{"id":41769,"date":"2025-09-19T13:29:05","date_gmt":"2025-09-19T16:29:05","guid":{"rendered":"https:\/\/psol50.org.br\/?p=41769"},"modified":"2025-09-30T15:12:03","modified_gmt":"2025-09-30T18:12:03","slug":"contribuicao-de-federico-pita-ao-psol20-bloco-historico-negro-politica-da-emancipacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/psol50.org.br\/contribuicao-de-federico-pita-ao-psol20-bloco-historico-negro-politica-da-emancipacao\/","title":{"rendered":"Contribui\u00e7\u00e3o de Federico Pita ao PSOL+20: &#8220;Bloco hist\u00f3rico negro: pol\u00edtica da emancipa\u00e7\u00e3o&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Por Federico Pita, Fundador da Di\u00e1spora Africana de la Argentina (DIAFAR). Ativista antirracista afroargentino.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na Nossa Am\u00e9rica, \u201cnegro\u201d quase sempre foi um nome que chega de fora e de cima. Uma etiqueta colonial para classificar, reduzir e administrar popula\u00e7\u00f5es. Uma palavra carregada de hierarquias raciais, um marcador de servid\u00e3o e de espolia\u00e7\u00e3o. No entanto, nas m\u00e3os de quem a recebe como estigma, essa palavra pode ser invertida, reapropriada e convertida em eixo de poder. Pode deixar de ser um r\u00f3tulo de subalternidade para transformar-se em nome pr\u00f3prio de um projeto pol\u00edtico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esse projeto n\u00e3o \u00e9 menor; em chave gramsciana, trata-se da possibilidade de que \u201cnegro\u201d funcione como articulador de um novo bloco hist\u00f3rico, unindo estrutura econ\u00f4mica, superestrutura cultural e dire\u00e7\u00e3o pol\u00edtica em torno de uma pretens\u00e3o genu\u00edna de universalidade. N\u00e3o uma universalidade que absorva e homologue, mas uma que reconhe\u00e7a a pluralidade como princ\u00edpio organizador.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A no\u00e7\u00e3o de bloco hist\u00f3rico em Antonio Gramsci nos ajuda a pensar esse desafio. Para ele, n\u00e3o se deve separar a base material \u2014rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o, propriedade, controle de recursos\u2014 da superestrutura \u2014Estado, leis, institui\u00e7\u00f5es, cultura, religi\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o\u2014. Ambas formam uma unidade org\u00e2nica: o bloco hist\u00f3rico. Quando esse bloco se sustenta, \u00e9 porque a classe dirigente n\u00e3o apenas domina pela for\u00e7a, mas governa tamb\u00e9m pelo consenso, produzindo uma hegemonia que apresenta seus interesses particulares como se fossem os de toda a sociedade. A hist\u00f3ria, contudo, conhece rupturas: momentos em que esse consenso se rompe e abre-se a possibilidade de reorganizar o bloco sob outras alian\u00e7as, outras ideias e outras bases materiais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nossa Am\u00e9rica foi laborat\u00f3rio dessa m\u00e1quina: rep\u00fablicas que se proclamavam \u201cde iguais\u201d, enquanto naturalizavam, por um lado, o branqueamento como destino civilizat\u00f3rio e, por outro, uma gram\u00e1tica nacional que confundia cidad\u00e3o com europeu, progresso com substitui\u00e7\u00e3o, pertencimento com apagamento. A isso quero chamar hoje de bloco hist\u00f3rico negro: um projeto contra-hegem\u00f4nico com pretens\u00e3o de universalidade, capaz de desarmar as hierarquias do mundo que herdamos e propor uma humanidade mais ampla que a inventada pela colonialidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 nesse ponto que a genealogia pol\u00edtica da categoria negro oferece uma li\u00e7\u00e3o poderosa.<\/span><\/p>\n<h3><b>Haiti 1805: a universaliza\u00e7\u00e3o radical de \u201cnegro\u201d<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Revolu\u00e7\u00e3o Haitiana (1791\u20131804), al\u00e9m de ser a primeira insurrei\u00e7\u00e3o vitoriosa de pessoas escravizadas na modernidade, foi tamb\u00e9m o primeiro desafio real \u00e0 ordem racial do mundo atl\u00e2ntico. Sob a lideran\u00e7a de Toussaint Louverture, Jean-Jacques Dessalines e outros, n\u00e3o se conquistou simplesmente a independ\u00eancia da Fran\u00e7a, mas se destruiu a pr\u00f3pria base da economia colonial escravista.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 1805, a Constitui\u00e7\u00e3o haitiana proclamou que todos os cidad\u00e3os seriam chamados \u201cnegros\u201d, independentemente da cor da pele ou ascend\u00eancia. Esse gesto, que pode parecer simb\u00f3lico, era, na realidade, profundamente material e estrat\u00e9gico. Invertia o signo da palavra que, no mundo colonial, equivalia a propriedade alheia. Transformava o marcador racial de inferioridade em categoria universal de cidadania e pertencimento nacional.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em chave gramsciana, o Haiti tentou fundar um novo bloco hist\u00f3rico p\u00f3s-colonial, no qual \u201cnegro\u201d j\u00e1 n\u00e3o designava uma casta escravizada, mas a comunidade pol\u00edtica inteira. Era uma forma de blindar a na\u00e7\u00e3o contra as divis\u00f5es raciais herdadas do regime colonial, que a Fran\u00e7a havia utilizado para impedir a unidade dos oprimidos. A universaliza\u00e7\u00e3o de \u201cnegro\u201d n\u00e3o era ret\u00f3rica, era um ato de soberania que buscava produzir hegemonia interna e resistir \u00e0 press\u00e3o externa de um mundo que n\u00e3o concebia uma rep\u00fablica negra como parte da humanidade civilizada.<\/span><\/p>\n<h3><b>Negritude: o contra-ataque cultural<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mais de um s\u00e9culo depois, no Paris do per\u00edodo entre guerras, um grupo de estudantes e escritores africanos e caribenhos \u2014entre eles Aim\u00e9 C\u00e9saire, L\u00e9opold S\u00e9dar Senghor e L\u00e9on-Gontran Damas\u2014 fundaram o movimento da Negritude. N\u00e3o se tratava apenas de um movimento liter\u00e1rio, ainda que a poesia tenha sido seu ve\u00edculo. Tratava-se de uma interven\u00e7\u00e3o direta na superestrutura cultural da metr\u00f3pole colonial.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Negritude partia de uma constata\u00e7\u00e3o: o colonialismo, al\u00e9m de explorar o trabalho e a terra, aniquila as mem\u00f3rias, as l\u00ednguas, os valores e as formas de vida dos povos colonizados. C\u00e9saire disse isso com crueza em seu <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Discurso sobre o colonialismo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">: a Europa n\u00e3o trouxe civiliza\u00e7\u00e3o, mas barb\u00e1rie. Diante da \u201cmorte cultural\u201d induzida, a Negritude propunha um retorno \u00e0s fontes africanas de dignidade, n\u00e3o para se encerrar em um passado idealizado, mas para construir uma subjetividade capaz de enfrentar-se de igual para igual no plano pol\u00edtico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Negritude operou como luta pela hegemonia no terreno das ideias, um esfor\u00e7o por desmontar o senso comum colonial e substitu\u00ed-lo por outro, no qual o negro n\u00e3o fosse d\u00e9ficit, mas riqueza civilizat\u00f3ria. Foi uma semeadura cultural que alimentou, d\u00e9cadas depois, as lutas pol\u00edticas e militares pela independ\u00eancia na \u00c1frica e no Caribe.<\/span><\/p>\n<h3><b>Poder Negro: a autonomia como estrat\u00e9gia<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No cora\u00e7\u00e3o do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos, Stokely Carmichael (Kwame Ture) e outros dirigentes do SNCC cunharam, nos anos 1960, a consigna de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Black Power<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. N\u00e3o era apenas um slogan, mas uma ruptura com a estrat\u00e9gia dominante de integra\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica em um sistema que seguia sendo materialmente racista.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Poder Negro propunha que as comunidades negras constru\u00edssem suas pr\u00f3prias lideran\u00e7as pol\u00edticas, controlassem seus recursos, se defendessem da viol\u00eancia policial e definissem suas prioridades sem intermedi\u00e1rios brancos. O <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Black Panther Party<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> levou essas ideias a um n\u00edvel organizativo que inclu\u00eda programas de alimenta\u00e7\u00e3o, cl\u00ednicas comunit\u00e1rias, educa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e alian\u00e7as internacionais com movimentos anticoloniais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Aqui, \u201cnegro\u201d deixa de ser apenas uma identidade cultural e se converte em categoria pol\u00edtica que articula consci\u00eancia racial com controle material do territ\u00f3rio e dos meios de vida. Em chave gramsciana, trata-se da disputa direta pela dire\u00e7\u00e3o do bloco hist\u00f3rico, n\u00e3o apenas no plano da ideologia, mas tamb\u00e9m na estrutura econ\u00f4mica e na correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as institucionais.<\/span><\/p>\n<h3><b>Consci\u00eancia Negra: a liberta\u00e7\u00e3o come\u00e7a dentro<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na \u00c1frica do Sul do apartheid, Steve Biko entendeu que n\u00e3o bastava desmontar as leis racistas se as pessoas negras continuassem se vendo com os olhos do opressor. Seu movimento de Consci\u00eancia Negra colocou a \u00eanfase na emancipa\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica como condi\u00e7\u00e3o para a luta pol\u00edtica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para Biko e seus companheiros, a opress\u00e3o racial operava tanto pela coer\u00e7\u00e3o quanto pelo consenso. A hegemonia branca havia conseguido que muitos africanos e africanas naturalizassem sua subalternidade como inferioridade. A tarefa urgente era romper esse consenso interiorizado, recuperar o orgulho e a autoestima e criar espa\u00e7os onde o negro fosse vivido como positivo e emancipador. O movimento de Consci\u00eancia Negra \u00e9 um exemplo claro, em termos gramscianos, de batalha pelo senso comum: a disputa de hegemonia n\u00e3o se d\u00e1 apenas no parlamento ou na imprensa, mas tamb\u00e9m na subjetividade cotidiana dos oprimidos.<\/span><\/p>\n<h3><b>O humano como campo de batalha<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nessa genealogia, a cr\u00edtica de Sylvia Wynter acrescenta uma camada decisiva. Wynter nos adverte que o \u201cuniversal humano\u201d proclamado pelo Ocidente \u00e9, na realidade, uma fic\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica: a figura particular do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Man<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> \u2014branco, masculino, propriet\u00e1rio, racional\u2014 que a modernidade colonial elevou como medida de todas as coisas. Esse modelo definiu quem podia ser reconhecido como humano e quem ficava de fora, justificando escravid\u00e3o, coloniza\u00e7\u00e3o e genoc\u00eddios.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Assim, amplas maiorias foram colocadas fora da humanidade plena ou aceitas como \u201cquase humanas\u201d (sob a condi\u00e7\u00e3o de imitar o modelo). Se o bloco hist\u00f3rico dominante se ergue sobre essa antropologia restrita, disputar hegemonia \u00e9 mais que pedir uma cadeira \u00e0 mesa, \u00e9 redesenhar a mesa. E mais do que \u201cser incorporados\u201d ao <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Man<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, trata-se de super\u00e1-lo. Disputar sua hegemonia implica tamb\u00e9m disputar o que entendemos por \u201chumano\u201d. No entanto, Wynter n\u00e3o prop\u00f5e substituir um modelo por outro, mas abrir o campo a uma pluralidade de formas de ser e de viver que n\u00e3o girem em torno de um centro \u00fanico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 aqui que entra negro como significante estrat\u00e9gico com pot\u00eancia universal \u2014n\u00e3o um universal que homologa, mas um que abre. Negro n\u00e3o \u00e9 cor de pele; \u00e9 o nome pol\u00edtico de quem foi feito prescind\u00edvel para que outros fossem indispens\u00e1veis. A reapropria\u00e7\u00e3o do negro tem sido uma maneira de redefinir o humano a partir da experi\u00eancia de quem foi expulso dele. Mas n\u00e3o para se encerrar no particular, e sim para universalizar desde outro lugar. A pretens\u00e3o de universalidade que emerge desse percurso \u00e9 genu\u00edna porque n\u00e3o busca absorver diferen\u00e7as, mas articul\u00e1-las. \u00c9 uma alian\u00e7a antes que uma ess\u00eancia; uma forma de reconhecimento m\u00fatuo entre aqueles que sofrem a racializa\u00e7\u00e3o do trabalho, da vida e da morte. \u201cNegro\u201d articula estrutura e superestrutura, economia e desejo, institui\u00e7\u00e3o e bairro, arquivo e can\u00e7\u00e3o. Devolve inteligibilidade (como funciona a domina\u00e7\u00e3o) e dire\u00e7\u00e3o (para onde nos movermos para desmont\u00e1-la).<\/span><\/p>\n<h3><b>Rumo a um bloco hist\u00f3rico negro<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Pensar \u201cnegro\u201d como eixo de um novo bloco hist\u00f3rico \u00e9 reconhecer que o sistema-mundo moderno\/colonial articulou sua hegemonia em torno de uma divis\u00e3o racial do trabalho e da vida, e que somente uma alian\u00e7a que coloque no centro aqueles que esse sistema relegou poder\u00e1 desmont\u00e1-lo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Isso n\u00e3o \u00e9 um ap\u00eandice setorial do progressismo; \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o de possibilidade de um novo bloco hist\u00f3rico. Porque, se a hegemonia vigente se ergueu sobre a fic\u00e7\u00e3o do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Man<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, nosso projeto se ergue sobre a verdade simples e radical de Wynter: a humanidade \u00e9 uma tarefa. E essa tarefa come\u00e7a onde o universal europeu fracassou, nos corpos que nomeou como descart\u00e1veis. Da\u00ed sua pretens\u00e3o de universalidade genu\u00edna. N\u00e3o reclama privil\u00e9gio, reclama amplitude; n\u00e3o pede permiss\u00e3o para entrar no mundo, prop\u00f5e outro mundo que nos contenha. \u00c9 um projeto universal que busca substituir a hegemonia atual \u2014fundada na supremacia branca e ocidental\u2014 por outra baseada na pluralidade real do humano.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na Am\u00e9rica Latina, onde a narrativa nacional mesti\u00e7a e branqueadora apagou sistematicamente a presen\u00e7a e o legado das popula\u00e7\u00f5es afrodescendentes, origin\u00e1rias e racializadas, esse horizonte exige uma ruptura com o contrato racial que organiza nossas rep\u00fablicas desde o s\u00e9culo XIX.<\/span><\/p>\n<h3><b>Universalidade negra<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A genealogia que vai do Haiti a Wynter, passando por C\u00e9saire, Carmichael e Biko, nos mostra que negro pode ser o nome de um universal distinto. Um que nasce da experi\u00eancia compartilhada de desumaniza\u00e7\u00e3o, mas que n\u00e3o se esgota nela; um que prop\u00f5e um horizonte onde a dignidade e o pertencimento n\u00e3o dependam de parecer-se com o modelo europeu.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esse universal n\u00e3o \u00e9 adorno moral, \u00e9 a base para construir hegemonia. Implica produzir um senso comum no qual o racismo n\u00e3o seja um problema \u201cdas minorias\u201d, mas uma estrutura incompat\u00edvel com qualquer democracia real. Implica que o negro deixe de ser pensado como \u201cidentidade\u201d e seja assumido como projeto de mundo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A humanidade que queremos fundar n\u00e3o ser\u00e1 a restaura\u00e7\u00e3o de uma suposta harmonia pr\u00e9via \u00e0 modernidade, ser\u00e1 uma inven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que reconhe\u00e7a a diferen\u00e7a sem hierarquiz\u00e1-la. Esse \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o de um bloco hist\u00f3rico negro: n\u00e3o a substitui\u00e7\u00e3o de um senhor por outro, mas o fim da necessidade de senhores. Negro n\u00e3o encerra, convoca. N\u00e3o apaga diferen\u00e7as, organiza-as em comum. \u00c9 a palavra que re\u00fane aqueles que j\u00e1 n\u00e3o aceitam viver em um mundo que precisa da mis\u00e9ria de muitos para a comodidade de poucos. \u00c9 o nome de uma pol\u00edtica que n\u00e3o negocia sua humanidade nem a p\u00f5e \u00e0 cota\u00e7\u00e3o no mercado da toler\u00e2ncia. \u00c9, sobretudo, uma b\u00fassola: aponta que a tarefa n\u00e3o \u00e9 administrar o presente, mas fundar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se um dia nos perguntarem quando tudo come\u00e7ou, diremos: come\u00e7ou quando deixamos de esperar o reconhecimento do senhor e passamos a nos reconhecer mutuamente. Quando transformamos a ferida em m\u00e9todo, o m\u00e9todo em organiza\u00e7\u00e3o e a organiza\u00e7\u00e3o em destino. Nesse dia, negro j\u00e1 n\u00e3o ser\u00e1 acusa\u00e7\u00e3o; ser\u00e1 a forma mais honesta e mais ampla de dizer humanidade.<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">*Texto apresentado no evento \u201cDesafios para a esquerda no s\u00e9culo XXI\u201d, no marco da s\u00e9rie de debates do PSOL+20, processo de atualiza\u00e7\u00e3o program\u00e1tica do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade). 15 de agosto de 2025, Audit\u00f3rio do SINTEPE, Recife, Pernambuco, Brasil.<\/span><\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Federico Pita, Fundador da Di\u00e1spora Africana de la Argentina (DIAFAR). Ativista antirracista afroargentino. Na Nossa Am\u00e9rica, \u201cnegro\u201d quase sempre foi um nome que chega de fora e de cima. Uma etiqueta colonial para classificar, reduzir e administrar popula\u00e7\u00f5es. Uma palavra carregada de hierarquias raciais, um marcador de servid\u00e3o e de espolia\u00e7\u00e3o. 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