fbpx

Combate da ONU às fake news “apresentava dificuldades” ao governo, diz Itamaraty em resposta ao PSOL

Em resposta a um requerimento oficial de informações da bancada do PSOL na Câmara, o Ministério das Relações Exteriores, comandado pelo olavista Ernesto Araújo, confirmou que o governo brasileiro não aderiu a um compromisso assinado por 130 países de todo o mundo contra a desinformação e às fake news por considerar que o texto “apresentava dificuldades para os interesses nacionais”.

Em junho, uma ofensiva na ONU por parte de governos estabeleceu um compromisso global para lutar contra a desinformação durante a pandemia.

Até mesmo governos de direita e extrema-direita aliados de Jair Bolsonaro assinaram e se comprometeram com o documento, como Israel, Índia, Hungria e Japão. Até o governo dos EUA de Donald Trump aderiu, assim como o Reino Unido de Boris Johnson.

Naquele momento, a bancada do PSOL na Câmara dos Deputados questionou o Itamaraty, que respondeu que não aderiu porque foi “intempestivamente informado da iniciativa”. A bancada do partido então questionou, via Requerimento de Informação, qual foi o prazo dado ao país e se o Itamaraty possui acordo com o conteúdo do texto.

Na resposta enviada aos parlamentares do PSOL em 2 de setembro, o chanceler Ernesto Araújo voltou culpar o “prazo exíguo” sem fornecer informações sobre datas. Mas, pela primeira vez, ele admitiu que o texto “apresentava dificuldades do ponto de vista dos interesses brasileiros, não abria a possibilidade de negociação de termos, fatos que inviabilizaram a adesão do do Brasil à iniciativa”, completou. O governo não explicou quais eram os trechos que “apresentavam dificuldades” e o que buscaria mudar.

Com informações do UOL

Cadastre-se e recebe informações do PSOL

Relacionados

PSOL nas Redes

469,924FãsCurtir
362,000SeguidoresSeguir
26,500SeguidoresSeguir
515,202SeguidoresSeguir

Últimas