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Bancada Feminista fica: o mandato coletivo de mulheres mais votado do Brasil é alvo de pedido de cassação na Alesp

A Bancada Feminista do PSOL está na mira de um pedido de cassação protocolado no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A iniciativa, movida pelo deputado bolsonarista Lucas Bove (PL), acusado de violência doméstica, é uma tentativa de retaliação e intimidação contra um mandato legitimamente eleito.

Com 259 mil votos, a Bancada Feminista é o mandato coletivo de mulheres mais votado do Brasil e tem se destacado na denúncia de casos de violência de gênero e na defesa de políticas públicas voltadas para as mulheres, especialmente as mais pobres e negras. Para o coletivo, o pedido de cassação é uma forma de perseguição política que busca calar vozes feministas dentro do parlamento paulista.

Em nota, as parlamentares afirmaram que não se intimidarão. “Esse processo é a repetição da prática de violência política de gênero e de raça. Nosso compromisso é com as mulheres que nos elegeram e com a luta por igualdade e justiça social. Defender a Bancada Feminista é defender a democracia”, destacaram.

A representação contra o mandato ocorre após o grupo ter denunciado casos de violência doméstica envolvendo o próprio autor do pedido. O coletivo aponta que a ofensiva não é isolada, mas parte de uma estratégia recorrente da extrema direita de silenciar mulheres que ousam enfrentar estruturas de poder machistas e racistas.

A Bancada Feminista também ressalta que não recuará diante de tentativas de intimidação. “Seguiremos firmes, porque sabemos que um Brasil justo só será possível quando as mulheres, especialmente as mulheres negras, puderem exercer seus mandatos sem serem caladas”, declarou a codeputada Paula Nunes, única mulher no Conselho de Ética da Alesp.

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