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Capitão do Exército infiltrado monitorava movimentos organizados da frente Povo Sem Medo

As Forças Armadas brasileiras monitoraram durante meses alguns dos principais movimentos organizados do país que se engajaram na luta contra o golpe e pelo Fora Temer, com pelo menos um agente infiltrado coletando ostensivamente informações e chegando a assediar mulheres militantes nessa busca. É o que revela reportagem colaborativa publicada nesta terça-feira (13) no portal da Mídia NINJA, que contou com participação da equipe de comunicação do PSOL.

Clique aqui para ler a reportagem completa na Mídia NINJA.

Sob o codinome “Balta Nunes”, o capitão do Exército Willian Botelho, que na última semana foi desmascarado como um infiltrado em grupos de manifestantes, levou intencionalmente à prisão cerca de 20 jovens no dia 4 de setembro, segundo reportagem do El País Brasil. O canal Ponte Jornalismo também apurou o caso.

Porém, a atuação do agente não ficou apenas em grupos de jovens que iriam a uma manifestação e se organizavam em redes sociais: ele monitorou ostensivamente movimentos sociais da Frente Povo Sem Medo, como o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), o Fora do Eixo, a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Intersindical – Central da Classe Trabalhadora, além de diversos coletivos de juventude. O PSOL apoia a Povo Sem Medo e seus militantes participam dos espaços e manifestações do movimento.

Leia mais: O caso dos 21 estudantes presos em São Paulo é um atentado à democracia

A reportagem revela que “Balta”, personagem principal de diversas matérias sobre o caso na última semana, participou de encontro de comunicadores da Frente, esteve em grupos de mensagens, cometeu falsidade ideológica e assédio a mulheres.

O deputado Ivan Valente, líder do PSOL na Câmara, anunciou que vai entrar com requerimento de informação exigindo do Exército explicações sobre o monitoramento de movimentos sociais organizados. Para Valente, o caso é gravíssimo e o Ministério da Defesa deve explicações.

“A utilização de membros do exército para monitorar os protestos parece ter sido planejada com o propósito de reprimir, violentamente e sem ordem judicial, uma manifestação legítima. Essa prática, típica de regimes ditatoriais, é um grave ataque à liberdade de reunião e expressão e não pode ser permitida na democracia”, afirma o deputado.

Leia aqui:

Infiltrado do Exército mirava MTST, Mídia NINJA e outros movimentos sociais

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