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Eleição para presidência da Câmara: a primeira batalha de 2017 contra Temer

A volta do calendário legislativo em 2017 se aproxima: em 1º de fevereiro, o Congresso Nacional retoma os trabalhos já prometendo intensas disputas em torno dos projetos do governo de Michel Temer para o país.

As reformas Trabalhista e da Previdência, que atacam diretamente direitos da população, formam o carro-chefe do planos do governo golpista, na esteira da aprovação definitiva da famigerada PEC do Teto de Gastos no fim de 2016.

O ano que passou foi marcado por uma verdadeira guerra no Congresso Nacional. Após a aprovação do impeachment da então presidenta Dilma Rousseff (PT), 2016 ainda teve a cassação definitiva de Eduardo Cunha (PMDB) – a partir de ação protocolada pelo PSOL e pela Rede Sustentabilidade – e diversas propostas de retrocessos sociais, como a Reforma do Ensino Médio e a entrega da exploração do Pré-Sal para empresas estrangeiras, além da já mencionada PEC do Teto.

Leia mais: Para 2017, Temer promete mais ajuste e ameaça aos direitos

Está marcada para o segundo dia de trabalho legislativo do ano, 2 de fevereiro, a primeira batalha de 2017 contra as propostas retrógradas de Temer – e ela pode definir muito do que está por vir: a eleição para a presidência e Mesa-Diretora da Câmara dos Deputados.

De início, despontam candidatos que, na prática, representam nada mais do que o projeto de Temer para a Câmara e, também, uma continuidade em relação a Eduardo Cunha e o atual presidente Rodrigo Maia (DEM/RJ). Maia é candidato à reeleição e vai disputar, até agora, com Rogério Rosso (PSD/RJ) e Jovair Arantes (PTB/GO).

O PSOL não entrará em nenhuma dessas barcas furadas. A bancada do partido na Câmara está debatendo a eleição para construir uma candidatura pautada na defesa dos direitos sociais, na contrariedade às reformas Trabalhista e da Previdência e na denúncia do projeto de Michel Temer.

Ao comentar as candidaturas já colocadas para a eleição, o deputado Ivan Valente, líder do partido na Câmara, afirmou que nenhum dos nomes tem condições para elevar os padrões morais na Casa, que bateu recorde de rejeição no último ano.

“Se os cidadãos estão céticos com a política, é justamente por conta da falta de coerência ideológica e pelas alianças escusas praticadas por setores de todos os partidos tradicionais”, disse. “Sob nenhuma circunstância, o PSOL dará seu voto a golpistas da direita.”

O líder do PSOL comentou ainda sobre a possibilidade de outros partidos de oposição articularem a eleição de um dos nomes ligados a Temer. “É triste notar que setores do PT e do PC do B estão dispostos a oferecer apoio a Rodrigo Maia em troca de pequenas vantagens e/ou por considerá-lo o ‘menos pior’ dentre os três.”

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