O governo Temer está ruindo, acompanhando a escalada de escândalos que atingem seu núcleo duro. Neste fim de semana (09 e 10/12), o vazamento da primeira delação premiada de executivo da empreiteira Odebrecht na Operação Lava-Jato, o ex-diretor de relações institucionais da empresa Cláudio Melo Filho, explicitou a magnitude do caso: mais de 30 políticos foram citados por supostamente terem recebido doações ilegais.
São constantes, na delação, citações diretas ao nome de Michel Temer, além de nomes fortes de seu governo ou grandes aliados, como Eliseu Padilha (PMDB/RS), Moreira Franco (PMDB/RJ), Eduardo Cunha (PMDB/RJ), Aécio Neves (PSDB/MG) e diversos outros.
A delação ainda precisa ser validada, mas o seu vazamento cai como uma bomba atômica dentro do governo. Em Brasília, muitos já pensam na cassação de Temer em 2017, forçando a realização de eleições indiretas no país.
Duas pesquisas divulgadas nos últimos dias comprovam: a população nega essa alternativa e quer ter nas mãos novamente o direito de escolher o futuro do país diretamente.
A primeira é a Datafolha, divulgada neste domingo (11/12). Nela, o governo Temer aparece com aprovação de apenas 10% e rejeição de 51%. Além disso, 63% querem a renúncia do presidente antes do fim do ano, para que novas eleições diretas sejam convocadas.
A outra pesquisa é do Instituto Paraná, feita para o portal Poder 360, do jornalista Fernando Rodrigues. Segundo ela, 90,8% da população não confia no Congresso Nacional para escolher quem será o sucessor de Temer.
Não é hora de vacilar: vamos lutar por um natal sem Temer, para que este Congresso não decida sozinho o futuro do país.
#NatalSemTemer

