saiu sozinho em 68% dos casos, e apoiou o PSOL em 22% dos casos. J\u00e1 com o PCB, o n\u00famero de parcerias foi muito superior. Em 56% das suas campanhas majorit\u00e1rias, o partid\u00e3o estava com o PSOL. E em 43%, saiu sozinho.<\/li>\n<li>De fato, notamos que o crit\u00e9rio principal do PSTU na constru\u00e7\u00e3o de alian\u00e7as com o PSOL estava vinculado muito mais a viabilidade eleitoral do que ao programa. Foi esta conta que viabilizou a participa\u00e7\u00e3o do PSTU em uma coliga\u00e7\u00e3o com o PcdoB em Bel\u00e9m, ou ainda, a coliga\u00e7\u00e3o preferencial em Natal, onde n\u00e3o se sabia, antes das elei\u00e7\u00f5es, se Amanda Gurgel teria ou n\u00e3o condi\u00e7\u00f5es de fazer o quociente eleitoral sozinha. Portanto, a alian\u00e7a com o PSOL era necess\u00e1ria para garantir a elei\u00e7\u00e3o da candidata do PSTU.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Principais resultados<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Fomos o partido com o maior n\u00famero de candidatos a prefeito nas capitais, na maioria dos casos em chapas sem coliga\u00e7\u00f5es. Recebemos 2,3 milh\u00f5es de votos no primeiro turno para prefeito e 1,1 milh\u00e3o de votos para nossa chapa de vereadores. No segundo turno tivemos 473 mil votos, mesmo disputando a elei\u00e7\u00e3o em apenas duas cidades. Elegemos dois prefeitos: o companheiro Gelsimar Gonzaga, em Itaocara (RJ), e o companheiro Cl\u00e9cio Lu\u00eds, em Macap\u00e1, primeiro prefeito do PSOL numa capital. Aumentamos de 25 para 49 o n\u00famero de vereadores eleitos, sendo 21 deles em capitais. Mantivemos ou ampliamos nossa bancada em algumas das principais cidades do pa\u00eds (Porto Alegre, Fortaleza, Goi\u00e2nia, Niter\u00f3i, Viam\u00e3o, Macei\u00f3, Macap\u00e1 e Rio de Janeiro) e elegemos nossos primeiros vereadores em cidade importantes como Florian\u00f3polis, Natal, Salvador, Campinas e Bel\u00e9m. Na cidade de S\u00e3o Paulo, maior cidade do pa\u00eds, \u00a0elegemos nosso primeiro vereador.<\/li>\n<li>Importante destacar, ainda, o virtual crescimento da vota\u00e7\u00e3o do PSOL nas capitais. Como regra geral, houve um incremento da vota\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria do partido em importantes cidades do pa\u00eds superando em muito o desempenho nas elei\u00e7\u00f5es de 2008. Destacam-se, dentre outras, as vota\u00e7\u00f5es dos candidatos do PSOL em capitais como Florian\u00f3polis (14,4%), Fortaleza (11,8%) e Boa Vista (10,6%) que superaram a marca dos 10%.<\/li>\n<li>Al\u00e9m disso, o desempenho do PSOL nas cidades definidas como priorit\u00e1rias pelo partido em seu \u00faltimo Congresso \u2013 Rio de Janeiro, Bel\u00e9m e Macap\u00e1 \u2013 mostram o acerto de nossa t\u00e1tica. Pela primeira vez, nosso partido assumiu o papel de principal antagonista \u00e0s for\u00e7as conservadoras em tr\u00eas importantes capitais, sendo uma delas a segunda maior metr\u00f3pole do pa\u00eds.<\/li>\n<li>No Rio de Janeiro, Marcelo Freixo alcan\u00e7ou 28% dos votos no primeiro turno, transformando-se no principal candidato de oposi\u00e7\u00e3o ao governo de Eduardo Paes (PMDB). Nem mesmo nomes tradicionais na pol\u00edtica carioca, como Rodrigo Maia (DEM) ou Ot\u00e1vio Leite (PSDB), puderam fazer frente \u00e0 for\u00e7a da candidatura de Freixo. Reelegemos nossos vereadores e ainda conquistamos mais duas vagas na C\u00e2mara. Angariando o apoio de amplos setores da juventude, intelectualidade, movimentos sociais, artistas e deslocando setores partid\u00e1rios contr\u00e1rios a participa\u00e7\u00e3o no condom\u00ednio do poder estabelecido em torno do PMDB, o PSOL impulsionou no Rio um extraordin\u00e1rio movimento de renova\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. A juventude, em especial, cumpriu um papel de destaque nesse processo. Al\u00e9m do extraordin\u00e1rio desempenho individual, Freixo ainda contribuiu com a amplia\u00e7\u00e3o da bancada do PSOL na C\u00e2mara de Vereadores, ampliando a representa\u00e7\u00e3o do partido de dois para quatro parlamentares. O balan\u00e7o no Rio de Janeiro, portanto, s\u00f3 pode ser vitorioso: ao mesmo tempo em que consolidamos nossa refer\u00eancia de principal polo aglutinador da esquerda carioca, ampliamos nossa representa\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara de Vereadores e consolidamos nosso trabalho pol\u00edtico no capital.<\/li>\n<li>Em Bel\u00e9m e Macap\u00e1, a ida do PSOL ao segundo turno mostra a corre\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica de alian\u00e7as aprovada pelo partido em seu III Congresso e referendada pelo Diret\u00f3rio Nacional. Sem a amplia\u00e7\u00e3o do arco de alian\u00e7as para a al\u00e9m da Frente de Esquerda, o ex\u00edguo tempo de TV e o ainda incipiente enraizamento do PSOL nessas e em outras capitais, teria impedido a ida de nossos candidatos ao segundo turno. Assim, a presen\u00e7a do PCdoB na chapa de Edmilson Rodrigues em Bel\u00e9m, e do PPS e outros partidos na chapa de Cl\u00e9cio Lu\u00eds em Macap\u00e1, longe de comprometer nosso programa ou nosso discurso (como chegou a ser defendido por alguns setores) foi decisiva para assegurar nossa ida ao segundo turno nessas cidades.<\/li>\n<li>Em Bel\u00e9m, mesmo sendo derrotado no segundo turno, o partido teve uma grande vit\u00f3ria pol\u00edtica. Com pouco mais de um minuto conseguimos um ter\u00e7o dos votos da cidade. Elegemos cinco vereadores em nossa coliga\u00e7\u00e3o, sendo quatro do PSOL, entre eles a companheira Marinor Brito com mais de 20 mil votos. Tamb\u00e9m por isso, no primeiro turno nossa candidatura foi alvo de ataques impiedosos por parte de quase todas as demais candidaturas. O esfor\u00e7o dos setores conservadores de desconstru\u00e7\u00e3o da imagem de Edmilson e dos oito anos de Governo do Povo, por\u00e9m, n\u00e3o foi suficiente para impedir que nossa candidatura fosse ao segundo turno em primeiro lugar. Evidentemente, essa campanha difamat\u00f3ria cobrou seu pre\u00e7o, e a possibilidade de vit\u00f3ria ainda no primeiro turno deu lugar a uma pequena vantagem sobre nosso advers\u00e1rio ao final dos primeiros noventa dias de campanha. O otimismo que levou parte da milit\u00e2ncia a sonhar com uma vit\u00f3ria no primeiro turno, por\u00e9m, n\u00e3o deve obscurecer a import\u00e2ncia desse resultado.<\/li>\n<li>No segundo turno enfrentamos a frente \u00fanica das elites e obtivemos 43% dos votos da cidade. Foi um resultado conquistado pelos acertos da dire\u00e7\u00e3o, pelo carisma e disposi\u00e7\u00e3o militante do nosso candidato, pela capacidade de amplia\u00e7\u00e3o de alian\u00e7as e pelo engajamento militante de milhares de pessoas, de diferentes partidos, unidas em torno do sonho de restaurar um governo popular em Bel\u00e9m. Edmilson conseguiu unir todos os setores progressistas em torno dele, experi\u00eancia que n\u00e3o pode ser diminu\u00edda. O PSOL se tornou, atrav\u00e9s dele, a principal refer\u00eancia pol\u00edtica da esquerda no Par\u00e1. Com isso, nosso partido se credenciou duplamente: como importante for\u00e7a pol\u00edtica naquele estado e como lideran\u00e7a da oposi\u00e7\u00e3o\u00a0aos tucanos.<\/li>\n<li>Em Macap\u00e1, o PSOL buscou desde o primeiro momento apresentar-se como principal alternativa \u00e0 quadrilha que governou a cidade nos \u00faltimos quatro anos. Num quadro muito adverso, lutando contra as m\u00e1quinas eleitorais da Prefeitura, em favor de Roberto G\u00f3es (PDT), e do governo estadual, em favor de Cristina Almeida (PSB), o empenho de nossa combativa milit\u00e2ncia, o prest\u00edgio emprestado por nosso Senador, Randolfe Rodrigues, e as qualidades individuais de nosso candidato, levaram nossa coliga\u00e7\u00e3o ao segundo turno.<\/li>\n<li>Uma vez no segundo turno, a engenharia pol\u00edtica operada pela dire\u00e7\u00e3o do PSOL em Macap\u00e1 logrou ao mesmo tempo, receber o apoio dos partidos de tradi\u00e7\u00e3o progressista no estado (PCdoB e PSB) quanto neutralizar advers\u00e1rio do campo conservador. O apoio declarado pelo candidato do DEM, Davi Alcolumbre, e de outros setores ou fra\u00e7\u00f5es da direita local, embora sejam alvo de questionamento de setores do partido, foi decisivo para a vit\u00f3ria do PSOL. A diferen\u00e7a de pouco mais de 1% demonstra que, sem essa movimenta\u00e7\u00e3o, teria sido imposs\u00edvel derrotar a m\u00e1fia que governa Macap\u00e1.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Principais dificuldades<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Por\u00e9m, n\u00e3o tivemos apenas vit\u00f3rias nessas elei\u00e7\u00f5es. Em cidades importantes do pa\u00eds, nosso desempenho ficou aqu\u00e9m do necess\u00e1rio. Principal express\u00e3o dessa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 S\u00e3o Paulo. Al\u00e9m disso, a elei\u00e7\u00e3o de pelo menos oito vereadores em coliga\u00e7\u00f5es n\u00e3o autorizadas ou expressamente vetadas pelo Diret\u00f3rio Nacional demonstram que \u00e9 necess\u00e1rio aprimorar o acompanhamento junto \u00e0s dire\u00e7\u00f5es estaduais e dar uma solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica a esses casos. Ademais, houve casos onde mesmo a pronta interven\u00e7\u00e3o da Dire\u00e7\u00e3o Nacional atrav\u00e9s de seus advogados n\u00e3o foi atendidas pelos ju\u00edzes eleitorais, permitindo que coliga\u00e7\u00f5es vetadas fossem mantidas.<\/li>\n<li>Al\u00e9m disso, ficou claro que a beliger\u00e2ncia interna que cercou o debate em torno da pol\u00edtica de alian\u00e7as antes do in\u00edcio das elei\u00e7\u00f5es, impediu que o partido constitu\u00edsse uma linha mais unit\u00e1ria de interven\u00e7\u00e3o nas disputas locais. Embora tenha se constitu\u00eddo num avan\u00e7o importante, o Semin\u00e1rio de Programa de Governo n\u00e3o foi suficiente para armar nossas candidaturas com uma orienta\u00e7\u00e3o comum na disputa. A reestrutura\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Lauro Campos e seu funcionamento como espa\u00e7o formulador de pol\u00edticas para o partido e suas candidaturas ser\u00e1 um passo fundamental para suprir essas insufici\u00eancias nas pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<li>Outro problema enfrentado pelo partido foram as declara\u00e7\u00f5es p\u00fablicas em favor de candidatos em cidades onde o PSOL estava fora do segundo turno. Independente da avalia\u00e7\u00e3o sobre o melhor nome em disputas como essa, a posi\u00e7\u00e3o da inst\u00e2ncia local deve ser levada em conta, evitando assim declara\u00e7\u00f5es unilaterais que contradigam delibera\u00e7\u00f5es por elas tomadas. A declara\u00e7\u00e3o do companheiro Randolfe Rodrigues em favor do candidato Marcus Alexandre (PT) em Rio Branco foi um erro j\u00e1 reconhecido pelo pr\u00f3prio companheiro em carta enviada ao partido recentemente.<\/li>\n<li>Mais grave, por\u00e9m, foram as declara\u00e7\u00f5es do companheiro Pl\u00ednio de Arruda Sampaio, ex-candidato \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, em favor de Jos\u00e9 Serra, candidato tucano em S\u00e3o Paulo. Independente de todo o respeito e admira\u00e7\u00e3o que nosso partido nutre por ele, as declara\u00e7\u00f5es de Pl\u00ednio nas redes sociais e sua indisfar\u00e7ada simpatia por Serra, trouxeram problemas graves \u00e0 imagem do partido. Apesar da posi\u00e7\u00e3o da Dire\u00e7\u00e3o Municipal ter aprovado resolu\u00e7\u00e3o frontalmente contr\u00e1ria \u00e0 elei\u00e7\u00e3o do tucano, a declara\u00e7\u00e3o de Pl\u00ednio teve uma repercuss\u00e3o muito maior, o que trouxe danos ainda n\u00e3o mensurados \u00e0 imagem do PSOL em S\u00e3o Paulo.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>O segundo turno em Bel\u00e9m e Macap\u00e1<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Nossa pol\u00edtica de alian\u00e7as, aprovada\u00a0no III Congresso do PSOL, favoreceu uma t\u00e1tica que ampliou a for\u00e7a eleitoral do partido, tornando reais as chances de vit\u00f3ria nessas capitais. No segundo turno, recebemos ades\u00f5es de partidos e for\u00e7as sociais que fortaleceram nossas candidaturas nas duas capitais citadas. Entre eles, partidos com uma trajet\u00f3ria popular que refor\u00e7am nossa condi\u00e7\u00e3o de alternativa \u00e0s velhas elites que governam Bel\u00e9m e Macap\u00e1, respeitando os limites impostos pelas resolu\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias acerca da pol\u00edtica de alian\u00e7as estabelecida para o primeiro turno.<\/li>\n<li>Al\u00e9m de partidos, \u00e9 natural que candidatos derrotados no primeiro turno, personalidades e lideran\u00e7as pol\u00edticas que est\u00e3o fora do segundo turno definam-se pelo apoio \u00e0s nossas candidaturas. Essa decis\u00e3o \u00e9 pessoal e, como regra, n\u00e3o pode ser renegada haja visto o pr\u00f3prio car\u00e1ter plebiscit\u00e1rio do segundo turno.\u00a0 Assim, esses apoios ser\u00e3o bem-vindos sempre que vierem no sentido de refor\u00e7ar nosso compromisso com o povo e n\u00e3o implicarem concess\u00f5es program\u00e1ticas ou negocia\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o em futuras administra\u00e7\u00f5es do PSOL.<\/li>\n<li>As movimenta\u00e7\u00f5es t\u00e1ticas envolvendo Bel\u00e9m e Macap\u00e1 no segundo turno foram amplamente exploradas pela imprensa e pela luta interna do partido. \u00c9 dever de nossa Dire\u00e7\u00e3o Nacional, portanto, posicionar-se diante dos fatos. Preliminarmente, deve-se destacar o acerto da maioria da Dire\u00e7\u00e3o Nacional e especialmente de nosso Presidente, que esperou o fim das elei\u00e7\u00f5es para ent\u00e3o convocar as inst\u00e2ncias partid\u00e1rias. A utiliza\u00e7\u00e3o de resolu\u00e7\u00f5es do partido, cr\u00edticas ou n\u00e3o, por parte de nossos advers\u00e1rios era um risco que n\u00e3o poder\u00edamos correr. Ademais, as dificuldades pr\u00e1ticas impostas pelo envolvimento de v\u00e1rios dirigentes nas campanhas em ambas as cidades, muito provavelmente inviabilizaria uma reuni\u00e3o qualificada.<\/li>\n<li>Pela primeira vez nosso partido disputou as elei\u00e7\u00f5es em segundo turno e essa novidade favoreceu o afloramento de diverg\u00eancias t\u00e1ticas relevantes. Tais diverg\u00eancias precisam ser explicitadas antes de qualquer avalia\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. No primeiro turno do processo eleitoral confrontamos projetos e a pol\u00edtica de alian\u00e7as est\u00e1 condicionada a fortalecer e\/ou dar viabilidade para que tal projeto se apresente em condi\u00e7\u00f5es de ter audi\u00eancia perante o eleitorado. Foi por isso que ampliamos o leque de alian\u00e7as para al\u00e9m da antiga frente de esquerda, processo que foi criteriosamente analisado pelo Diret\u00f3rio Nacional.<\/li>\n<li>O segundo turno \u00e9 um momento plebiscit\u00e1rio por excel\u00eancia, ou seja, de todos os projetos em disputa, apenas dois conseguem votos para essa etapa. \u00c9 natural que os alinhamentos dos eleitores e das for\u00e7as pol\u00edticas sejam presididos n\u00e3o s\u00f3 pelo programa apresentado pelos dois concorrentes, mas tamb\u00e9m pelos c\u00e1lculos pol\u00edticos que cada for\u00e7a exclu\u00edda da disputa far\u00e1 sobre o poss\u00edvel resultado. Assim, cabe aos revolucion\u00e1rios que disputam um segundo turno dois movimentos pol\u00edticos essenciais: neutralizar ou fracionar a coaliz\u00e3o conservadora e aglutinar todas as for\u00e7as progressistas existentes. O recebimento de apoios deve estar condicionado a esta t\u00e1tica pol\u00edtica plebiscit\u00e1ria.<\/li>\n<li>Em Bel\u00e9m, as for\u00e7as conservadoras se alinharam de imediato ao candidato tucano, galvanizadas pela for\u00e7a da m\u00e1quina do governo estadual. A t\u00e1tica de Frente Bel\u00e9m nas m\u00e3os do povo foi ampliar para candidaturas identificadas publicamente como progressistas (PPL e PT) e tentar explorar contradi\u00e7\u00f5es no bloco conservador. Foi assim que se conseguiu o apoio do PDT (cuja dire\u00e7\u00e3o culpa o atual governador pelo resultado contr\u00e1rio \u00e0 separa\u00e7\u00e3o do estado). O apoio do PT foi imediato e trouxe para o segundo turno um refor\u00e7o militante muito importante, seja potencializando a parte que j\u00e1 havia apoiado Edmilson, seja engajando vereadores e deputados estaduais no dia-a-dia da campanha. Evidentemente, esse apoio se deu, sobretudo, pelo interesse do PT em derrotar os tucanos, o que apenas comprova que mantivemos nossa autonomia e independ\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o a esse partido. Devido ao crescimento eleitoral dos tucanos sobre cidades governadas pelo PMDB, este partido se absteve no segundo turno, comportamento que foi importante para neutralizar uma poderosa m\u00e1quina eleitoral local que naturalmente estaria com o candidato conservador.<\/li>\n<li>Apesar do bom desempenho no primeiro turno, iniciamos o segundo turno em desvantagem. Tr\u00eas problemas precisariam ser superados: imagem de que nossa candidatura era o passado e o tucano a novidade; a ideia de que Edmilson estava isolado politicamente para cumprir o que estava prometendo e Zenaldo tinha forte apoio do Governador; e o discurso de que Edmilson foi um bom governante, mas era necess\u00e1rio \u201cdar uma chance\u201d ao tucano. Nossa estrat\u00e9gia de TV e R\u00e1dio buscou combinar a supera\u00e7\u00e3o destes tr\u00eas entraves. Apresentamos um conjunto de propostas novas para a cidade, mostrando que o novo governo enfrentaria problemas represados. Buscamos comparar as biografias e denunciar o car\u00e1ter privatizante dos governos tucanos e mostrar que Zenaldo n\u00e3o era novo, mas correspons\u00e1vel pelos catorze anos de governo tucano na esfera estadual.<\/li>\n<li>Estes ajustes n\u00e3o surtiram o efeito desejado e continu\u00e1vamos aparecendo aos olhos do eleitorado como isolados para governar. Foi neste contexto de plena incorpora\u00e7\u00e3o do PT na campanha que decidimos utilizar depoimentos das duas principais figuras p\u00fablicas petistas (Lula e Dilma). A inten\u00e7\u00e3o era neutralizar o apoio estadual contrapondo o espa\u00e7o que Edmilson teria junto ao governo federal. Toda a l\u00f3gica dos apoios exibidos na TV foi direcionada para este objetivo.<\/li>\n<li>Houve, por\u00e9m, um desequil\u00edbrio na utiliza\u00e7\u00e3o das grava\u00e7\u00f5es das lideran\u00e7as petistas no segundo turno. Embora n\u00e3o se trate de negar a presen\u00e7a e apoio de Lula e Dilma na campanha do PSOL, deve-se registrar que embora as pe\u00e7as publicit\u00e1rias mostrassem um apoio equilibrado e respeitoso da presidente Dilma Rousseff, que foi ao nosso programa afirmar que nosso candidato era o melhor e que faria as parcerias necess\u00e1rias com o nosso governo, o apoio de Lula defendendo seu governo e suas \u201cconquistas\u201d pode ter gerado confus\u00e3o junto ao povo quanto ao lugar do PSOL diante desse governo. A exposi\u00e7\u00e3o do conte\u00fado foi um erro. O PSOL j\u00e1 fez na elei\u00e7\u00e3o passada um gesto t\u00e3o ou mais ousado, quando no Rio Grande do Sul abriu m\u00e3o de uma candidatura ao senado, em plena reta final de campanha, para apoiar o ent\u00e3o candidato Paulo Paim, do PT, que acabou se elegendo. N\u00e3o \u00e9 novidade, portanto, tais movimenta\u00e7\u00f5es no PSOL. Mas \u00e9 ineg\u00e1vel que a entrada de lideran\u00e7as petistas de peso em nosso programa eleitoral em Bel\u00e9m, ainda que apoiando o candidato do PSOL, pode ter sido interpretado como um movimento mais profundo e estrat\u00e9gico, o que n\u00e3o ocorreu absolutamente.<\/li>\n<li>Em que pese a derrota na disputa eleitoral, a campanha de Edmilson foi express\u00e3o de uma incontest\u00e1vel vitoria pol\u00edtica pois conseguiu unir todos os setores progressistas da cidade e credenciou o partido e nosso candidato como principal for\u00e7a pol\u00edtica opositora da hegemonia tucana. Vale ressaltar que al\u00e9m do governo estadual, o PSDB governar\u00e1 as tr\u00eas maiores cidades do estado (Bel\u00e9m, Santar\u00e9m e Ananindeua).<\/li>\n<li>Em Macap\u00e1, ao final do primeiro turno, nossa candidatura obteve a confian\u00e7a de 28% do eleitorado. Nosso advers\u00e1rio alcan\u00e7ou 40%. Para vencer no segundo turno seria necess\u00e1rio uma engenharia pol\u00edtica que combinasse a busca de apoios \u00e0 esquerda, mas que n\u00e3o colasse em nossa candidatura o desgaste do governo estadual do PSB e, ao mesmo tempo, neutralizasse e fracionasse uma prov\u00e1vel coaliz\u00e3o conservadora em torno do atual prefeito.<\/li>\n<li>Assim, no segundo turno tivemos a manifesta\u00e7\u00e3o de apoio do PCdoB e do seu candidato, Evandro Milhomen, e recebemos apoio do candidato Davi Alcolumbre (DEM), mesmo que isso n\u00e3o tenha significado o apoio de seu partido, j\u00e1 que a vice-prefeita e atual presidente do Diret\u00f3rio Municipal do DEM, manteve-se fiel ao candidato advers\u00e1rio, assim como o vereador reeleito deste partido.<\/li>\n<li>N\u00e3o existiu apoio do PSDB. Sua dire\u00e7\u00e3o estadual est\u00e1 sob interven\u00e7\u00e3o. O \u00fanico deputado estadual do PSDB (JK) e o Deputado Federal, Luis Carlos, estavam no palanque e na coordena\u00e7\u00e3o de campanha de Roberto G\u00f3es. A nossa candidatura recebeu o apoio do ex-senador Papal\u00e9o e do presidente destitu\u00eddo do Diret\u00f3rio Estadual Jorge Amanaj\u00e1s. Este \u00faltimo est\u00e1 se filiando ao PPS.<\/li>\n<li>Tivemos o apoio do vereador eleito pelo PTB Lucas Barreto, mas n\u00e3o tivemos manifesta\u00e7\u00e3o formal do seu partido em apoio a nossa coliga\u00e7\u00e3o. Na \u00faltima semana, tivemos ainda o apoio decisivo do PSB, que assumiu a campanha com sua milit\u00e2ncia coibiu, atrav\u00e9s do governo estadual, a compra de votos por parte do candidato conservador.<\/li>\n<li>N\u00e3o houve compromisso de composi\u00e7\u00e3o no futuro governo com nenhum dos partidos ou segmentos partid\u00e1rios que conseguimos atrair para a candidatura de Cl\u00e9cio no segundo turno. Al\u00e9m disso, a dire\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria local j\u00e1 declarou que os setores de partidos conservadores n\u00e3o ter\u00e3o participa\u00e7\u00e3o na composi\u00e7\u00e3o do futuro governo de unidade popular.<\/li>\n<li>Os pr\u00f3prios companheiros do Amap\u00e1 j\u00e1 admitiram que a engenharia pol\u00edtica desenvolvida no segundo turno, especialmente os apoios recebidos de parte dos partidos conservadores, poderia e deveria ter sido mais bem constru\u00edda internamente ao partido, dialogando com nossas inst\u00e2ncias nacionais e ouvindo pondera\u00e7\u00f5es. A falta destas provid\u00eancias gerou d\u00favidas sinceras em nossa milit\u00e2ncia e tamb\u00e9m ataques desleais, alguns dos quais foram ostensivamente utilizados pelo nosso advers\u00e1rio.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>N\u00e3o podemos transformar nossas vit\u00f3rias em derrotas<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Diante dessas movimenta\u00e7\u00f5es, nosso partido vivencia mais um cap\u00edtulo de sua voca\u00e7\u00e3o para a luta interna. Ainda no primeiro turno alguns setores partid\u00e1rios se dedicaram a atacar por notas e nas redes sociais as delibera\u00e7\u00f5es soberanas das inst\u00e2ncias do partido sobre coliga\u00e7\u00f5es. No segundo turno, mesmo sabendo que tais declara\u00e7\u00f5es seriam (como efetivamente foram) utilizadas pelos nossos advers\u00e1rios, foram lan\u00e7adas cartas p\u00fablicas, entrevistas e outras formas de divulga\u00e7\u00e3o de posicionamentos contr\u00e1rios \u00e0s amplia\u00e7\u00f5es de apoios recebidos inclusive em espa\u00e7os da m\u00eddia e parlamento burgueses.<\/li>\n<li>O partido, ao contr\u00e1rio do que talvez sonhavam alguns, n\u00e3o foi derrotado nas elei\u00e7\u00f5es de 2012. E as decis\u00f5es sobre pol\u00edtica de alian\u00e7as foram essenciais para a ida pro segundo turno em Bel\u00e9m e Macap\u00e1 e na vit\u00f3ria no segundo turno na capital amapaense.<\/li>\n<li>Devemos criticar o m\u00e9todo utilizado para que determinados apoios fossem recebidos no segundo turno e a falta de di\u00e1logo com a dire\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria nacional para que desconfian\u00e7as sobre tais movimenta\u00e7\u00f5es n\u00e3o fossem disseminadas. Mas, em nenhum dos dois casos presenciamos posturas que ferissem os princ\u00edpios \u00e9ticos do partido, ou seja, a amplia\u00e7\u00e3o ocorrida em Macap\u00e1 ou Bel\u00e9m n\u00e3o colocou em risco o programa partid\u00e1rio apresentado aos eleitores nestas duas cidades e n\u00e3o incorreram em negociatas de cargos nos futuros governos.<\/li>\n<li>Por isso, a dire\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria deve acompanhar o processo de constitui\u00e7\u00e3o do governo de unidade popular em Macap\u00e1, contribuindo para que os espa\u00e7os na estrutura do futuro governo estejam de acordo com os objetivos partid\u00e1rios. Al\u00e9m disso, deve acompanhar nosso prefeito em Itaocara para dar total resguardo contra qualquer tentativa de desestabilizar esse governo, colaborando ativamente para que tais experi\u00eancias sejam bem sucedidas, transformando-as em ferramentas de propaganda do partido como alternativa de esquerda em nosso pa\u00eds.<\/li>\n<li>Para al\u00e9m de nossa aguerrida milit\u00e2ncia, nossos mandatos parlamentares e nossos prefeitos ser\u00e3o, sem d\u00favidas, instrumentos da resist\u00eancia popular em favor das lutas sociais em nosso pa\u00eds. Com eles, o PSOL sai das elei\u00e7\u00f5es de 2012 credenciado como alternativa de esquerda na sociedade brasileira, crescendo na consci\u00eancia popular como refer\u00eancia program\u00e1tica e \u00e9tica, melhorando as condi\u00e7\u00f5es para a disputa de hegemonia em favor de um projeto democr\u00e1tico, popular e socialista para o Brasil.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>VIVA O PSOL!<\/p>\n<p>VIVA O SOCIALISMO!<\/p>\n<p>VIVA A LUTA DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS!<\/p>\n<p align=\"right\">S\u00e3o Paulo, 1 e 2 de Dezembro de 2012<\/p>\n<p align=\"right\">Diret\u00f3rio Nacional do Partido Socialismo e Liberdade \u2013 PSOL<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Diret\u00f3rio Nacional do PSOL, reunido no \u00faltimo final de semana, dias 1 e 2 de dezembro, em S\u00e3o Paulo, aprovou a seguinte resolu\u00e7\u00e3o acerca do balan\u00e7o da participa\u00e7\u00e3o do PSOL nas elei\u00e7\u00f5es municipais de 2012. 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