{"id":594,"date":"2012-04-02T00:00:00","date_gmt":"2012-04-02T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/psol50.org.br\/arquivo\/2012\/04\/02\/espanha-depois-da-greve-novo-cenario-social\/"},"modified":"2012-04-02T00:00:00","modified_gmt":"2012-04-02T00:00:00","slug":"espanha-depois-da-greve-novo-cenario-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/psol50.org.br\/espanha-depois-da-greve-novo-cenario-social\/","title":{"rendered":"Espanha: depois da greve, novo cen\u00e1rio social"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><strong><em><a href=\"http:\/\/psol50.org.br\/blog\/2012\/04\/02\/espanha-depois-da-greve-novo-cenario-social\/greveespanha\/\" rel=\"attachment wp-att-14803\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-14803\" src=\"http:\/\/psol50.org.br\/files\/2012\/04\/GreveEspanha.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"219\" \/><\/a>Grande sucesso da paralisa\u00e7\u00e3o traz novos desafios. Como manter a press\u00e3o sem desgastar o movimento? E como controlar epis\u00f3dios violentos?<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por <strong>Albert Recio<\/strong>*, em <em><a href=\"http:\/\/www.sinpermiso.info\/\">Sin Permiso<\/a>\u00a0| <\/em>Tradu\u00e7\u00e3o: <strong>Daniela Frabasile <\/strong>e <strong>Tadeu Breda<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 complicado medir o \u00eaxito ou o fracasso de uma greve geral pela via quantitativa. E a avalia\u00e7\u00e3o muda se levamos em considera\u00e7\u00e3o o contexto da greve e a forma em que foi produzida. A avalia\u00e7\u00e3o quantitativa \u00e9 dif\u00edcil porque n\u00e3o existe maneira de contar quem aderiu \u00e0 greve, quem trabalhou para cumprir a cota m\u00ednima de servi\u00e7os essenciais ou por coa\u00e7\u00e3o direta do empresariado, quem n\u00e3o trabalhou devido \u00e0 a\u00e7\u00e3o coletiva e quem foi ao trabalho apelando para alguma justificativa individual. A \u00fanica possibilidade de paralisar totalmente um pa\u00eds \u00e9 fazendo um lock-out patronal, uma esp\u00e9cie de greve dos empres\u00e1rios, apoiada pelo governo. As verdadeiras greves gerais s\u00e3o sempre paralisa\u00e7\u00f5es parciais, que permitem medir o grau de mal-estar, de mobiliza\u00e7\u00e3o e de apoio que a proposta dos sindicatos conseguiu alcan\u00e7ar entre as classes trabalhadoras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por\u00e9m, se colocamos nossa aten\u00e7\u00e3o \u00e0s condi\u00e7\u00f5es em que ocorreu a greve e a seu processo de constru\u00e7\u00e3o, fica claro que a mobiliza\u00e7\u00e3o ocorrida na Espanha no dia 29 de mar\u00e7o foi um enorme sucesso. N\u00e3o s\u00f3 porque os \u00edndices de paralisa\u00e7\u00e3o foram altos entre os setores que tradicionalmente se mobilizam \u2014 ind\u00fastria, transporte p\u00fablico etc. \u2014, mas tamb\u00e9m porque repercutiu bastante na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. O coletivo <a href=\"http:\/\/www.economistasfrentealacrisis.com\/\">Economistas frente a la Crisis<\/a> avaliou que o consumo el\u00e9trico nas atividades econ\u00f4micas espanholas experimentou uma queda de 87,7% no dia da greve, em compara\u00e7\u00e3o com dias normais de trabalho e tamb\u00e9m com feriados previstos pelo calend\u00e1rio. O dado \u00e9 bastante significativo daquilo que muitas pessoas perceberam: foi uma mobiliza\u00e7\u00e3o importante. Os meios de comunica\u00e7\u00e3o dizem que o sucesso da greve foi parcial, pois o com\u00e9rcio abriu as portas generalizadamente \u2014 o que mostra o baixo impacto da paralisa\u00e7\u00e3o. Mas \u00e9 bem conhecido que no com\u00e9rcio coexistem empresas familiares, pequenas empresas e grandes companhias que praticam sistematicamente atividades antissindicais. S\u00e3o lojas como El Corte Ingl\u00e9s ou Caprabo, que acumulam uma s\u00e9rie de condena\u00e7\u00f5es por viola\u00e7\u00f5es de direitos trabalhistas e coletivos, e que assumiram o boicote \u00e0 greve como um objetivo irredut\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A greve geral do dia 29 de mar\u00e7o foi convocada \u00e0s pressas para \u201cesquentar os motores\u201d, e sofreu com novos epis\u00f3dios de persegui\u00e7\u00e3o aos sindicatos na imprensa reacion\u00e1ria e um aut\u00eantico apag\u00e3o informativo nos meios \u201cliberais\u201d. Teve que enfrentar o insistente argumento de que a greve \u00e9 in\u00fatil, vencer a press\u00e3o pol\u00edtica e simb\u00f3lica das autoridades europeias, peitar o insistente discurso que diz que \u201cn\u00e3o h\u00e1 alternativas\u201d e que devemos assumir as medidas de austeridade com bom humor\u2026 Apesar de tudo isso \u2014 e das desconfian\u00e7as que os sindicatos majorit\u00e1rios provocam numa parte expressiva da cidadania ativa \u2014, a mobiliza\u00e7\u00e3o foi impressionante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O tom definitivo da greve foi dado pelas massivas manifesta\u00e7\u00f5es que ocorreram \u00e0 tarde, n\u00e3o s\u00f3 em Madri e Barcelona, mas em muitas cidades menores onde a convocat\u00f3ria teve um \u00eaxito not\u00e1vel. Qualquer um que se lembre de greves anteriores recordar\u00e1 que a manifesta\u00e7\u00e3o da tarde era s\u00f3 o encontro dos ativistas mais mobilizados. No dia 29, por\u00e9m, o protesto vespertino serviu para calar as vozes de todos os que pretendiam afirmar que a greve havia fracassado. N\u00e3o foi causalidade. Os manifestantes que participaram de atividades ao longo do dia diziam que as a\u00e7\u00f5es da manh\u00e3, os piquetes informativos nos bairros e as concentra\u00e7\u00f5es locais j\u00e1 haviam reunido muita gente e superado as expectativas. As manifesta\u00e7\u00f5es da tarde de 29 de mar\u00e7o de 2012 mostram a continuidade de um processo mobilizador que come\u00e7ou em maio do ano passado e que \u2014 convocadas pelos Indignados ou sindicatos e organiza\u00e7\u00f5es sociais tradicionais \u2014 levaram \u00e0s ruas centenas de milhares de pessoas. Se, por um lado, passamos da crise financeira \u00e0 depress\u00e3o generalizada e ao roubo de direitos sociais, por outro se produziu uma mudan\u00e7a: o povo deixou de esperar e partiu para a mobiliza\u00e7\u00e3o ativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Essa mudan\u00e7a se deu<\/strong> pela soma de muitos fatores. Ao lado da mobiliza\u00e7\u00e3o oriunda das organiza\u00e7\u00f5es tradicionais, especialmente dos sindicatos, houve um ganho de consci\u00eancia por parte da popula\u00e7\u00e3o, que percebeu que as pol\u00edticas neoliberais adotadas por diversos governos constituem um ataque aos direitos trabalhistas e sociais, \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de vida dos cidad\u00e3os e ao pr\u00f3prio papel organizacional e institucional do Estado. O cinismo com que o patronato firmou um pacto pelo emprego poucos dias antes da aprova\u00e7\u00e3o de uma reforma laboral que n\u00e3o criaria novos postos de trabalho, mereceria por si mesmo uma resposta contundente. A reforma fecha muitas portas aos sindicatos, e \u00e9 em si mesma uma declara\u00e7\u00e3o de guerra \u00e0 a\u00e7\u00e3o sindical e uma amea\u00e7a ao resto dos direitos trabalhistas ainda vigentes. Pode-se criticar a atua\u00e7\u00e3o dos sindicatos como excessivamente ziguezagueante, contradit\u00f3ria, mas n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que nos \u00faltimos meses os sindicalistas promoveram uma s\u00e9rie de mobiliza\u00e7\u00f5es (contra a reforma da Constitui\u00e7\u00e3o, os cortes de verba, o emprego p\u00fablico) e iniciativas que elevaram a participa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e a a\u00e7\u00e3o coletiva. Al\u00e9m disso, \u00e9 preciso lembrar \u2014 e n\u00e3o \u00e9 pouco \u2014 que se uniram \u00e0 convocat\u00f3ria geral todos os sindicatos minorit\u00e1rios, o que permitiu olhar para a greve como uma resposta aut\u00eantica de classe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por outro lado, o surgimento dos Indignados \u2014 com todas as suas contradi\u00e7\u00f5es e discursos amb\u00edguos, mas com n\u00edvel not\u00e1vel de ativismo social \u2014 constituiu um importante sopro de energia, de renova\u00e7\u00e3o e de politiza\u00e7\u00e3o para setores desencantados ou alheios \u00e0 a\u00e7\u00e3o coletiva. Suas mobiliza\u00e7\u00f5es tiveram momentos de \u00eaxito, e a persist\u00eancia de grupos locais gerou uma nova rede organizacional que \u00e0s vezes compete e \u00e0s vezes coopera com as velhas estruturas de mobiliza\u00e7\u00e3o. Em Barcelona, essa rede foi a principal condutora dos piquetes de greve nos bairros, ainda que, em muitos deles, tenham contado com a participa\u00e7\u00e3o de associa\u00e7\u00f5es de bairro e, nuns poucos, onde j\u00e1 existe uma velha tradi\u00e7\u00e3o de ativismo organizado, tenham se incorporado a comit\u00eas unit\u00e1rios mais amplos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Existe um processo social que favorece a mobiliza\u00e7\u00e3o massiva e a heterogeneidade social que se percebe nas grandes manifesta\u00e7\u00f5es. At\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s, a segmenta\u00e7\u00e3o social que divide a popula\u00e7\u00e3o assalariada se refletia em uma forte diferencia\u00e7\u00e3o de comportamentos frente \u00e0s grandes convoca\u00e7\u00f5es. A maior parte das greves gerais anteriores eram, fundamentalmente, greves dos trabalhadores manuais, greves \u201coper\u00e1rias\u201d, com pouca participa\u00e7\u00e3o de empregados p\u00fablicos e empregados de colarinho branco. Os ataques \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de trabalho dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos e os cortes de gastos em sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o est\u00e3o contribuindo para gerar outra percep\u00e7\u00e3o social, assim como a brutal falta de expectativa de trabalho para a juventude educada e a extens\u00e3o de empregos prec\u00e1rios. As pol\u00edticas neoliberais est\u00e3o atingindo muito mais gente, est\u00e3o mostrando de forma mais forte a diferen\u00e7a radical entre capital e trabalho, e est\u00e3o destruindo parte das estruturas que sustentavam as classes m\u00e9dias assalariadas. Ainda que incipiente, a brutalidade da crise abre as portas para uma reconstru\u00e7\u00e3o do sujeito coletivo, da autorrepresenta\u00e7\u00e3o da classe oper\u00e1ria como um grupo social diferenciado. \u00c9, sem d\u00favida, um processo em andamento (por exemplo, destaca-se a maior presen\u00e7a dos professores em rela\u00e7\u00e3o a profissionais de sa\u00fade nas mobiliza\u00e7\u00f5es mais recentes) e contradit\u00f3rio, mas que deve ser considerado seriamente na hora de elaborar propostas, mobiliza\u00e7\u00f5es e discurso social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>O resultado do processo<\/strong> depende da intelig\u00eancia e da capacidade de seus atores para desenvolver um novo processo social. A curto e m\u00e9dio prazo, a quest\u00e3o fundamental \u00e9 como prosseguir com a mobiliza\u00e7\u00e3o. Parece claro que as elites no poder, em todos os n\u00edveis, est\u00e3o dispostas a sustentar com intransig\u00eancia suas propostas. E que n\u00e3o v\u00e3o ceder por causa de umas poucas manifesta\u00e7\u00f5es \u2014 nesse sentido, a Gr\u00e9cia mostra o caminho. Os poderosos contam com o esgotamento e des\u00e2nimo do povo para conduzi-lo \u00e0 rendi\u00e7\u00e3o final. Por isso \u00e9 t\u00e3o crucial saber escolher um caminho de mobiliza\u00e7\u00e3o que seja capaz de resistir ao desgaste, mas que mantenha a tens\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 solu\u00e7\u00e3o f\u00e1cil para este dilema. E \u00e9 poss\u00edvel que flores\u00e7am as respostas dispersivas, desagregadoras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A insistente exig\u00eancia dos sindicatos em pedir espa\u00e7os de negocia\u00e7\u00e3o com o governo parece mais dirigida a neutralizar as bases sociais que est\u00e3o de acordo com a ordem das coisas \u2014 e n\u00e3o a mobilizar os trabalhadores. S\u00e3o incompreens\u00edveis quando \u00e9 evidente que as elites n\u00e3o est\u00e3o nem um pouco a fim de negociar nada seriamente. Geram ressentimento nos aliados mais distantes e n\u00e3o esclarecem o que parece crucial ao movimento: explicar bem \u00e0 sociedade quais s\u00e3o as linhas que nenhum pa\u00eds decente pode ultrapassar; explicar muito bem quais s\u00e3o as contradi\u00e7\u00f5es, as injusti\u00e7as, as incoer\u00eancias das pol\u00edticas atuais; explicar bem as propostas b\u00e1sicas de regula\u00e7\u00e3o que devemo ser impostas. Os sindicatos s\u00f3 poder\u00e3o ampliar sua legitimidade em setores sociais que devem ser seus aliados naturais gerando propostas claras em suas pr\u00f3prias bases, especialmente numa conjuntura em que a negocia\u00e7\u00e3o a portas fechadas parece mais uma via aberta \u00e0 concess\u00e3o sem contrapartidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por\u00e9m, o sucesso da greve geral n\u00e3o pode fazer-nos pensar que a ideia de uma mobiliza\u00e7\u00e3o permanente \u00e9 um caminho poss\u00edvel. A greve geral \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o custosa, dif\u00edcil. \u00c9 optar sempre pela ofensiva geral. Os ativistas mais decididos est\u00e3o sempre correndo o risco de ignorar os custos, de esquecer-se do desgaste que se produz entre as pessoas que n\u00e3o concordam totalmente com suas propostas. Deixam se lembrar-se, tamb\u00e9m, que a pr\u00f3pria classe trabalhadora est\u00e1 num n\u00edvel tal de vulnerabilidade (desemprego, endividamento, precariedade) que suas for\u00e7as se veem limitadas. Seria bom que todas as partes prejudicadas pela crise reconhecessem pelo menos um m\u00e1ximo denominador comum e se dedicassem a elaborar propostas para levar a cabo uma campanha de mobiliza\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel, que avancem no estabelecimento de propostas compartilhadas e que abram espa\u00e7os de confian\u00e7a e unidade. Essa \u00e9 uma tarefa urgente e necess\u00e1ria para todas as pessoas que lideram, promovem e animam organiza\u00e7\u00f5es e campanhas, que continuam pensando que \u00e9 necess\u00e1rio opor-se \u00e0 barb\u00e1rie atual. Come\u00e7ando pelos principais l\u00edderes sindicais e seguindo por toda o conjunto de ativistas dos diversos movimentos sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>O \u00fanico ponto negativo<\/strong> que a direito conseguiu explorar foram as a\u00e7\u00f5es violentas que ocorreram em Barcelona \u2014 uma viol\u00eancia mais simb\u00f3lica que real, mas totalmente gratuita e injustificada. Queimar lixeiras \u00e9 um ato que sequer possui o simbolismo que poderia ter o inc\u00eandio de carros ou o ataque a lojas de luxo que ocorreram em outros tempos. Trata-se simplesmente de pensar que o conflito com a pol\u00edcia tem significado em si mesmo. Tampouco tem a ver com os piquetes de greve, que agem como for\u00e7a coletiva que estende e d\u00e1 visibilidade a si mesma. Infelizmente, alguns grupelhos frequentemente aparecem nas grandes mobiliza\u00e7\u00f5es e provocam distor\u00e7\u00f5es. Permitem, assim, a cria\u00e7\u00e3o de uma cortina de fuma\u00e7a que n\u00e3o apenas oculta a viol\u00eancia patronal, a coa\u00e7\u00e3o individual praticada contra milhares de trabalhadores para que n\u00e3o aderissem \u00e0 greve, mas tamb\u00e9m impede observar os excessos cometidos pela pol\u00edcia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Com certeza, muitos manifestantes pac\u00edficos ficaram indignados ao ver as lixeiras em chamas. Por\u00e9m, muitos tamb\u00e9m sofreram com os cassetetes met\u00e1licos e gases lacrimog\u00eaneos utilizados pelas for\u00e7as de ordem catal\u00e3s \u2014 que, mais uma vez, mostraram despreparo para lidar com esse tipo de situa\u00e7\u00e3o. E muitos ainda nos perguntamos: como \u00e9 poss\u00edvel que a pol\u00edcia n\u00e3o realize uma a\u00e7\u00e3o preventiva eficaz, se tais grupos est\u00e3o t\u00e3o identificados como diz o governo da Catalunha? Em todo caso, o agravamento das condi\u00e7\u00f5es sociais d\u00e1 asas a novas respostas violentas e obriga a pensar alternativas que impe\u00e7am que as imagens apelativas sirvam para ocultar o debate necess\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>A greve geral de<\/strong> 29 de mar\u00e7o foi um sucesso. E dever\u00edamos come\u00e7ar parabenizando todas as pessoas que trabalharam para isso, que demonstraram que a diferen\u00e7a pode conviver com a unidade, que as pol\u00edticas neoliberais merecem recha\u00e7o massivo, que somos milh\u00f5es de pessoas que acreditamos numa sociedade mais justa. O \u00eaxito da greve deve fazer com que sigamos lutando para construir um amplo movimento de resposta, para fortalecer a unidade contra a minoria social que segue enxergando o mundo como uma propriedade particular e as pessoas, como escravos de seus interesses. Sindicalistas e ativistas trabalhamos lado a lado para que a greve acontecesse. Devemos consider\u00e1-la um est\u00edmulo para dar novos passos, produzir consensos e encontrar novos caminhos de transforma\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>(*) <strong>Albert Recio<\/strong> \u00e9 professor de economia aplicada na Universidade Aut\u00f4noma de Barcelona<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Grande sucesso da paralisa\u00e7\u00e3o traz novos desafios. Como manter a press\u00e3o sem desgastar o movimento? E como controlar epis\u00f3dios violentos? 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