Eleito para ser prefeito de Belém (PA) a partir de 1º de janeiro de 2021, Edmilson Rodrigues (PSOL) se posicionou contra o projeto aprovado pela Câmara Municipal de Belém (CMB) que aumenta os salários do prefeito, vice-prefeito, vereadores e secretários municipais a partir de 2021. Ele defendeu o veto ao reajuste em um período em que a cidade precisa destinar o orçamento para áreas mais importantes para a população de Belém.
A bancada de vereadores do PSOL na Câmara Municipal da cidade, composta por Fernando Carneiro, Enfermeira Nazaré e Dr. Chiquinho, votou contra o projeto, aprovado na última quinta-feira (3).
Edmilson Rodrigues garantiu, em entrevistas após ser eleito, que pretende implementar, desde os primeiros de gestão, uma Renda Básica municipal de até R$ 450 por mês aos belenenses que mais precisam. No seu entendimento, o orçamento municipal precisa ser dedicado a projetos como esse, e não ao reajuste de salários de secretários, vereadores ou do próprio prefeito.
Leia o posicionamento do futuro prefeito de Belém:
Sou a favor do veto ao PL aprovado pela Câmara de Vereadores que reajusta os subsídios de vereadores, secretários, vice-prefeito e prefeito. Respeito a autonomia do parlamento municipal, porém é um profundo equívoco priorizar este tema diante dos enormes desafios sociais que se colocam para a sociedade de nossa capital.
Em um momento de absoluta crise econômica, com milhares de belenenses desempregados e sem renda, e levando em conta os muitos anos de congelamento de salários do funcionalismo, aprovar um acréscimo desses no gasto municipal não corresponde ao interesse público. Espero que o veto anunciado pelo atual prefeito se confirme.
Sou a favor do veto ao PL aprovado pela Câmara de Vereadores que reajusta os subsídios de vereadores, secretários, vice-prefeito e prefeito. Respeito a autonomia do parlamento municipal, porém é um profundo equívoco priorizar este tema diante dos enormes desafios sociais +
— Edmilson Rodrigues (@EdmilsonPSOL) December 4, 2020



