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Em 2000, Bolsonaro defendia abertamente fuzilamento de FHC, tortura e mortes do Carandiru

No ano de 2000, quando Jair Bolsonaro (PSC/RJ), já no terceiro mandato como deputado federal, tinha 44 anos, ele defendia abertamente coisas como o fuzilamento do então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a tortura com pau-de-arara para traficantes e dizia, sobre o massacre do Carandiru, que “perdeu-se a oportunidade de matar mil lá dentro”.

O deputado – e hoje presidenciável – defendeu essas ações em entrevista à jornalista Cláudia Carneiro, da Istoé Gente, na edição nº 28, lançada em 14 de fevereiro de 2000. As fotos da revista foram enviadas por um seguidor do PSOL no Facebook, que preferiu não se identificar. Ao fazer a busca no arquivo da revista, no entanto, não é possível ter acesso à entrevista (clique aqui para verificar).

Em apenas três páginas de entrevista, Bolsonaro consegue dizer uma quantidade industrial de absurdos. Logo na primeira pergunta (“Teme algum dia ser cassado por suas declarações?”), ele mostra como funciona a sua visão sobre a política: “Não. Se um soldado está na guerra e tem medo de morrer, é um covarde”.

Sua cruzada moralista ganha contornos de ameaça quando é perguntado sobre sua declaração, feita semanas antes da entrevista, sobre o fuzilamento de FHC. O deputado afirma achar que tem o direito de falar sobre isso, que não errou e que “o fuzilamento é uma coisa até honrosa para certas pessoas”. Nas perguntas seguintes, fala como se tivesse um plano para acabar com a vida do presidente com suas próprias mãos.

“Não é difícil matar o presidente. Só tem que ter coragem. O esquema de segurança dele é falho. Por exemplo, tenho uma casa no litoral em Mambucabinha, próxima do local onde ele passeia quando vai a Angra dos Reis. Sou primeiro lugar no curso de mergulho do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. Bastava planejar. E as chances de sucesso de se cumprir a missão são grandes. […] Pode-se pegar uma arma com mira e matar o presidente em Brasília. Com uma besta dá para eliminar uma pessoa a 200 metros. Até com canivete dá para chegar no cangote do presidente”.

Ao ser perguntado sobre a pena de morte, que sempre defendeu, Bolsonaro afirma que “não pode ter direitos humanos” para quem “pratica crime premeditado”. É quando a conversa passa a ser sobre o massacre no Carandiru, em 1992: “Continuo achando que perdeu-se a oportunidade de matar mil lá dentro”.

“Isso inclui tráfico de drogas?”, pergunta a repórter. Bolsonaro responde: “Aí é outra história, aí eu defendo a tortura. A pena de morte vai inibir o crime. Nunca vi alguém executado na cadeira elétrica voltar a matar alguém. É um a menos”.

Ao longo da entrevista, o deputado ainda se diz contrário à união civil entre pessoas do mesmo sexo, afirma ter perdido a virgindade no “baixo meretrício” de Campinas/SP, quando era da Escola Preparatória de Cadetes do Exército, e conta que seu primeiro casamento, com a então vereadora Rogéria Bolsonaro, acabou porque ela deixou de seguir sua orientação direta para decidir seus votos.

 

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