Desde o final de 2018 a campanha eleitoral de Jair Bolsonaro está sendo investigada sob acusação de utilização ilegal e fraudulenta milhares de CPFs para realizar campanhas de difamação e divulgação de informações falsas contra outros candidatos, além de utilização de recursos e métodos ilegais de acordo com a legislação eleitoral. Este esquema de propagação de informações falsas foi revelado em reportagem do jornal Folha de S.Paulo, escrito pela repórter Patrícia Campo Mello, e é investigado no Congresso Nacional pela CPMI da Fake News.
Na manhã desta terça-feira, 18, ao ser questionado em coletiva de imprensa sobre o desdobramento desta investigação, o presidente Jair Bolsonaro fez insultos à jornalista com insinuações de cunho sexual em relação à conduta da profissional.
Nós, membras e membros da Setorial Nacional de Mulheres do PSOL e da Executiva Nacional do PSOL, registramos nosso repúdio à forma agressiva pela qual o presidente opta tratar as sérias denúncias que recaem sobre a campanha que o elegeu presidente, se valendo de declarações repulsivamente misóginas e que não condizem com o decoro do cargo para atacar a integridade moral da jornalista Patrícia Campos Mello. E, de maneira igualmente enfática, registramos nossa solidariedade à jornalista atacada, que foi constrangida e humilhada em público. Infelizmente, as mulheres brasileiras experienciam constantemente em seus trabalhos e demais funções sociais assédios e constrangimentos semelhantes, sendo reduzidas em nossa dignidade humana à signos objetificadores.
As mulheres do PSOL convidam todas e todos que se indignam com este governo misógino, opressor e que ataca os direitos dos trabalhadores a ocuparem as ruas neste 8 de março, Dia Internacional de luta das mulheres. Derrotar Bolsonaro pela vida das mulheres!
Setorial Nacional de Mulheres do PSOL
Executiva Nacional do PSOL

