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Com voto contrário do PSOL, Câmara de São Paulo aprova privatização do Pacaembu

Em mais uma investida do governo tucano de João Doria, à frente da Prefeitura de São Paulo, a Câmara Municipal da capital paulista aprovou, na noite desta quarta-feira (30/08), a privatização do estádio Pacaembu (Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho), prevido no Projeto de Lei 364/17. Os vereadores do PSOL Toninho Vespoli e Sâmia Bomfim foram um dos 12 que votaram contrários ao projeto do Executivo municipal, aprovado com o voto de 42 vereadores.

Na terça-feira (29), o projeto chegou a entrar na pauta, mas não foi votado por falta de acordo. Até o momento de sua votação, nesta quarta, Doria e sua base aliada articularam para resolver as insatisfações e conseguir unidade em torno da proposta. Para isso, valeu um jogo de favores com o objetivo de garantir os apoios necessários. “Destacamos que no diário oficial dessa quarta-feira foram publicadas 137 nomeações (prática copiada do governo de Michel Temer para apoiar os projetos no Congresso)”, criticou o líder do PSOL, Toninho Vespoli.

A privatização do complexo esportivo se dará por meio de concessão. Após Doria sancionar a lei, será aberto o processo de licitação por concorrência, prevista para novembro, segundo o cronograma da prefeitura. Atualmente, cinco projetos apresentados por consórcios passam por análise dos conselhos do patrimônio Condephaat (estadual) e Conpresp (municipal).

Segundo Sâmia Bonfim, a prefeitura e a maioria dos vereadores foram insensíveis às reivindicações dos moradores da região, contrários à medida. “Tampouco apresentaram, objetivamente, números que comprovassem os supostos prejuízos envolvidos na administração do estádio, que, até 2012, dava lucro aos cofres municipais. Poucos sabem que o Pacaembu comporta, junto ao estádio, um importante complexo esportivo com piscina, quadras, ginásio e academia, aberto ao uso gratuito e democrático. Agora, a população fica preocupada quanto à continuidade desses serviços, atualmente de muita qualidade”, afirma a vereadora.

Para ela, com esse projeto, assim como outros que objetivam à privatização, Doria não visa o benefício da cidade, mas o favorecimento de interesses privados e de empresários que, muitas vezes, são seus amigos.

Vespoli classificou o projeto como “hediondo, que coloca a cidade a venda”. 

Confira, abaixo, a avaliação do líder do partido após a votação do PL do 364/17.

https://www.facebook.com/toninho.vespoli/videos/1364554580327810/

Veja, também, o bate papo entre Sâmia Bonfim e o jornalista Juca Kfouri sobre o Pacaembu.

 

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