{"id":4360,"date":"2014-09-09T04:17:11","date_gmt":"2014-09-09T04:17:11","guid":{"rendered":"http:\/\/179.190.55.146\/~psol5185\/?p=4360"},"modified":"2014-09-09T04:17:11","modified_gmt":"2014-09-09T04:17:11","slug":"o-estrangeiro-e-as-clandestinas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/psol50.org.br\/o-estrangeiro-e-as-clandestinas\/","title":{"rendered":"O Estrangeiro e as Clandestinas*"},"content":{"rendered":"<div id=\"blocoDadosPrint\"><span id=\"Texto\">A \u201cMenina Zero\u201d (M.O.).<\/p>\n<p>Por esses dias eu lembrei uma hist\u00f3ria triste na qual h\u00e1 muito n\u00e3o pensava.<\/p>\n<p>Era adolescente, \u00e9poca em que explodiu a onda dos Fotologs \u2013 uma esp\u00e9cie de instagram rudimentar, um tanto mais pr\u00f3xima dos blogs, que se iniciavam no mesmo per\u00edodo. Estudava em um col\u00e9gio cat\u00f3lico bastante tradicional, l\u00edamos Capricho, namor\u00e1vamos \u201cs\u00e9rio\u201d e nunca fal\u00e1vamos sobre sexo. Come\u00e7amos uma semana chuvosa com a not\u00edcia da morte de uma menina um ano mais velha que eu. N\u00e3o a conheci pessoalmente nem lembro seu nome, mas era muito amiga de amigas minhas, o que tornou a morte mais pr\u00f3xima. O laudo oficial falava em \u201cinfec\u00e7\u00e3o generalizada\u201d.<\/p>\n<p>Foi uma hist\u00f3ria conturbada, daquelas que com o passar dos anos se tornam quase lendas urbanas e que nos dias que seguiram o vel\u00f3rio levantou in\u00fameras conspira\u00e7\u00f5es pelos corredores. Diziam as amigas que ela tinha um namorado problem\u00e1tico, falavam em drogadi\u00e7\u00e3o. N\u00e3o sei quem era, se era mal sujeito, ou se n\u00e3o gostavam dele porque n\u00e3o fazia parte dos nossos c\u00edrculos. O pai da menina morrera dias antes, um ataque card\u00edaco fulminante. Era jovem ainda, n\u00e3o devia ter cinquenta anos. No dia do enterro, o ex-namorado invadiu o fotolog da menina e postou uma imagem de sapatinhos de tric\u00f4, daqueles de beb\u00ea. Os menos chegados e mais fofoqueiros que estiveram presentes no vel\u00f3rio relataram um corpo inchado, sobretudo no abdome. E logo se espalhou da forma mais desonesta poss\u00edvel o rumor de que M.O. fizera um aborto.<\/p>\n<p>Lembro da rea\u00e7\u00e3o de minhas amigas \u2013 nossas amigas \u2013 negando a hist\u00f3ria, e achando o mais absurdo do mundo a difama\u00e7\u00e3o que sofria a morta. Para mim, ambos buscavam anular a exist\u00eancia daquela menina: os que a condenavam \u2013 e que foram c\u00famplices desse assassinato; e as que julgavam proteger, quando negavam a essa jovem mulher o direito da escolha e arb\u00edtrio sobre seu corpo. Mais uma camuflada na cifra dos abortos clandestinos no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Das poucas men\u00e7\u00f5es ao debate do aborto que me lembro nos tempos de col\u00e9gio, nenhuma trazia dados, posi\u00e7\u00f5es distintas, textos de apoio. Foram homens, p\u00e1rocos, professores de Ensino Religioso, que de maneira cretina passavam de rasp\u00e3o sobre o tema evitando pol\u00eamica; mas ideologicamente certeiros para carimbar a posi\u00e7\u00e3o: o aborto \u00e9 um crime contra a vida. No limite, ela(s) merecia(m) morrer?<\/p>\n<p>E o que mais me instiga, j\u00e1 longe de Santa Catarina f\u00edsica e moralmente, era saber que essa menina, a amiga da minha amiga que estudava ali, na sala ao lado, \u00e9 o ponto fora da curva na estat\u00edstica alta de mortes decorrentes de abortamento no Brasil. Ela tinha todas as condi\u00e7\u00f5es financeiras e acesso a equipamento hospitalar para recorrer a um procedimento seguro e an\u00f4nimo. Quem sabe hoje estaria se formando na faculdade, aceitando um pedido de casamento. Planejando, agora sim, engravidar.<\/p>\n<p>Quantas naqueles col\u00e9gios \u2013 nesses col\u00e9gios tradicionais catarinenses \u2013 n\u00e3o deveriam ter feito um aborto? Ou pensado sobre isso num eventual atraso da menstrua\u00e7\u00e3o? Distante, a morte me parece a consequ\u00eancia l\u00f3gica de outra hist\u00f3ria do mesmo per\u00edodo, da menina que esperou o oitavo m\u00eas de gesta\u00e7\u00e3o e uma consulta ginecol\u00f3gica for\u00e7ada pela m\u00e3e \u2013 preocupada com a interrup\u00e7\u00e3o abrupta no ciclo menstrual da filha \u2013 para se declarar gr\u00e1vida.<\/p>\n<p>Se o sexo deixa de existir quando n\u00e3o falamos dele, a vida n\u00e3o pode existir tampouco.<\/p>\n<p><strong>A \u201cMulher Zero&#8221;<\/strong><br \/>\nJandira Magdalena dos Santos talvez agora seja n\u00e3o mais que um corpo carbonizado. Ela tinha o dinheiro (quase R$ 5mil) para abortar, mas esbarrou na clandestinidade e agora seu rosto estampa jornais e portais de not\u00edcia.<\/p>\n<p>Jandira \u00e9 uma das cerca de um milh\u00e3o de mulheres brasileiras que decidem interromper a gesta\u00e7\u00e3o. O n\u00famero \u00e9 impreciso devido \u00e0 ilegalidade que impede uma pesquisa mais aprofundada, mas h\u00e1 uns anos, pesquisadoras da UnB (Universidade de Bras\u00edlia) divulgaram um\u00a0<a href=\"http:\/\/www.unb.br\/noticias\/unbagencia\/unbagencia.php?id=3404\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">estudo<\/a>\u00a0interessante sobre o perfil dessas mulheres que optam por realizar um aborto s\u00e3o em sua maioria casadas, crist\u00e3s, t\u00eam mais de trinta anos. As cerca de um milh\u00e3o de mulheres que abortamos no Brasil podemos ser eu, sua irm\u00e3, m\u00e3e, tia. Voc\u00ea.<\/p>\n<p>Pode ser inclusive a vov\u00f3. E de quantas av\u00f3s j\u00e1 ouvi hist\u00f3rias&#8230; N\u00e3o h\u00e1 quem n\u00e3o conhe\u00e7a uma mulher que j\u00e1 fez um aborto. Mas acima da idade; das cren\u00e7as pessoais; do relacionamento est\u00e1vel ou n\u00e3o; de j\u00e1 terem filhos ou n\u00e3o; das condi\u00e7\u00f5es financeiras, o ponto em comum entre todas elas \u00e9 a convic\u00e7\u00e3o de que t\u00eam o direito de ser m\u00e3e. E como direito, essa \u00e9 uma escolha delas, n\u00e3o do Estado ou de qualquer religi\u00e3o. A maternidade n\u00e3o \u00e9 um karma, uma sina, mas uma escolha consciente que as mulheres tomamos. Porque somos sujeitos de nossa pr\u00f3pria hist\u00f3ria. Porque somos gente.<\/p>\n<p><strong>O estrangeiro<\/strong><br \/>\nAssistindo aos debates e ao hor\u00e1rio eleitoral, me senti relendo O estrangeiro, de Albert Camus, em uma vers\u00e3o esteticamente pobre. Aos que nunca leram, ou que por ventura n\u00e3o tenham entendido o texto, se trata da hist\u00f3ria de um homem condenado \u00e0 morte por n\u00e3o enlutar a m\u00e3e. O homem se torna r\u00e9u pelo assassinato de um \u00e1rabe, mas este n\u00e3o passa de um epis\u00f3dio secund\u00e1rio que d\u00e1 corda \u00e0 trama. A a\u00e7\u00e3o principal n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o a sobreposi\u00e7\u00e3o do c\u00f3digo moral individual sobre o plano p\u00fablico, o qual deveria ser regido por um c\u00f3digo aut\u00f4nomo de forma a garantir igualdade de julgamento a todos os indiv\u00edduos, independente de suas convic\u00e7\u00f5es \u00edntimas \u2013 ou antes, as convic\u00e7\u00f5es de seus ju\u00edzes.<\/p>\n<p>O discurso obscurantista que criminaliza e demoniza a Interrup\u00e7\u00e3o Volunt\u00e1ria da Gravidez (IVG) \u00e9 um discurso que criminaliza unicamente as mulheres, como se sua gesta\u00e7\u00e3o fosse fruto de autog\u00eanese. Que submete mesmo aquelas que passam por abortamentos espont\u00e2neos, em hospitais p\u00fablicos e privados de primeira linha, a um atendimento vexat\u00f3rio, negligente. Humilhante. \u00c9 o discurso que coage fam\u00edlias simples de crian\u00e7as estupradas a obrigar essas meninas a seguir com uma gravidez que seus pequenos corpos e mentes infantis n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de gestar. Que dificulta o acesso de uma gestante ao aborto legal \u2013 previsto por lei \u2013 para que possa dar sequ\u00eancia a um tratamento de sa\u00fade emergencial. \u00c9 um discurso de \u00f3dio, que faz das mulheres cidad\u00e3s de segunda categoria. O discurso que diz defender a \u201cvida\u201d, defende que nossa vida, a vida das mulheres, valha menos ou quase nada.<\/p>\n<p>Que fique claro aos que se chocam com os v\u00eddeos enganosos que circulam pela rede: um feto formado vai nascer. Nossa defesa do aborto considera as semanas iniciais da gesta\u00e7\u00e3o, entre 12\u00aa e 14\u00aa, conforme exemplos que temos pelo mundo. Enquanto o embri\u00e3o ainda \u00e9 dependente do corpo da mulher para sobreviver, ou seja, n\u00e3o tem exist\u00eancia aut\u00f4noma. Aos curiosos em saber como se parece, sugiro esse link\u00a0<a href=\"http:\/\/www.thisismyabortion.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p>Legalizar o aborto n\u00e3o \u00e9 for\u00e7ar ningu\u00e9m a violar suas cren\u00e7as pessoais. \u00c9 tratar um grave problema de sa\u00fade p\u00fablica que mata e mutila centenas de mulheres todos os anos, e assegurar dignidade e direito de escolha a todas n\u00f3s.<\/p>\n<p>*Artigo publicado originalmente no blog\u00a0<a href=\"http:\/\/www.chuvaacida.info\/\">Chuva \u00c1cida<\/a>.<\/p>\n<p><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A \u201cMenina Zero\u201d (M.O.). Por esses dias eu lembrei uma hist\u00f3ria triste na qual h\u00e1 muito n\u00e3o pensava. 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