No último 3 de maio, um grupo de paramilitares tentou invadir o território da Venezuela – cujo povo enfrenta a pandemia da Covid-19 em situação de desastre econômico.
O grupo invasor viajou em barcos da costa colombiana e tentou desembarcar La Guaira (Vargas). O exército venezuelano contra-atacou, com resultado de oito mortos e dois presos. No dia seguinte, mais um grupo foi detido por pescadores e membros da comunidade local: eram mais oito paramilitares. Entre eles estão dois soldados de elite estadunidenses já identificados como Airan Berry e Luke Denman, veteranos das guerras do Iraque e do Afeganistão. Outros dois paramilitares foram presos no estado de Aragua em Porto Cruz.
Inicialmente, meios de comunicação noticiaram as escaramuças como “guerra entre cartéis de droga”. Horas depois, a mídia corporativa internacional mostrou o arsenal de armas de grosso calibre apreendido. Os fatos comprovaram que havia uma invasão, tal como denunciava o governo em Caracas.
Os invasores são um de grupo treinado pelo ex-soldado de elite dos EUA Jordan Goudreau, que afirmou ter várias células prontas para atacar. Este cidadão estadunidense passou mais de um ano treinando cerca de 300 homens na Colômbia. Em entrevista à jornalista da oposição venezuelana Patricia Poleo, ele confessou ter contrato assinado com Juan Guaidó (o homem que Trump, Bolsonaro e outros reconhecem como presidente), para sequestrar Maduro e entrega-lo à Justiça dos EUA, em troca de um pagamento de US$ 220 milhões à vista.
Ocorreu, portanto, uma tentativa de invasão da Venezuela por mercenários, possivelmente com apoio dos EUA e de países da região. O fato aconteceu semanas após reunião de Bolsonaro com Trump em Miami e na mesma semana da tentativa de expulsão do corpo diplomático venezuelano do Brasil.
Bolsonaro é um capacho da política de Trump, atuando de forma deliberada para destruir a soberania nacional, sendo criticada, inclusive por diversos setores no que diz respeito à atual linha do Itamaraty. Derrotar Bolsonaro é derrotar o principal aliado de Trump.
O PSOL se soma ao repúdio internacional a esta fracassada tentativa de ataque à soberania da Venezuela.
Secretaria de Relações Internacionais do PSOL
14 de maio de 2020

