{"id":9655,"date":"2014-05-08T00:00:00","date_gmt":"2014-05-08T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/psol50.org.br\/arquivo\/2014\/05\/08\/escravidao-em-tempos-modernos\/"},"modified":"2014-05-08T00:00:00","modified_gmt":"2014-05-08T00:00:00","slug":"escravidao-em-tempos-modernos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/psol50.org.br\/escravidao-em-tempos-modernos\/","title":{"rendered":"Escravid\u00e3o em tempos modernos*"},"content":{"rendered":"<p class=\"western\" style=\"margin-top: 0cm; margin-bottom: 0cm; font-weight: normal; text-align: justify;\">\n\t<span style=\"font-size:12px;\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><strong><font color=\"#000000\"><span style=\"font-weight: normal;\">Ap\u00f3s 13 horas golpeando o canavial da fazenda com seu fac\u00e3o, o negro Rom\u00e1rio chega, sob os \u00faltimos raios de Sol, ao barraco min\u00fasculo onde vive trancafiado com outros tr\u00eas homens, igualmente escravizados e negros. O espa\u00e7o n\u00e3o tem janela, \u00e1gua tratada e conta apenas com duas camas. Apesar disso, ele precisa comer os restos que o capataz lhe oferece e descansar: \u00e0s 4 horas do dia seguinte, a labuta recome\u00e7a. Se resistir, ser\u00e1 agredido com chicotadas e pauladas.<\/span><\/font><\/strong><\/font><\/p>\n<p>\tA cena poderia estar registrada no di\u00e1rio de algum cronista que passou pelo Brasil colonial no s\u00e9culo XVII e visitou engenhos de a\u00e7\u00facar no Rec\u00f4ncavo Baiano ou no litoral de Pernambuco. Infelizmente, n\u00e3o \u00e9 o caso. Embora subjugados pela mis\u00e9ria, Rom\u00e1rio Rosa e seus companheiros de lida eram homens livres at\u00e9 chegarem a uma fazenda na localidade de Angelim, em S\u00e3o Fidelis, no Norte Fluminense. Enganados pelo propriet\u00e1rio, foram escravizados por mais de dez anos. No dia 26 de abril, a pol\u00edcia prendeu tr\u00eas pessoas: o fazendeiro, seu filho e o capataz.<\/p>\n<p>\tEssa hist\u00f3ria pavorosa lembra uma passagem do livro \u201cForma\u00e7\u00e3o do Brasil Contempor\u00e2neo\u201d, de Caio Prado Jr., publicado em 1942: \u201co passado, aquele passado colonial, a\u00ed ainda est\u00e1, e bem saliente; em parte modificado, \u00e9 certo, mas presente em tra\u00e7os que n\u00e3o se deixam iludir\u201d. Nenhum pa\u00eds convive tanto tempo com a escravid\u00e3o impunemente.<\/p>\n<p>\tS\u00e3o Fidelis n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o. Entre 1995 e 2012, fiscais do Minist\u00e9rio do Trabalho resgataram 44.415 pessoas submetidas a condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas ao regime escravista. No \u00faltimo relat\u00f3rio produzido, a maior quantidade de flagrantes ocorreu no Par\u00e1, onde foram encontrados 563 trabalhadores. O estado foi seguido por Minas Gerais, com 394, e Tocantins (321). No Rio de Janeiro, foram registrados 14 casos dos 2.750 verificados no pa\u00eds. Apesar dessa trag\u00e9dia, a PEC do Trabalho Escravo se arrasta no Congresso Nacional h\u00e1 inacredit\u00e1veis 15 anos, gra\u00e7as ao lobby dos ruralistas. Eles resistem porque a proposta prev\u00ea a desapropria\u00e7\u00e3o de terras onde haja trabalho escravo.<\/p>\n<p>\tO Rio de Janeiro esteve no topo do ranking em 2009, quando 521 pessoas foram resgatadas em cinco estabelecimentos. A maior parte delas vivia em fazendas de cana em Campos dos Goytacazes. Os n\u00fameros chocam, mas a situa\u00e7\u00e3o persiste. Em 2010, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal denunciou \u00e0 1\u00aa Vara Federal de Campos seis gestores da usina a\u00e7ucareira Santa Cruz pelo crime. Os trabalhadores tiveram as carteiras de trabalho retidas e n\u00e3o recebiam devidamente seus sal\u00e1rios. No ano seguinte, uma opera\u00e7\u00e3o conjunta do Minist\u00e9rio do Trabalho, do Minist\u00e9rio P\u00fablico e da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal flagrou 20 pessoas \u2013 entre elas cinco menores \u2013 trabalhando em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas na Fazenda Lagoa Limpa.<\/p>\n<p>\tPassamos pelos per\u00edodos colonial, imperial e republicano sem enfrentar a quest\u00e3o agr\u00e1ria. Herdamos uma estrutura excludente e concentradora de riquezas, mas n\u00e3o realizamos a reforma que poderia diminuir as injusti\u00e7as no campo e as press\u00f5es migrat\u00f3rias para as cidades. A consequ\u00eancia n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o trabalho escravo, mas o crescimento da viol\u00eancia nas \u00e1reas rurais, motivada por conflitos fundi\u00e1rios. Segundo o Relat\u00f3rio Anual Conflitos do Campo Brasil 2012, da Comiss\u00e3o Pastoral da Terra, houve um crescimento de 24% no n\u00famero de homic\u00eddios e de 102% nas tentativas de assassinatos, entre 2011 e 2012. A quantidade de fam\u00edlias v\u00edtimas de crimes de pistolagem subiu de 15.456 para 19.968 (30%).<\/p>\n<p>\t<font color=\"#000000\"><font face=\"Arial, sans-serif\">Apesar dos exemplos, a nossa heran\u00e7a escravocrata n\u00e3o se restringe ao campo. Ela impregna as institui\u00e7\u00f5es, o acesso a direitos fundamentais, as nossas rela\u00e7\u00f5es cotidianas mais banais. Como escreveu Caio Prado, aquele passado colonial ainda est\u00e1 presente naqueles quartinhos apertados constru\u00eddos nos fundos dos apartamentos; na resist\u00eancia em reconhecer os direitos trabalhistas das empregadas dom\u00e9sticas; na proibi\u00e7\u00e3o de uma bab\u00e1 entrar num clube da Zona Sul sem seu distintivo uniforme; na criminaliza\u00e7\u00e3o do funk; no \u00eaxtase provocado pelo justi\u00e7amento de um adolescente acorrentado a um poste; no assassinato de jovens negros nas favelas; na nega\u00e7\u00e3o da humanidade da massa carcer\u00e1ria brasileira&#8230; <\/font><\/font><\/span><\/p>\n<p>\t*<em>Artigo publicado originalmente no jornal O Globo<\/em>.<\/p>\n<p>\t&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s 13 horas golpeando o canavial da fazenda com seu fac\u00e3o, o negro Rom\u00e1rio chega, sob os \u00faltimos raios de Sol, ao barraco min\u00fasculo onde vive trancafiado com outros tr\u00eas homens, igualmente escravizados e negros. 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