Após pesquisa divulgada pela consultoria Ipsos, a qual mostra que o índice de aprovação do governo é de míseros 4%, novas porcentagens mostram que Michel Temer não tem mais condições de continuar à frente do mais alto cargo do Executivo.
Segundo dados do Datafolha, publicados no domingo (30/04) e na segunda-feira (1/05), respectivamente, 85% dos brasileiros acreditam que o Congresso deveria aprovar uma mudança constitucional para permitir eleições diretas já e 71% se declararam contrários à reforma da Previdência (PEC 287/2016).
A pesquisa ouviu 2.781 pessoas em 172 municípios e possui margem de erro de dois pontos. No caso da primeira, foi levada em consideração a hipótese de Temer ter seu mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder econômico. Nesse caso, apenas 10% confiariam em eleições indiretas, a serem realizadas pelo Congresso, contra 85% que querem ir às urnas escolher seu representante.

É possível perceber, ainda, uma maior desaprovação do governo entre mulheres (cerca de 10% a mais que os homens), nordestinos (aproximadamente 20% a mais que no Sul e Sudeste) e pessoas com escolaridade de nível superior (10% a mais dos que possuem que nível fundamental).
Quanto à reforma da Previdência, em tramitação no Congresso Nacional, a pesquisa mostra que sete em cada dez brasileiros não aprovam a medida. Essa taxa é ainda maior entre mulheres (73%), brasileiros que ganham entre 2 e 5 salários mínimos (74%), jovens entre 25 a 34 anos (76%) e com ensino superior (76%).

Apesar das estatísticas e dos movimentos sociais, que envolveram pelo menos 40 milhões de cidadãos só na greve geral da última sexta-feira (28), o presidente ilegítimo desconsidera a falta de popularidade para aprovar, a todo custo, suas reformas.
Na última quarta-feira (26), a Câmara aprovou, sob protestos, a reforma trabalhista, que retira mais de 100 direitos previstos na CLT. Além disso, os deputados pretendem votar ainda nesta semana a reforma da Previdência, em comissão especial.
As pesquisas comprovam que, com os índices de aprovação baixos, o governo não tem legitimidade de representação para aprovar essas medidas, comprometendo mais ainda o funcionamento da democracia.

