{"id":4273,"date":"2015-09-16T14:40:58","date_gmt":"2015-09-16T14:40:58","guid":{"rendered":"http:\/\/179.190.55.146\/~psol5185\/?p=4273"},"modified":"2015-09-16T14:40:58","modified_gmt":"2015-09-16T14:40:58","slug":"por-uma-historia-do-psol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/psol50.org.br\/por-uma-historia-do-psol\/","title":{"rendered":"Por uma hist\u00f3ria do PSOL"},"content":{"rendered":"<h5>Juliano Medeiros<\/h5>\n<div><\/div>\n<div><span id=\"Data\"><\/span>Escrever uma hist\u00f3ria do Partido Socialismo e Liberdade \u00e9, inevitavelmente, escrever uma hist\u00f3ria do tempo presente. N\u00e3o apenas porque os acontecimentos que marcam o surgimento do PSOL ainda reverberam sobre a pol\u00edtica brasileira, mas porque o partido segue atuante, tendo se consolidado ao longo dos \u00faltimos dez anos como um importante ator da pol\u00edtica brasileira. Por isso, os fatos descritos nesta breve introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 hist\u00f3ria do PSOL ter\u00e3o de ser objeto de outros pesquisadores que queiram produzir, no futuro, uma an\u00e1lise profunda sobre os significados do surgimento do PSOL.<\/div>\n<div>\nIndependente dessas considera\u00e7\u00f5es, o marco dos dez anos do registro legal do PSOL \u00e9 uma oportunidade de prestarmos nosso reconhecimento ao papel que o partido tem cumprido como portador de uma mensagem de futuro para o Brasil. Embora o abandono da perspectiva socialista por uma parte da esquerda brasileira tenha retardado as reformas estruturais necess\u00e1rias \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o social em nosso pa\u00eds, ele n\u00e3o obstruiu definitivamente o sonho de um Brasil livre e igualit\u00e1rio, em outras palavras, um Brasil socialista.Inicialmente atuando como um partido de \u201cresist\u00eancia\u201d ao mantra da concilia\u00e7\u00e3o de classe, o PSOL se consolidou como partido necess\u00e1rio \u00e0 democracia brasileira, e hoje \u00e9 alternativa real para aqueles que apostam na reorganiza\u00e7\u00e3o das for\u00e7as progressistas em torno de um projeto que supere os limites da experi\u00eancia que comandou o pa\u00eds nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas. Como afirmamos na campanha eleitoral de 2014: avan\u00e7ar em rela\u00e7\u00e3o ao que temos hoje, negando qualquer forma de retrocesso.<br \/>\nAs crises, como sabemos, tamb\u00e9m s\u00e3o janelas de oportunidades. Por isso, refletir sobre o papel do PSOL na pol\u00edtica brasileira, exatamente quando o pa\u00eds vive o esgotamento de um ciclo e o aprofundamento dos efeitos da crise econ\u00f4mica internacional, \u00e9 uma chance de pensarmos os desafios da esquerda brasileira. Vamos, pois, a essa breve hist\u00f3ria do PSOL.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>O Brasil no come\u00e7o dos anos 2000<\/strong><br \/>\nQuando os anos 1990 chegaram ao final, o mundo ainda vivia os efeitos nefastos da pol\u00edtica neoliberal implementada desde meados da d\u00e9cada anterior. A ado\u00e7\u00e3o da agenda do \u201cEstado m\u00ednimo\u201d por parte de sucessivos governos latino-americanos levou \u00e0 privatiza\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio p\u00fablico, \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o de incont\u00e1veis esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o, ao desmonte dos servi\u00e7os p\u00fablicos essenciais ao aprofundamento das desigualdades.<br \/>\nNo Brasil, os dois governos de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) seguiram a mesma l\u00f3gica. Com a cria\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional de Desestatiza\u00e7\u00e3o foram privatizadas empresas lucrativas como a Companhia Vale do Rio Doce, a Telebr\u00e1s, v\u00e1rias empresas do sistema el\u00e9trico, a malha nordeste da rede ferrovi\u00e1ria, al\u00e9m de in\u00fameras rodovias federais. Em agosto de 1997 o governo FHC promoveu a quebra do monop\u00f3lio da explora\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo, conquista da soberania nacional que perdurava desde a cria\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s, nos anos 50.<br \/>\nPouco a pouco, por\u00e9m, o resultado da pol\u00edtica neoliberal foi mostrando seus desastrosos resultados. A amplia\u00e7\u00e3o da desigualdade, a retomada da infla\u00e7\u00e3o, a desvaloriza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e a vulnerabilidade externa \u00e0s crises internacionais em pa\u00edses como M\u00e9xico, R\u00fassia e Cor\u00e9ia do Sul, fizeram crescer a insatisfa\u00e7\u00e3o popular e o fortalecimento de partidos e movimentos sociais cr\u00edticos ao neoliberalismo. Nesse contexto, o PT, partido que liderava o bloco das oposi\u00e7\u00f5es, passou a gozar de crescente apoio popular. Seu principal l\u00edder, Lu\u00eds In\u00e1cio Lula da Silva, derrotado nas tr\u00eas elei\u00e7\u00f5es anteriores, moderava seu discurso e angariava apoio entre setores antes hostis \u00e0 possibilidade de um governo de esquerda. Esse processo, embora contradit\u00f3rio, animava um amplo espectro de movimentos sociais, que viam na possibilidade de vit\u00f3ria de Lula uma oportunidade de encerrar os dif\u00edceis anos de neoliberalismo.<br \/>\nEnquanto crescia a resist\u00eancia popular \u00e0s medidas neoliberais, a esquerda discutia seus rumos. Enquanto alguns advogavam em favor de uma modera\u00e7\u00e3o nas propostas e discursos contra o neoliberalismo, outros defendiam uma plataforma de mudan\u00e7as estruturais de car\u00e1ter anti-monopolista, anti-latifundi\u00e1rio e anti-imperialista. A lideran\u00e7a petista, ao longo dos anos 1990, j\u00e1 vinha se adaptando \u00e0 modera\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e realizando perigosas concess\u00f5es program\u00e1ticas. Apesar de experi\u00eancias inovadoras em cidades como Bel\u00e9m e Porto Alegre, as administra\u00e7\u00f5es petistas adaptavam-se cada vez mais r\u00e1pido \u00e0s restri\u00e7\u00f5es impostas pelo novo marco legal do neoliberalismo e pela necessidade de apresentar \u201cresultados\u201d.<br \/>\nQuando chegaram as elei\u00e7\u00f5es de 2002 a esquerda encontrava-se dividida. A maioria do PT liderada por seu presidente, Jos\u00e9 Dirceu, implementou uma t\u00e1tica que compreendia uma alian\u00e7a heterodoxa (com o industrial Jos\u00e9 Alencar, do Partido Liberal), um programa mais moderado e promessas de cumprimento dos acordos com o mercado financeiro firmados pelo governo FHC. Uma minoria, representada pela esquerda do PT e partidos menores que n\u00e3o apoiavam a candidatura de Lula, resistia a esse caminho. A elei\u00e7\u00e3o, como sabemos, representou o fim dos anos de tucanato, elegendo Lula para seu primeiro mandato ap\u00f3s tr\u00eas tentativas malsucedidas.<br \/>\nEleito, Lula cumpriu os compromissos firmados com o mercado durante sua campanha: sofrendo os efeitos da crise econ\u00f4mica que atingiu o pa\u00eds, seu governo implementou um forte ajuste fiscal de car\u00e1ter conservador que elevou a meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio, aumentou das taxas de juros, renovou a Desvincula\u00e7\u00e3o de Receitas da Uni\u00e3o (DRU) e enviou ao Congresso Nacional a proposta de emenda constitucional que alterava o regime da Previd\u00eancia Social dos servidores p\u00fablicos.<br \/>\nSe os ajustes fiscais (juros, super\u00e1vit, metas de infla\u00e7\u00e3o) j\u00e1 eram suficientes para estarrecer at\u00e9 o mais moderado dos petistas, j\u00e1 que representavam uma clara ades\u00e3o \u00e0s teses macroecon\u00f4micas do tucanato, a reforma da previd\u00eancia parecia um pesadelo: pela primeira vez o PT defendia a retirada de direitos dos trabalhadores. A reforma da previd\u00eancia abriu uma crise entre o governo e parte do movimento sindical brasileiro. Os servidores p\u00fablicos, hist\u00f3ricos eleitores do PT, se converteriam a partir da\u00ed em base do eleitorado da oposi\u00e7\u00e3o. No \u00e2mbito do partido, a bancada mostrava-se rebelde. A oposi\u00e7\u00e3o interna gerou uma dissid\u00eancia p\u00fablica. Parte dos parlamentares petistas votou contra a reforma da previd\u00eancia, sendo expulsa em seguida; outra parte se absteve, sofrendo uma s\u00e9rie de san\u00e7\u00f5es internas. Mesmo diante da saraivada de cr\u00edticas, o governo conseguiu aprovar, na noite do dia 11 de novembro de 2003, a famigerada reforma da previd\u00eancia, que entre outras medidas aprovou a taxa\u00e7\u00e3o dos servidores p\u00fablicos inativos e o aumento da idade m\u00ednima para a aposentadoria. Era a primeira vez na hist\u00f3ria pol\u00edtica brasileira que o PT capitaneava um ataque aos direitos dos trabalhadores. Naquela noite, o partido assinou sua primeira certid\u00e3o de \u00f3bito como alternativa para a transforma\u00e7\u00e3o social. Ali morria, simbolicamente, o PT nascido no Col\u00e9gio Sion, em 1980 [1].<br \/>\nApesar do engajamento de toda a chamada \u201cesquerda petista\u201d em sua defesa, os parlamentares dissidentes foram expulsos do partido em 2004. O grupo era formado pelos deputados Jo\u00e3o Fontes, Bab\u00e1 e Luciana Genro e pela senadora Helo\u00edsa Helena. Junto com eles sa\u00edram outras lideran\u00e7as petistas de peso, como o jornalista e ex-deputado Milton Temer, o fil\u00f3sofo Leandro Konder e o soci\u00f3logo Francisco de Oliveira, dentre outros. No mesmo ano surge o Movimento por uma Esquerda Democr\u00e1tica, embri\u00e3o de um novo partido pol\u00edtico. Deste movimento participavam, al\u00e9m de lideran\u00e7as egressas do PT, dirigentes oriundos do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e lideran\u00e7as do Movimento Terra Trabalho e Liberdade (MTL). Esse grupo daria origem, em julho de 2004, ao PSOL.<br \/>\n<strong>Nasce o PSOL<\/strong><br \/>\nO partido iniciou uma campanha nacional de coleta de assinaturas em meados de 2004. Utilizando apenas recursos oriundos da contribui\u00e7\u00e3o militante de seus apoiadores, foram montadas centenas de pontos de coleta de assinaturas nas pra\u00e7as de todo o pa\u00eds. O movimento ganhava for\u00e7a e atraia cada vez mais adeptos, tornando-se o destino natural de outros petistas contr\u00e1rios aos rumos do governo Lula e do PT.<br \/>\nO PSOL ainda n\u00e3o tinha conquistado seu registro definitivo quando eclodiram as den\u00fancias do chamado \u201cmensal\u00e3o\u201d. O esc\u00e2ndalo denunciado numa revista de circula\u00e7\u00e3o nacional atestava o recebimento de vantagens indevidas por servidores dos Correios indicados pelo ent\u00e3o l\u00edder do Partido Trabalhista Brasileira (PTB), Roberto Jefferson. O PTB era um dos partidos que, at\u00e9 2002, n\u00e3o compunham o leque tradicional de alian\u00e7as do PT. Havia sido guindado ao primeiro escal\u00e3o do Governo Lula de acordo com as novas diretrizes impostas pela dire\u00e7\u00e3o do partido em nome da governabilidade. A partir daquelas den\u00fancias, desvendou-se um esquema de tr\u00e1fico de influ\u00eancia que envolvia o pagamento de d\u00edvidas de campanhas de aliados, o desvio de recursos p\u00fablicos e a lavagem de dinheiro atrav\u00e9s de ag\u00eancias de publicidade.<br \/>\nNo interior do PT deflagrou-se uma segunda crise. Os parlamentares cr\u00edticos aos rumos do governo, uniram-se numa frente em favor de mudan\u00e7as no partido. Era o chamado \u201cGrupo dos Trinta\u201d. Na elei\u00e7\u00e3o interna, esses deputados apoiaram a candidatura de Pl\u00ednio de Arruda Sampaio \u00e0 presid\u00eancia do PT. Era uma \u00faltima tentativa de mudar o partido por dentro. Morta a democracia interna, os grupos ligados ao Pal\u00e1cio do Planalto foram vitoriosos e elegeram o ex-ministro Ricardo Berzoini para a presid\u00eancia do PT. Parte dos apoiadores da candidatura de Pl\u00ednio e alguns deputados que integravam o Grupo dos Trinta decidem sair do PT, j\u00e1 que disputa-lo por dentro tinha se tornado invi\u00e1vel. A op\u00e7\u00e3o, como n\u00e3o poderia deixar de ser, foi o novo partido que nascia.<br \/>\nO PSOL alcan\u00e7ou as assinaturas necess\u00e1rias \u00e0 legaliza\u00e7\u00e3o no final do primeiro semestre de 2005, em meio \u00e0 crise do mensal\u00e3o. Seu registro junto \u00e0 Justi\u00e7a Eleitoral foi concedido em 15 de setembro do mesmo ano. Duas semanas depois, novos parlamentares e lideran\u00e7as partid\u00e1rias se somavam ao PSOL, entre eles os deputados Ivan Valente, Chico Alencar, Orlando Fantazzini, Jo\u00e3o Alfredo e Maninha, al\u00e9m de dirigentes partid\u00e1rios como Pl\u00ednio de Arruda Sampaio, Edmilson Rodrigues, Afr\u00e2nio Boppr\u00e9, Brice Bragatto, Renato Guimar\u00e3es, Jorge Almeida, Berna Menezes, Gilberto Maringoni, Luiz Ara\u00fajo, Marcelo Freixo, dentre outros. Com essa segunda leva de militantes, surgiu um novo PSOL, mais amplo, plural e representativo.<br \/>\nRegistrado, o PSOL enfrentaria as urnas pela primeira vez em 2006. Como candidata \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica o partido escolheu a senadora Helo\u00edsa Helena. Contra ela concorreriam o ent\u00e3o presidente Lula (PT), o ex-governador de S\u00e3o Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o senador Crist\u00f3vam Buarque (PDT), al\u00e9m de outras candidaturas de partidos menores como PCO, PRP, PSDC e PSL. A candidatura do PSOL recebeu o apoio do PSTU e do PCB, formando a chamada \u201cFrente de Esquerda\u201d. Como candidato a vice-presidente o PSOL acolheu o cientista pol\u00edtico C\u00e9sar Benjamin, preso pol\u00edtico durante a Ditadura Militar e reconhecido intelectual da esquerda brasileira. Com uma campanha militante, com pouco tempo no hor\u00e1rio eleitoral gratuito de r\u00e1dio e televis\u00e3o e com um partido ainda em fase de organiza\u00e7\u00e3o, Helo\u00edsa Helena alcan\u00e7ou um excelente desempenho: foram 6.575.393 votos (quase 7% dos votos totais), ficando em terceiro lugar. Disputaram o segundo turno os candidatos Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB), sendo reeleito o candidato petista.<br \/>\nNaquelas elei\u00e7\u00f5es o PSOL elegeu seus primeiros parlamentares (at\u00e9 ent\u00e3o a legenda contava com parlamentares eleitos ainda no PT). Em S\u00e3o Paulo o partido elegeu Ivan Valente; no Rio de Janeiro o eleito foi Chico Alencar; e no Rio Grande do Sul o PSOL elegeu Luciana Genro. Al\u00e9m disso, com a elei\u00e7\u00e3o da ent\u00e3o senadora Ana J\u00falia Carepa (PT) ao governo do estado do Par\u00e1, o PSOL elegeu seu primeiro senador: o professor Jos\u00e9 Nery, suplente de Ana J\u00falia, que havia ingressado no partido no ano anterior.<br \/>\nDepois das elei\u00e7\u00f5es, o PSOL voltou-se para sua organiza\u00e7\u00e3o interna. Em 2007 realizou seu primeiro Congresso Nacional. Nele seria eleita sua dire\u00e7\u00e3o nacional e seriam aprovadas as resolu\u00e7\u00f5es pol\u00edticas que armariam o partido para o segundo governo Lula. O Congresso, realizado no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), elegeu a Senadora Helo\u00edsa Helena para presid\u00eancia do PSOL e fez importantes ajustes no programa e no estatuto do partido. Na C\u00e2mara dos Deputados, Chico Alencar era escolhido l\u00edder do partido e liderava lutas como o \u201cFora Renan\u201d, campanha que exigia a ren\u00fancia do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB\/AL), envolvido em den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o. Em dezembro o senador renunciaria \u00e0 presid\u00eancia do Senado devido \u00e0 press\u00e3o da opini\u00e3o. No mesmo ano o PSOL lideraria a campanha em solidariedade a Dom Luiz Fl\u00e1vio Cappio, bispo de Barra (BA), que realizou uma greve de fome durante 24 dias contra a transposi\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco, iniciada pelo governo Lula e combatida pelos movimentos sociais.<br \/>\nEm 2008 o PSOL disputaria suas primeiras elei\u00e7\u00f5es municipais. Mesmo sem conquistar prefeituras, o partido elegeu seus primeiros vereadores em importantes cidades brasileiras como Rio de Janeiro, Macei\u00f3, Macap\u00e1, Fortaleza, Goi\u00e2nia e Porto Alegre. Os deputados federais do PSOL, com o intuito de refor\u00e7ar a constru\u00e7\u00e3o do partido, concorreram \u00e0s prefeituras de suas cidades. E em Macap\u00e1, o ex-deputado estadual Randolfe Rodrigues chegava ao segundo turno como candidato a vice-prefeito na chapa de Camilo Capiberibe. Na C\u00e2mara dos Deputados, o PSOL defenderia uma proposta alternativa de reforma tribut\u00e1ria e a regulamenta\u00e7\u00e3o dos impostos sobre as grandes fortunas.<br \/>\nNo ano seguinte, o PSOL realizaria seu II Congresso Nacional, reelegendo a ex-senadora Helo\u00edsa Helena, eleita vereadora em Macei\u00f3 no ano anterior. Sua gest\u00e3o, no entanto, seria marcada por diverg\u00eancias internas. Mesmo contando com amplo apoio interno, Helo\u00edsa Helena rejeita a indica\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria \u00e0 candidatura presidencial nas elei\u00e7\u00f5es do ano seguinte. Em crise com o partido, renuncia \u00e0 presid\u00eancia do PSOL, assumindo em seu lugar o economista e ex-deputado estadual Afr\u00e2nio Boppr\u00e9, ent\u00e3o Secret\u00e1rio-Geral do partido. Na C\u00e2mara dos Deputados o partido lidera a CPI da D\u00edvida P\u00fablica, denuncia os esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o desvendados pela opera\u00e7\u00e3o Satiagraha e engaja-se na defesa do asilo pol\u00edtico ao ativista italiano Cesare Battisti. No Senado, o PSOL lidera a luta em favor da PEC 438, que expropria as terras onde for constatada a exist\u00eancia do trabalho escravo e combate os desmandos de Jos\u00e9 Sarney (PMDB\/AP), presidente do Senado.<br \/>\nEm 2010, o PSOL disputou sua segunda elei\u00e7\u00e3o presidencial. Com a decis\u00e3o de Helo\u00edsa Helena em n\u00e3o concorrer \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, o partido realizou uma Confer\u00eancia Eleitoral, onde o ex-deputado Pl\u00ednio de Arruda Sampaio, hist\u00f3rico militante da esquerda brasileira, sagra-se vitorioso ap\u00f3s intensos embates internos. Sua campanha, apesar de constru\u00edda \u00e0s pressas devido \u00e0 desist\u00eancia de Helo\u00edsa Helena, representou uma alternativa de esquerda nas elei\u00e7\u00f5es. Contra ele concorreram Dilma Roussef (PT), ex-ministra de Minas e Energia de Lula, e Jos\u00e9 Serra (PSDB), ex-governador de S\u00e3o Paulo. Al\u00e9m deles, a entrada em cena de Marina Silva (PV), ex-ministra do Meio Ambiente de Lula e rec\u00e9m-egressa do PT, criou grandes dificuldades para as candidaturas \u00e0 esquerda. Ao final, Pl\u00ednio alcan\u00e7ou uma vota\u00e7\u00e3o bem menor que aquela registrada pelo PSOL em 2006. Apesar disso, o partido manteve o tamanho de sua bancada na C\u00e2mara dos Deputados, reelegendo Ivan Valente e Chico Alencar, al\u00e9m de eleger o jornalista Jean Wyllys, pelo Rio de Janeiro. Para o Senado Federal, o PSOL elegeu Randolfe Rodrigues, no Amap\u00e1, e a ex-vereadora Marinor Brito, no Par\u00e1.<br \/>\nEm 2011, a bancada do PSOL liderou a luta contra as altera\u00e7\u00f5es propostas pela bancada ruralista ao C\u00f3digo Florestal Brasileiro, tornando-se uma refer\u00eancia nacional em defesa do meio ambiente. Ao mesmo tempo, deu apoio decidido \u00e0 chamada Lei da Ficha Limpa, que proibia que pol\u00edticos condenados em segunda inst\u00e2ncia pudessem concorrer. Por seu engajamento na luta contra as mil\u00edcias, Marcelo Freixo, presidente da CPI que investigava o tema na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, passou a ser constantemente amea\u00e7ado de morte. Tamb\u00e9m no Rio de Janeiro, o PSOL tomou a frente no apoio \u00e0 greve Complexo Petroqu\u00edmico de Itabora\u00ed (COMPERJ), onde a deputada Janira Rocha teve destacada atua\u00e7\u00e3o. No mesmo ano, o partido realizaria seu III Congresso Nacional em S\u00e3o Paulo, elegendo o Deputado Federal Ivan Valente como presidente do partido e renovando sua Dire\u00e7\u00e3o Nacional. No plano internacional, o PSOL acompanhava atento \u00e0 chamada \u201cPrimavera \u00c1rabe\u201d e seus desdobramentos, realizando um semin\u00e1rio internacional em dezembro de 2011.<br \/>\nNo ano seguinte, o PSOL voltou \u00e0s urnas, elegendo seus dois primeiros prefeitos: Cl\u00e9cio Lu\u00eds, em Macap\u00e1 (AP), e Gelsimar Gonzaga, em Itaocara (RJ). Al\u00e9m disso, teve excelentes desempenhos em Bel\u00e9m, com Edmilson Rodrigues, e no Rio de Janeiro, com Marcelo Freixo. Na mesma elei\u00e7\u00e3o o PSOL ampliou exponencialmente sua bancada de vereadores em in\u00fameros estados, elegendo novas lideran\u00e7as em todo o pa\u00eds. Na C\u00e2mara dos Deputados o partido liderava a luta contra a homofobia e em defesa da comunidade LGBT, enfrentando a ofensiva dos deputados ligados ao fundamentalismo religioso. Enquanto isso, o PSOL travava o combate pela ren\u00fancia do Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, liderando uma campanha nacional contra suas arbitrariedades. No mesmo STF o PSOL protocolaria A\u00e7\u00e3o de Inconstitucionalidade pedindo a anula\u00e7\u00e3o da reforma da previd\u00eancia de 2003, aprovada gra\u00e7as \u00e0 compra de votos, segundo reconheceu aquela corte.<br \/>\nEm 2013 o PSOL realizaria seu quatro congresso nacional, elegendo o professor Luiz Ara\u00fajo como presidente do partido. Numa disputa muito polarizada &#8211; muitas vezes alcan\u00e7ando as p\u00e1ginas dos jornais &#8211; o mesmo congresso o aprovaria a pr\u00e9-candidatura do senador Randolfe Rodrigues \u00e0 presid\u00eancia da Rep\u00fablica. Na C\u00e2mara dos Deputados, o PSOL combateu a privatiza\u00e7\u00e3o do Pr\u00e9-Sal, a Lei Geral da Copa, que previa um sistema diferenciado de contrata\u00e7\u00f5es para facilitar a constru\u00e7\u00e3o dos est\u00e1dios da Copa do Mundo de Futebol em 2014, e tomou a dianteira na campanha contra a elei\u00e7\u00e3o do deputado homof\u00f3bico Pastor Marco Feliciano \u00e0 presid\u00eancia da Comiss\u00e3o de Direitos Humanos da C\u00e2mara dos Deputados. Al\u00e9m disso, o PSOL assegurou a aprova\u00e7\u00e3o do voto aberto para casos de cassa\u00e7\u00e3o de mandato parlamentar na C\u00e2mara dos Deputados e engajou-se na defesa de uma profunda reforma no sistema pol\u00edtico e eleitoral que, dentre outras medidas, extinguisse definitivamente o financiamento privados das elei\u00e7\u00f5es.<br \/>\nO ano de 2014, al\u00e9m de lembrar os 50 anos do golpe civil-militar que dep\u00f4s o presidente Jo\u00e3o Goulart, foi marcado por mais uma disputa presidencial. A presidente Dilma Roussef concorreria \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o, tendo como advers\u00e1rios o ex-governador de Minas Gerais, A\u00e9cio Neves (PSDB), o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), o ex-deputado federal Eduardo Jorge (PV), o Pastor Everaldo (PSC), dentre outras candidaturas de menor express\u00e3o. No PSOL, a ren\u00fancia do Senador Randolfe Rodrigue \u00e0 pr\u00e9-candidatura presidencial trouxe dificuldades ao partido e exigiu uma r\u00e1pida transi\u00e7\u00e3o. Com o apoio da maioria da dire\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria, a solu\u00e7\u00e3o seria a indica\u00e7\u00e3o da candidata \u00e0 vice-presidente, Luciana Genro, para representar o PSOL nas elei\u00e7\u00f5es, alcan\u00e7ando o quarto lugar e conquistando mais de 1,6 milh\u00e3o de votos. Naquela mesma elei\u00e7\u00e3o foi eleita uma nova bancada federal ampliada e in\u00fameros deputados federais. Para a C\u00e2mara dos Deputados foram reeleitos os deputados Jean Wyllys, Chico Alencar e Ivan Valente. Al\u00e9m deles, foram eleitos os deputados Edmilson Rodrigues (Par\u00e1) e Cabo Daciolo (Rio de Janeiro). O \u00faltimo, por diverg\u00eancias com as posi\u00e7\u00f5es do PSOL, seria desligado do partido alguns meses depois.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>O PSOL hoje<\/strong><br \/>\nO PSOL chega aos seus dez anos mostrando um consider\u00e1vel crescimento. Representando bandeiras abandonadas por outros partidos considerados de esquerda, o PSOL tem se afirmado como alternativa \u00e0 polariza\u00e7\u00e3o entre o governo liderado pela coaliz\u00e3o PT\/PMDB e a oposi\u00e7\u00e3o conservadora que marca os \u00faltimos anos. Mesmo sendo parte da oposi\u00e7\u00e3o aos governos petistas, o PSOL tem sabido se diferenciar das posi\u00e7\u00f5es que, na C\u00e2mara dos Deputados ou na sociedade brasileira, representem qualquer retrocesso em rela\u00e7\u00e3o aos t\u00edmidos avan\u00e7os assegurados na \u00faltima d\u00e9cada.<br \/>\nSua bancada tem uma atua\u00e7\u00e3o destacada em defesa dos direitos sociais. O apoio \u00e0 proposta de 10% do PIB para educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica nas discuss\u00f5es do Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (PNE), a defesa intransigente em favor das reivindica\u00e7\u00f5es do funcionalismo p\u00fablico por condi\u00e7\u00f5es dignas de trabalho, bem como a luta contra a privatiza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos j\u00e1 s\u00e3o uma marca do PSOL. Ao mesmo tempo, o partido tem lutado contra a agenda conservadora que ganha for\u00e7a na C\u00e2mara dos Deputados em meio \u00e0 crise pol\u00edtica do governo Dilma: retirada dos direitos ind\u00edgenas (atrav\u00e9s da PEC 215, que transfere ao legislativo a prerrogativa de demarca\u00e7\u00e3o de reservas a esses povos), retirada de direitos trabalhistas e previdenci\u00e1rios \u2013 o famigerado \u201cajuste fiscal\u201d \u2013 e amplia\u00e7\u00e3o indiscriminada da terceiriza\u00e7\u00e3o, redu\u00e7\u00e3o da maioridade penal, revoga\u00e7\u00e3o do estatuto do desarmamento, aprova\u00e7\u00e3o de uma reforma pol\u00edtica que constitucionaliza o financiamento de campanha, dentre outras medidas contra as quais o PSOL tem se batido.<br \/>\nComo vemos, a luta contra a reforma da previd\u00eancia, em 2003, foi apenas o prenuncio de uma trajet\u00f3ria de compromisso com os direitos dos trabalhadores, os direitos civis, os avan\u00e7os sociais, um modelo alternativo de desenvolvimento e uma nova forma de fazer pol\u00edtica, livre do jogo de interesses esp\u00farios que marca o sistema partid\u00e1rio brasileiro. Com todas as incertezas que marcam o momento pol\u00edtico em que essas linhas s\u00e3o escritas, o PSOL parece mostrar a vitalidade necess\u00e1ria para enfrentar as turbul\u00eancias por que passa o pa\u00eds, contribuindo para a constru\u00e7\u00e3o de um Brasil livre, justo e igualit\u00e1rio: um Brasil socialista.<br \/>\nNota:<br \/>\n[1] MEDEIROS, Juliano. A segunda morte do PT. Publicado em www.psol50.org.br e outros.\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Juliano Medeiros Escrever uma hist\u00f3ria do Partido Socialismo e Liberdade \u00e9, inevitavelmente, escrever uma hist\u00f3ria do tempo presente. 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