Nesta quinta-feira (7), Dia Mundial da Saúde, a Câmara dos Deputados realizou uma Comissão Geral para debater questões relativas ao combate à dengue, ao vírus zika e à febre chikungunya. A sessão, com caráter de audiência pública, foi solicitada e presidida pela deputada Luiza Erundina (PSOL/SP).
Desconsiderando a importância do tema e o simbolismo da data, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), tomou decisão de impedir que trabalhadores da saúde, pesquisadores, estudantes e conselheiros de saúde participassem da sessão. As poucas pessoas que conseguiram participar entraram após intensa articulação da Liderança do PSOL na Câmara.
A proibição da entrada dos diversos militantes da saúde no plenário Ulysses Guimarães foi denunciada por Erundina na abertura da sessão. Para a deputada, a liberdade de participação foi tolhida pela Presidência da Câmara e pela política legislativa. “Uma questão de tanta relevância social e a sessão está praticamente vazia. Falta de interesse do povo? Não. Falta de liberdade!”.
Para Erundina, o tamanho do problema da epidemia mostra a debilidade do país nas áreas de saúde e saneamento. A deputada afirmou ser fundamental que o parlamento debata saídas para a crise.
“Vacina de democracia”
De forma bem-humorada, militantes do Comitê Pró-Democracia na Câmara e da Frente Democracia e Saúde aproveitaram a data para “vacinar” os deputados contra o golpe e distribuir pílulas de democracia.

O deputado Edmilson Rodrigues (PSOL/PA) participou do ato, nos corredores da Câmara. Outros deputados do partido, como Ivan Valente (SP), Glauber Braga (RJ) e Chico Alencar (RJ), além da própria Erundina, receberam os militantes no gabinete da Liderança do PSOL e também foram “vacinados”.


