
A vereadora do PSOL em Niterói (RJ), Benny Briolly, retornou ao Brasil na última sexta-feira (28) depois de sair às pressas do país após sofrer constantes ameaças de morte por ser uma mulher trans e negra que ousa ocupar a política institucional.
O retorno de Benny aconteceu após a parlamentar ser incluída no PPDDH (Programa de Proteção aos Defensores e Defensoras dos Direitos Humanos), e recebeu escolta oficial para chegar em casa, mas a Polícia Militar do Rio de Janeiro se recusou a garantir a segurança dela.
De acordo com reportagem do Fantástico da TV Globo, a SEPM (Secretaria de Estado de Polícia Militar) argumentou que precisa de um ofício da Câmara Municipal de Niterói para realizar a proteção da vereadora do PSOL. No entanto, o presidente da Câmara disse à TV Globo que pediu proteção à vereadora por ofício ao batalhão de Niterói ainda em janeiro de 2021.
Na madrugada desta segunda feira (31/05), Briolly divulgou um comunicado, em suas redes sociais, em que comenta a falta de segurança. “Quando a vereadora já viajava retornando ao Brasil, sua equipe recebeu a notícia de que as medidas de proteção não estariam mais asseguradas. A polícia e a própria Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro se negaram a atender a requisição da equipe técnica do PPDDH”, aponta a nota.
“O Estado brasileiro está ciente que a vida da parlamentar está em risco. A equipe, juntamente com o conselho deliberativo do PPDDH já informou a necessidade de proteção. No entanto, Polícia Militar segue sem garantir as medidas de segurança’, alerta a nota do mandato da vereadora do PSOL.
Comunicado importante | A vereadora Benny Briolly retornou ao Brasil. Nas últimas semanas, Benny precisou ser retirada do país por conta das ameaças de morte que vem sofrendo. Segue o fio 👇🏾#TôDeOlhoNaBenny pic.twitter.com/1gS4vUysKw
— Benny Briolly (@BennyBriolly) May 31, 2021


