O parlamentar, assim como os demais colegas da bancada do PSOL Chico Alencar (RJ) e Jean Wyllys (RJ), pediu que a sessão fosse suspensa e a eleição adiada. “Precisamos encontrar uma solução política para esse impasse. A manutenção do nome do deputado Feliciano será uma radicalização por parte do PSC. Então pedimos a suspensão dessa reunião e que o PSC reveja o seu posicionamento”, defendeu o presidente do PSOL. “Sugerimos o encerramento dessa sessão, que a meu ver está impossibilitada de continuar”, reforçou Chico Alencar.
Em artigo publicado hoje no jornal Folha de São Paulo Jean Wyllys afirmou que a força do nome de Feliciano para presidir a Comissão de Direitos Humanos é resultado do jogo de interesses entre os partidos da base aliada. “Se o deputado Marco Feliciano fosse um pastor identificado com a garantia dos direitos humanos e da dignidade das minorias estigmatizadas, não haveria problema algum e eu não faria qualquer oposição. Acontece que o deputado Marco Feliciano é um inimigo público e declarado de minorias estigmatizadas e tem um discurso público que estimula a violação da dignidade humana desses grupos”, ressaltou Jean, em seu artigo.
Em relação ao partido do pastor, o deputado do Rio considera que trata-se de um partido que fez campanha definindo a família de uma maneira que exclui não só gays e lésbicas, como também as famílias monoparentais, as com filhos adotivos e tantas outras. “Trata-se de um partido que defende posições fundamentalistas que vão contra os direitos de muitas das minorias que essa comissão deve proteger”, enfatiza.

