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Após intensa pressão, parecer sobre cassação de Cunha deve ser lido na segunda-feira

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não pôde mais se esquivar das cobranças feitas pelos deputados do PSOL e de outros partidos para colocar o processo contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na pauta do plenário da Casa. Após a intensa pressão, Maia anunciou que na próxima segunda-feira (08/08) fará a leitura do parecer aprovado no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, que pede a cassação do mandato de Cunha.

A sessão desta terça-feira (02) que começou a analisar o PLP 257/16 foi marcada, logo no início, por falas de vários deputados cobrando de Rodrigo Maia uma resposta sobre a votação do relatório em plenário. O líder do PSOL, deputado Ivan Valente, foi um dos que cobrou uma posição do novo presidente. Ele disse que enquanto Maia não der prosseguimento ao processo de cassação do deputado-réu, a bancada do PSOL vai obstruir as votações, não votando nenhum projeto em plenário. “O PSOL não vai admitir mais essa manobra. Precisamos votar imediatamente a cassação desse corrupto. Chega de desmoralização do Congresso Nacional. Há medo e cinismo no plenário e predomina a impunidade aqui. O PSOL defende que o relatório seja lido amanhã e votado na próxima semana”.

Ivan denunciou que essas protelações são uma tentativa de deixar a votação para depois das eleições. Para o líder do PSOL, essa é a oportunidade para o parlamento brasileiro resgatar a sua dignidade pública.

Novela de vários capítulos
Apesar de garantir ler o parecer na próxima segunda-feira, o novo presidente da Câmara, desde que foi eleito, tem evitado falar sobre o assunto e dar uma possível data para a votação do processo em plenário. Maia foi eleito tentando se descolar da imagem de aliado de Eduardo Cunha, papel que foi assumido pelo seu principal adversário na disputa Rogério Rosso (PSD-DF). No entanto, é sabido que o democrata sempre esteve do lado de Cunha nessa novela de vários capítulos e que pode estar perto de seu final.

“Podemos fazer essa leitura na segunda-feira, não há nenhum tipo de problema”, disse. O presidente da Câmara acrescentou, porém, que a prioridade de votação é o projeto da renegociação da dívida dos estados. “Nossa prioridade na pauta continuará sendo o PLP 257. Só tratarei de outro projeto depois que esse tiver sido aprovado ou derrotado”, afirmou.

Pelas regras da Câmara, a leitura é o primeiro passo antes da votação no plenário. A cassação entra na pauta após 48 horas de lido o parecer, abrindo a possibilidade de votação ainda na quarta-feira (10). Para a cassação de Cunha ser aprovada são necessários pelos menos 257 votos.

 

 

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