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Contra o preconceito e a discriminação: os que praticam precisam ser repudiados!

Depois do resultado da eleição no segundo turno, com a vitória de Dilma, uma onda de preconceitos contra nordestinos e o povo pobre do nosso país avançou nas ruas e nas redes sociais. Os relatos são muitos e demonstram que as atitudes fascitóides florescem nos momentos de polarização.
 
No programa Manhattan Connection, o clubinho de Wall Street, na Globo News, o colunista Diogo Mainardi, este rapaz do alto de sua “sabedoria” conquistado com sua sabujice junto ao mercado financeiro, destila todo seu ódio e preconceito. Segundo ele, “o Nordeste sempre foi retrógrado, sempre foi governista, sempre foi BOVINO (…). É uma região atrasada, pouco educada, pouco construída que tem uma grande dificuldade para se modernizar na linguagem”. Já o coordenador geral da campanha de Aécio Neves, ele mesmo um nordestino, o senador e presidente nacional do DEM, Agripino Maia, o mesmo que disse que Dilma mentiu para seus torturadores e se esborrachou, afirmou que “na maioria dos Estados do Sudeste, no Centro-Oeste, ou seja, no Brasil moderno, no Brasil que produz, a vitória de Aécio Neves foi acachapante”.
 
As palavras de Diogo Mainardi e de Agripino Maia refletem como os setores conservadores estão determinados em deslegitimar a vontade popular. É algo que reflete um preconceito historicamente construído, onde há muito tempo manifestações racistas e de preconceito étnico, regional e de orientação sexual vem sendo tratadas com “naturalidade”, ganhando inclusive pouca visibilidade dos meios de comunicação.
 
A liberdade de se expressar não pode se confundir com o discurso de ódio, o incentivo à violência e a reprodução de preconceitos sociais, raciais, étnicos e de gênero. É um retrocesso civilizatório entender que a prática de preconceito está resguardada pela liberdade de expressão. O compromisso constitucional brasileiro é com a construção de uma sociedade fraterna, justa e solidária.

O cidadão que se sentir ofendido ou que testemunhe atos de preconceito pode fazer denúncias ao Ministério Público Federal (link disponível aqui: http://goo.gl/YPJo2O). É seu dever investigar e, se for o caso, punir o discurso de ódio e discriminação.
 
Lembramos que as condutas que discriminam os nordestinos ou qualquer cidadão são crimes e devem ser punidas na forma da lei! (7.716/89. Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Pena: reclusão de um a três anos e multa). O Estado não pode ser cúmplice de graves violações aos Direitos Humanos, devendo diante de ataques e ameaças, responder com seus instrumentos legais.
 
Nosso mandato repudia todas as formas de preconceito. Lutamos por uma sociedade mais justa e igualitária, onde a vontade popular seja respeitada e soberana. Abaixo o preconceito e a discriminação! Viva o povo brasileiro!

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