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Chacina de Belém: Edmilson critica impunidade e denuncia omissão à OEA

Na véspera de completar um ano da chacina ocorrida em Belém, na noite de 4 de novembro e madrugada seguinte do ano passado, o deputado federal Edmilson Rodrigues (PSOL/PA) voltou a denunciar a impunidade dos assassinos, na tribuna da Câmara, em Brasília. Diante da não conclusão da investigação policial, após um ano da execução de dez pessoas nas ruas, por um grupo paramilitar, Edmilson anunciou que denunciará a omissão do governo do estado do Pará à Organização dos Estados Americanos (OAE), junto ao qual o Brasil é signatário da Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de San José, Costa Rica). Somente um acusado de liderar um grupo de extermínio está preso, sem que haja a necessária informação de que ele tenha participado da chacina.
“Quero denunciar mais uma vez, como faço todos os meses, a não conclusão de uma investigação policial sobre a chacina ocorrida na madrugada de quatro para cinco de novembro, que completa amanhã um ano”, disse Edmilson na tribuna, nesta quarta-feira, 04/11. Ele comparou o caso de Belém com a investigação da chacina ocorrida na cidade de Osasco, em São Paulo, no último mês de agosto, quando 18 pessoas foram assassinadas. “Diferente do que tem ocorrido em estados do Nordeste e em São Paulo, onde o governo também é tucano, como na chacina de Osasco, a polícia investigou e já há policiais envolvido presos e, no Pará, a impunidade continua”.
No pronunciamento escrito, que foi dado como lido e protocolado na Câmara, Edmilson comenta sobre a manifestação que será realizada em Belém para cobrar a elucidação do crime, inclusive com a realização de paradas em frente às sedes da Delegacia Geral de Polícia Civil e da Divisão de Homicídios.” A manifestação tem o objetivo de cobrar das autoridades de Segurança Pública a identificação e prisão dos assassinos, o que não ocorreu até hoje”, diz trecho do documento. Também não foi esclarecido o motivo do assassinato do cabo Antônio Marcos Figueiredo, o Cabo “Pet”, cuja reação de policiais militares teria motivado a chacina que se seguiu em quatro de novembro.
O deputado reclamou que falta transparência nas investigações até mesmo para os familiares das dez vítimas e que o governo do estado não tomou providências para conter a ação de grupos de milícia, mesmo após a constatação formal feita pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Pará, da qual o próprio Edmilson fez parte, em janeiro deste ano. O Ministério Público do Estado do Pará, através da Promotoria Militar, indiciou 15 militares por “homicídio por omissão”, pois estavam de serviço e nada fizeram para atender aos chamados de socorro da população, mas, ao contrário, distanciaram-se das zonas de conflito.
Fonte: Mandato deputado Edmilson Rodrigues
 

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