{"id":9775,"date":"2015-03-13T00:00:00","date_gmt":"2015-03-13T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/psol50.org.br\/arquivo\/2015\/03\/13\/o-pt-e-seu-eterno-retorno\/"},"modified":"2015-03-13T00:00:00","modified_gmt":"2015-03-13T00:00:00","slug":"o-pt-e-seu-eterno-retorno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/psol50.org.br\/o-pt-e-seu-eterno-retorno\/","title":{"rendered":"O PT e seu eterno retorno"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<span style=\"font-family:arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12px;\">Os primeiros meses do governo Dilma 2.0 seguem criando grande como\u00e7\u00e3o, algumas preocupa\u00e7\u00f5es genu\u00ednas e uma enorme quantidade de obras-primas para o anedot\u00e1rio pol\u00edtico nacional. Como se sabe, n\u00e3o apenas o inferno s\u00e3o os outros, como diria Sartre, mas o analfabetismo pol\u00edtico, como diria Brecht, tamb\u00e9m. A ignor\u00e2ncia alheia \u00e9 sempre um ant\u00eddoto suficientemente eficaz para jogar responsabilidades, an\u00e1lises equivocadas e atitudes question\u00e1veis para debaixo do tapete. Regimes pol\u00edticos foram criados baseados nesta premissa \u2013 muitos autores j\u00e1 desvendaram o elitismo por tr\u00e1s do pr\u00f3prio sistema representativo. Nos piores momentos, justificou regimes autocr\u00e1ticos, ditaduras e genoc\u00eddios.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tNo Brasil atual, o inferno e o analfabetismo pol\u00edtico definitivamente s\u00e3o os outros. A m\u00eddia, a burguesia golpista, a classe m\u00e9dia, a academia, meus vizinhos despolitizados, quando n\u00e3o fascistas mesmo. Eduardo Cunha, Renan, os privatistas, FHC e por a\u00ed vai. A autocr\u00edtica nunca foi um forte da esquerda brasileira. Alguns foram at\u00e9 fundados no negacionismo e o sustentam at\u00e9 hoje, do estalinismo ao aquecimento global.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\t<strong>PT, um passo pra frente e dois pra tr\u00e1s<\/strong><br \/>\n\tInvertendo a velha m\u00e1xima marxista, o PT deu um passo para frente ao vencer a elei\u00e7\u00e3o de 2014 com um \u201cprograma\u201d \u2013 a rigor, n\u00e3o havia programa de governo, mas um apanhado de marquetagem \u2013 e deu dois para tr\u00e1s ao assumir o ajuste fiscal proposto pelo advers\u00e1rio. N\u00e3o foi muito diferente do que passou o pr\u00f3prio FHC em 1999, o que motivou \u2013 pasmem! \u2013 um artigo de Tarso Genro propondo seu impeachment. O Fora FHC \u00e9 at\u00e9 hoje considerado um dos momentos de brilho intenso das \u201cbandeiras hist\u00f3ricas\u201d do PT, apesar de passar longe do republicanismo que Genro hoje defende.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tAssim, o partido incorpora o eufemismo do \u201cterceiro turno\u201d e assume de vez que cidad\u00e3o serve para votar a cada dois anos, e no meio tempo reclama\u00e7\u00e3o \u00e9 tentativa de golpe. Ou, parafraseando blogueiros neoconvertidos, para quem serve o alarmismo? A\u00ed vale tudo, at\u00e9 defender empreiteiros pegos na m\u00e3o grande. Talvez sejam eles novos her\u00f3is do Brasil, como disse certa vez Lula sobre nossos l\u00edmpidos usineiros? Nestes momentos, soa coerente que Luiz Carlos Bresser-Pereira seja ungido ao revelar que a elite tem \u00f3dio ao PT. Ele, que nunca fez uma autocr\u00edtica sobre as privatiza\u00e7\u00f5es que comandou sob FHC, cabe perfeitamente ao momento petista.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tQuando \u00e9 dif\u00edcil governar e a economia mundial n\u00e3o ajuda \u00e9 que se veem os estadistas. Menos aqui, onde a esquerda \u00e9 feita de Thiagos Silvas que n\u00e3o sabem que a pol\u00edtica, assim como o futebol, \u00e9 jogo r\u00edspido, mesmo que com regras. Quando o esbarr\u00e3o \u00e9 forte grita-se, inocentemente: falta! Golpe? Mas o desafio \u00e0 l\u00f3gica \u00e9 sempre um movimento arriscado. \u00c0s vezes o analfabeto pol\u00edtico resolve come\u00e7ar a pensar com os argumentos que tem \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o. Como a esquerda hoje n\u00e3o tem nenhum, alguns falam em fazer a \u201cbatalha da comunica\u00e7\u00e3o\u201d, mas s\u00f3 se esquecem de dizer pelo que se deve batalhar. Lava-jato, ajuste fiscal e esquemas com Baruscos e Paulinhos n\u00e3o foram cria\u00e7\u00f5es da m\u00eddia, at\u00e9 onde se sabe.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tN\u00e3o que a m\u00eddia ou uma parte relevante da classe m\u00e9dia-alta brasileira n\u00e3o tenham suas predile\u00e7\u00f5es, preconceitos e udenismos e, a partir deles, m\u00e9todos question\u00e1veis que, em \u00faltima inst\u00e2ncia, s\u00e3o constitutivos do nosso capitalismo perif\u00e9rico. Doze anos depois de chegar ao poder, a esquerda brasileira, no entanto, recorre ao mesmo expediente, confundindo manifesta\u00e7\u00f5es que, gostemos ou n\u00e3o, s\u00e3o leg\u00edtimas em uma democracia \u2013 o que n\u00e3o nos impede de reneg\u00e1-las ou consider\u00e1-las grosseiras \u2013, com golpismo, o que tem, como ess\u00eancia, a vitimiza\u00e7\u00e3o do partido no poder e, evidentemente, de seus burocratas.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\t<strong>PT, Planalto e uma desastrosa articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica<\/strong>&nbsp;<br \/>\n\tComo se diz no jarg\u00e3o popular, h\u00e1 males que v\u00eam para o bem. No caso do PT, h\u00e1 males que vieram para o mal mesmo. O afastamento compuls\u00f3rio da antiga burocracia partid\u00e1ria, resultado do julgamento do mensal\u00e3o, poderia ter produzido uma renova\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria, uma profunda mirada autocr\u00edtica e a busca por solu\u00e7\u00f5es arejadas e democr\u00e1ticas, em sintonia com as aspira\u00e7\u00f5es pol\u00edticas de um novo momento, de novos interlocutores. Mas o \u00fanico resultado desse processo foi a acomoda\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria de v\u00e1rias correntes e a ascens\u00e3o de quadros de segundo escal\u00e3o talhados nas mesmas pr\u00e1ticas e sem a metade da capacidade de an\u00e1lise de conjuntura e gest\u00e3o de crises.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\t\u00c9 o que vemos hoje nas manifesta\u00e7\u00f5es dos atuais dirigentes do partido e na desastrosa articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do Planalto. O resultado do v\u00e1cuo pol\u00edtico s\u00f3 poderia ser a retomada do messianismo neopetista em torno de Lula. Curiosamente, \u00e9 o pragmatismo do ex-presidente que pode resolver a crise pol\u00edtica instalada em Bras\u00edlia \u2013 o ex-presidente acreditava, por exemplo, que compor com Eduardo Cunha na elei\u00e7\u00e3o para a presid\u00eancia da C\u00e2mara era a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel, no que n\u00e3o foi atendido pelo comissariado dilmista. Agora, ele defende que se volte a dar espa\u00e7o ao PMDB, justamente o que a esquerda que sabe divagar, mas n\u00e3o sabe governar, n\u00e3o quer. Contra a realidade, a aventura chinagliana.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tMas o fato \u00e9 que Lula, apesar de ter se tornado nos \u00faltimos anos uma p\u00e1lida lembran\u00e7a do ex-l\u00edder sindical que em 1979 convenceu uma massa radicalizada de oper\u00e1rios do ABC paulista a terminar uma greve sem ganhos reais e ainda saiu ovacionado do palco, \u00e9 o que melhor se pode esperar no momento &#8211; mesmo que suas diatribes em eventos p\u00fablicos com baixa ades\u00e3o e pautas question\u00e1veis ajudem a contaminar o ambiente pol\u00edtico e a alastrar o difuso sentimento antipetista, que toma rapidamente as classes, de cima a baixo. A sensa\u00e7\u00e3o de que navegamos sem b\u00fassola \u00e9 geral.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\t<strong>\u201cN\u00f3s contra eles\u201d? &nbsp;\u00c9 a vez da classe m\u00e9dia, m\u00e9dia-baixa, nova classe m\u00e9dia e a classe trabalhadora<\/strong><br \/>\n\tAto cont\u00ednuo, n\u00e3o h\u00e1 nada em que o petismo atual se apegue mais do que o dirigismo e, portanto, seus l\u00edderes curtidos no novo\/velho sindicalismo. Assim chegamos ao \u201cn\u00f3s contra eles\u201d. O problema \u00e9: quem somos \u201cn\u00f3s\u201d? Uma parte significativa da classe m\u00e9dia j\u00e1 foi petista, assim como S\u00e3o Paulo \u00e9 o ber\u00e7o do partido e j\u00e1 elegeu tr\u00eas prefeitos da legenda e uma infinidade pelas grandes cidades do estado. Em breve, estaremos dizendo que a classe m\u00e9dia-baixa e a antiga classe trabalhadora tamb\u00e9m foram. A \u201cnova classe m\u00e9dia\u201d \u00e9 a bola da vez, vendo os ganhos materiais que tiveram nos governos Lula estagnando e virando belas faturas de cart\u00e3o de cr\u00e9dito em sentido contr\u00e1rio ao poder de compra dos sal\u00e1rios. Vaccari somos todos?<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tJunte-se a isso as restri\u00e7\u00f5es ao Fies e ao Prouni, o corte no or\u00e7amento do Pronatec e o&nbsp;<a href=\"http:\/\/passapalavra.info\/2015\/03\/103142\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ataque ao seguro-desemprego<\/a>&nbsp;que afetar\u00e1, sobretudo, os mais jovens, parcela mais atingida pela rotatividade. O programa de financiamento estudantil, que cresceu 400% nos anos Dilma, agora esfriou e faculdades privadas \u201cfiesdependentes\u201d j\u00e1 cancelam matr\u00edculas, adiam o in\u00edcio das aulas e cobram de quem permanece. O lulismo vai sendo encoberto pelo deserto de ideias e pela queima r\u00e1pida e gradual do capital pol\u00edtico acumulado de 2003 a 2008.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tHoje, \u201csomos os pobres\u201d, a massa pauperizada que melhorou de vida e que, dizem, atrapalha as filas nos aeroportos e nos shoppings. Este lugar-comum j\u00e1 foi mais utilizado, quando o d\u00f3lar ainda n\u00e3o chegava a R$ 2,50 e \u201ctodo mundo\u201d viajava de avi\u00e3o. Mas o Datafolha nos diz que 36% das pessoas com renda de at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos e 46% das pessoas com renda entre 2 e 5 sal\u00e1rios m\u00ednimos rejeitam a presidente. Quem est\u00e1 certo?<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tAnalistas importantes como Lincoln Secco afirmam que o PT ainda n\u00e3o entendeu o antipetismo, pois, apesar de o modelo lulista n\u00e3o pretender acirrar a luta de classes, esta se faria necessariamente como resultado das pol\u00edticas sociais dos governos em quest\u00e3o. \u00c9 uma afirma\u00e7\u00e3o contradit\u00f3ria. Se \u00e9 verdade que a luta de classes foi acirrada pelos governos petistas, ent\u00e3o a an\u00e1lise atual de que \u00e9 a burguesia quem orquestra protestos como o panela\u00e7o do domingo (8\/3) estaria correta e, como diz Lula, h\u00e1 que se \u201cbater de volta\u201d. Mas ningu\u00e9m se arrisca a dizer que a massa precarizada hoje se comoveria pelo PT.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\t<strong>Junho de 2013 e a inaptid\u00e3o para se redefinir<\/strong>&nbsp;<br \/>\n\tO problema de algumas an\u00e1lises, mesmo as mais consistentes e sensatas, \u00e9 que veem a raiz dos atuais problemas do PT como resultado de um m\u00e9rito, a pol\u00edtica para os pobres. Assim, quest\u00f5es de ordem pol\u00edtica e organizacional, intr\u00ednsecas \u00e0 conforma\u00e7\u00e3o que o partido adotou durante seus mais de trinta anos e ao modelo de governabilidade que hoje se mostra esgotado, perdem relev\u00e2ncia para, no fim, serem justificadas pelo \u201c\u00f3dio\u201d das classes abastadas. Servem para diminuir a responsabilidade de atores pol\u00edticos que nem sempre tiveram bons modos.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tAssim, chegamos a Junho de 2013, ou melhor, o que guardamos dele. Para \u201ccriar pontes\u201d com a juventude, esta abstra\u00e7\u00e3o supostamente revolucion\u00e1ria e esquecida l\u00e1 nos anos 1990, os partidos tentam correr atr\u00e1s do tempo perdido. O que define a rela\u00e7\u00e3o de PT e assemelhados com entidades como o Coletivo Fora do Eixo n\u00e3o \u00e9 apenas a sua incapacidade de dialogar com a juventude, exposta dramaticamente em Junho, mas sua pouca disposi\u00e7\u00e3o para tentar e descobrir que certas mudan\u00e7as dependem de algumas cabe\u00e7as rolarem. Muito mais f\u00e1cil \u00e9 terceirizar a tarefa para um coletivo autoproclamado porta-voz de jovens cada vez mais atomizados e cada vez menos represent\u00e1veis.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tVendo a \u00e1gua subir pelo ralo, nada como se apegar a algum messias p\u00f3s-moderno que indiquem o caminho das pedras, enquanto as mesmas cabe\u00e7as de sempre se ocupam dos afazeres burocr\u00e1ticos mais comezinhos e da manuten\u00e7\u00e3o dessa mesma conforma\u00e7\u00e3o para que, enfim, tudo fique exatamente como est\u00e1. Assim, as propostas de reforma pol\u00edtica postas na mesa se preocupam muito com o fortalecimento dos partidos, mas sem as contrapartidas \u2013 financiamento p\u00fablico que garanta sua exist\u00eancia sem que o esfor\u00e7o para conquistar o apoio da sociedade seja valorizado (&nbsp;<a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/opiniao\/2015\/03\/1599270-wagner-de-melo-romao-e-bruno-wilhelm-speck-pelo-financiamento-cidadao-de-campanhas.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui h\u00e1 uma boa proposta para isso<\/a>).<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tO modelo lembra o famigerado imposto sindical, serve para o conforto de todos. \u00c0 premissa correta de impedir que o poder econ\u00f4mico decida elei\u00e7\u00f5es e ainda cobre juros altos dos seus patrocinados, sugere-se um jeito de n\u00e3o pedir dinheiro para empresas e, na verdade, n\u00e3o pedir dinheiro para ningu\u00e9m, como se fazia nas velhas cotiza\u00e7\u00f5es de militantes. O Estado garante, e os partidos podem generalizar o melhor dos mundos, as assembleias legislativas.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tEm S\u00e3o Paulo, com uma bancada de deputados estaduais que serve para quase nada e que faz oposi\u00e7\u00e3o ao governador Geraldo Alckmin com ainda menos vitalidade que seus correlatos federais tucanos, o neopetismo se d\u00e1 ao luxo de xingar muito o Movimento Passe Livre (MPL) no facebook, sem conseguir organizar um m\u00edsero protesto decente no Pal\u00e1cio dos Bandeirantes. \u00c1gua do volume-morto nos olhos dos outros \u00e9 refresco.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\t<strong>Uma crise narc\u00edsica<\/strong><br \/>\n\t&nbsp;Christian Dunker, analisando&nbsp;<em>Birdman, ou a Inesperada Virtude da Ignor\u00e2ncia<\/em>&nbsp;(2014), comenta que o filme aborda um tipo de trag\u00e9dia \u201cque se dissemina e se aprofunda nas rela\u00e7\u00f5es quando estas est\u00e3o expostas a expectativas de reconhecimento totalmente fora da pot\u00eancia de auto-realiza\u00e7\u00e3o dos envolvidos\u201d. &nbsp;Diz o psicanalista que \u201cela n\u00e3o tem a ver com os valores envolvidos, girem eles em torno da fam\u00edlia, do trabalho ou do amor, mas com a superestima\u00e7\u00e3o da cren\u00e7a e do modo como se realizam\u201d.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tCompleta-se ent\u00e3o o c\u00edrculo da inaptid\u00e3o e se revela a crise narc\u00edsica petista: o partido se torna um enorme <em>birdman<\/em> buscando virtudes irreais no presente sob a sombra de um passado fantasm\u00e1tico. O eterno retorno nitzcheano h\u00e1 doze anos assombrando os incautos. Com a garantia da legisla\u00e7\u00e3o que os protege da dor da busca cotidiana por legitimidade, os partidos olham para o lado se contentando em serem t\u00e3o ruins quanto todos os outros, pois tudo vale a pena quando o governo n\u00e3o \u00e9 pequeno. A legitimidade do mandado de Dilma dentro do sistema representativo n\u00e3o se questiona, o que n\u00e3o se confunde com a legitimidade de partidos em div\u00f3rcio com a sociedade.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tCom um punho cerrado, fazemos da Hist\u00f3ria pe\u00e7as de uma caricatura conspiracionista para consumo pr\u00f3prio. Cabe perguntar agora quem e quantos ser\u00e3o os pr\u00f3ximos a empunhar as panelas.<\/span><\/span><br \/>\n\t&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os primeiros meses do governo Dilma 2.0 seguem criando grande como\u00e7\u00e3o, algumas preocupa\u00e7\u00f5es genu\u00ednas e uma enorme quantidade de obras-primas para o anedot\u00e1rio pol\u00edtico nacional. Como se sabe, n\u00e3o apenas o inferno s\u00e3o os outros, como diria Sartre, mas o analfabetismo pol\u00edtico, como diria Brecht, tamb\u00e9m. 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