Chegou à Câmara dos Deputados, às 20h31 desta quinta-feira (21), a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer. Após perder a votação do recurso apresentado pela sua defesa ao Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente terá, novamente, o seu futuro à frente do Palácio do Planalto debatido pelos deputados. O PSOL atuará incansavelmente para que desta vez ele não seja absolvido, conforme ocorreu na votação da primeira denúncia encaminhada também pelo ex-procurador geral da República, Rodrigo Janot.
O presidente ilegítimo é acusado pelos crimes de participação em organização criminosa e de obstrução de Justiça. Assim como a primeira denúncia, a segunda teve como base a delação dos executivos da J&F, controladora do frigorífico JBS, mas também usou as recentes revelações feitas por Lúcio Funaro no âmbito da Operação Lava-Jato.
A tramitação da denúncia na Câmara deverá ter início na próxima semana. A primeira ação após o recebimento da peça é a leitura em plenário, o que só pode ocorrer em sessão com quórum de, no mínimo, 51 deputados. Após essa etapa, caberá ao primeiro secretário da Câmara, deputado Giacobo (PR-PR), comunicar ao presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fiel aliado de Temer, sobre o recebimento da denúncia. Paralelamente, a peça segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Como ocorreu durante a tramitação da primeira denúncia, a bancada do PSOL na Câmara vai atuar para que a maioria dos deputados vote pela abertura das investigações contra Michel Temer. Mesmo que a base de apoio se empenhe para, mais uma vez, blindar o presidente ilegítimo, a deputada Luiza Erundina (SP) e os deputados Glauber Braga (RJ), Ivan Valente (SP), Chico Alencar (RJ), Jean Wyllys (RJ) e Edmilson Rodrigues (PA) denunciarão todas as manobras em curso e trabalharão para que a vontade do povo seja atendida.

