Diante da alta nos casos de feminicídio, a Bancada Feminista da Assembleia Legislativa de São Paulo ingressou com ação no Tribunal de Justiça para cobrar que o governo estadual apresente um cronograma e estudo técnico que viabilizem o funcionamento 24 horas das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs). A iniciativa busca ampliar a proteção às mulheres em um cenário de violência crescente.
2025 registrou o maior número de feminicídios desde o início da série histórica, em 2018. Foram 266 ocorrências no estado de São Paulo, um aumento de cerca de 8% em relação ao ano anterior. Em média, uma mulher foi assassinada a cada 33 horas. Só na capital paulista, foram contabilizadas 60 mortes.
Além de exigir que todas as DDMs passem a operar dia e noite, a bancada também solicita acesso à lista atualizada das delegacias existentes no estado, com a indicação de quais já funcionam 24 horas. A medida visa garantir transparência e planejamento efetivo para ampliar o atendimento.
Para as parlamentares, manter delegacias especializadas abertas apenas em horário comercial ignora a realidade da violência doméstica e de gênero, que não tem hora para acontecer. O funcionamento ininterrupto é apontado como passo essencial para assegurar acolhimento imediato, registro de ocorrências e medidas protetivas.
A representação foi protocolada pela Bancada Feminista da Alesp, composta por Paula Nunes, Carolina Iara Ramos de Oliveira, Simone Ferreira Nascimento, Mariana Alves de Souza e Sirlene Sales Maciel.

