As deputadas federais Erika Hilton e Sâmia Bomfim, ambas do PSOL, acionaram o TSE e o STF respectivamente contra o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) pelo uso de uma aeronave ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master, durante a campanha presidencial de 2022.
Vorcaro foi preso nesta quarta-feira (4) após nova operação da Polícia Federal contra o banqueiro que apura fraudes financeiras sem precedentes, corrupção de agentes públicos e privados, ameaças a jornalistas e adversários políticos, além de acesso a dados sigilosos do MPF, da PF e até do FBI.
O jatinho usado por Nikolas Ferreira e pelo pastor Guilherme Batista, da Igreja da Lagoinha, viajou pelas nove capitais do Nordeste, além de Brasília, do Triângulo Mineiro e do Vale do Jequitinhonha, ambos em Minas Gerais, entre os dias 20 e 28 de outubro de 2022, bem próximo ao segundo turno da eleição presidencial.
Erika Hilton enviou representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e aponta que o uso do jatinho não consta como doação nem como despesa declarada nas campanhas eleitorais bolsonaristas em 2022. “Trata-se de vantagem logística de alto valor econômico, que permitiu deslocamentos estratégicos em curto intervalo de tempo”, argumentou a deputada.
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Já Sâmia Bomfim acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a oitiva de Nikolas Ferreira no inquérito que investiga o caso do Banco Master. No documento, Sâmia afirma que os fatos noticiados podem ter relevância jurídica no contexto das investigações que apuram possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master e seu principal dirigente à época. Para a deputada, é necessário esclarecer se houve vínculo material relevante entre o parlamentar e o grupo empresarial sob investigação, especialmente em período eleitoral.
O documento também solicita que sejam oficiadas a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a fim de que analisem possíveis desdobramentos na esfera penal e eleitoral.
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