Em artigo publicado no Jornal O Dia, o deputado federal do PSOL David Miranda fala sobre a luta da população LGBTQIA+ neste Novembro Negro, que celebra a luta do povo negro no Brasil por ocasião do Dia Nacional da Consciência Negra no Brasil, celebrado em 20 de novembro. O Brasil é um país que recebeu cerca de 4,6 milhões de africanos para servirem na condição de escravos.
A data faz referência à morte de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, entre Alagoas e Pernambuco. “Vamos neste momento relembrar a trajetória de resistência que hoje inspira a luta pela transformação radical da sociedade brasileira e mundial. É tempo de reforçar a necessidade de se organizar para enfrentar a exploração e o racismo. Combater o genocídio do povo negro e a desigualdade que assola a maioria dos trabalhadores e trabalhadoras do país”, diz David Miranda em trecho do artigo.
O parlamentar do PSOL alerta para a potencialização do preconceito e da discriminação contra as pessoas LGBTQIA+ negras. “Neste mês de novembro, temos que lembrar que tanto a população negra quanto a LGBTQIA+ sempre foram marginalizadas pela nossa sociedade, e quando esses dois marcadores sociais incidem sobre a mesma pessoa, se potencializa o preconceito”, aponta David Miranda.
“Assim como a condição de classe agrava a violência contra as pessoas LGBTQIA+. Uma agressão que envolve a questão de gênero e a questão de raça é uma carga dupla. Portanto, temos que saber que é preciso lutar também duplamente para que essas pessoas consigam respeito, segurança e políticas efetivas”, continua.
“Sou negro, LGBTQIA+, nascido na Favela do Jacarezinho, e sei o que é enfrentar todos os preconceitos e ódios juntos”, diz o parlamentar do PSOL sobre sua experiência pessoal.
As notificações de violência contra a população LGBTQIA+ no Brasil registram que 50% são dirigidas à população negra. “Historicamente, a população negra e a população LGBTQIA+ sempre foram marginalizadas e vivem uma situação de insegurança social”, diz Miranda.
“Uma sociedade que discrimina pela cor da pele, pelo gênero, pela idade, pela crença, pela posição social, pela orientação sexual nunca será uma sociedade igualitária, muito menos plural, diversa e democrática”, conclui.

