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Audiência pública, proposta por Edmilson, discute uso do território brasileiro 

Debate acontecerá na Câmara dos Deputados e abordará a perspectiva formulada pelo geógrafo Milton Santos

No ano de 2016, o geógrafo Milton Santos, se vivo fosse, completaria 90 anos. Nesse mesmo ano, completam-se 15 de sua morte. Para homenagear este gênio e aprofundar a discussão de seu legado, o deputado Edmilson Rodrigues (PSOL/PA) requereu audiência pública na Comissão de Integração e Desenvolvimento Regional e da Amazônia. O evento acontecerá nesta quarta-feira (30/11), às 10 horas, no Plenário 15 da Câmara dos Deputados.

O tema da audiência será “Brasil: uso do território e desigualdades regionais. Reflexões sobre o futuro em uma perspectiva miltoniana”. A professora Maria Adélia Aparecida de Souza, titular aposentada da USP, virá à Brasília falar sobre o assunto.

Para Edmilson, esse debate é sobremaneira importante para pensar um novo modelo de desenvolvimento que considere as diferenças regionais do território. “Como pensar uma outra regionalização do país capaz de permitir que as diferenças do território sejam perceptíveis ao Estado, mas não sejam base para desigualdade social e territorial? Como pensar um modelo que considere respeito às diferenças e que tenha planejamento que não permita desigualdades regionais”, comentou.

Milton Santos – breve biografia
Até 1964, ano em que deixa o Brasil em razão do golpe militar, Milton Santos conduz paralelamente uma carreira acadêmica e atividades públicas. Jornalista e redator do jornal A Tarde (1954-1964), professor de geografia humana na Universidade Católica de Salvador (1956-1960), professor catedrático de geografia humana na Universidade Federal da Bahia. Em 1964, começa uma carreira internacional imposta pela situação política no Brasil. Primeiro na França, professor convidado nas universidades de Toulouse, Bordeaux e Paris-Sorbonne, e no IEDES (Instituto de Estudos do Desenvolvimento Econômico e Social).

De 1971 a 1977, inicia uma carreira verdadeiramente itinerante, ao sabor dos convites, passando por Estados Unidos, Canadá e Venezuela. Em 1977, retorna ao Brasil. Passados dois anos, volta a ensinar em universidades brasileiras, primeiro na Universidade Federal do Rio de Janeiro, de 1979 a 1983, ano em que ingressa por concurso na Universidade de São Paulo, professor titular de geografia humana até a aposentadoria compulsória, recebendo o título de Professor Emérito da USP em 1997 e continuando a pesquisar, publicar e orientar estudantes até o final de sua vida. Doze universidades brasileiras e sete universidades estrangeiras lhe outorgaram o titulo de Doutor Honoris Causa. Em 1994, recebeu o Prêmio Internacional de Geografia Vautrin Lud. Nesta última fase de seu percurso, publica Por uma Geografia Nova, da crítica da geografia a uma geografia crítica (1978), contribuição à efervescência e ânsia de renovação dessa ciência no Brasil. É autor de mais de 40 livros e teve mais de 800 publicações científicas.

 

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