Erika Hilton, vereadora do PSOL em São Paulo, teve que registrar um boletim de ocorrência na última quarta-feira (9) após uma mulher ameaçá-la de morte. A mensagem, enviada por e-mail, dizia que a parlamentar seria “degolada” e teria sua casa incendiada.
A mensagem ofendia Erika Hilton com termos como “satanás do inferno” e “traveco”. Em certa parte, a mulher que faz as ameaças diz que “você nunca deveria nem ter sido parido de sua mãe”.
O caso foi registrado junto ao 1º Distrito Policial da Polícia Civil na capital. “Estou me sentindo extremamente agredida, ofendida, ameaçada e com medo”, relatou a parlamentar em boletim de ocorrência.
O gabinete de Erika Hilton na Câmara Municipal de São Paulo também espera que tenha sua segurança reforçada e que seja mantido o uso de carro oficial com segurança.
NÃO É A PRIMEIRA VEZ
Em maio do ano passado, a vereadora foi alvo de comentários transfóbicos no Twitter após uma reportagem feita pelo Fantástico, da TV Globo, sobre preconceito e violência política contra vereadoras trans eleitas em 2020 ter sido exibida.
“A única coisa que eu vou pagar é uma bala de 38 na testa desse traveco”, afirmou um homem, após a vereadora falar em processar os autores dos ataques.
Em abril do ano passado o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou a quebra de sigilo de 49 perfis que atacaram a parlamentar do PSOL nas redes sociais.
As postagens selecionadas trazem xingamentos e ofensas como “ser desprezível”, “raça imunda”, “vagabunda”, “jumenta”, “traveco” e “cabelo desse serve pra tirar ferrugem de ferro”, entre tantas outras.
Um homem, identificado como “garçom reaça”, chegou a ir ao gabinete da vereadora para intimidá-la e persegui-la em seu ambiente de trabalho. A vereadora registrou boletim de ocorrência do caso também e a partir daí teve que começar a andar com um segurança particular.
Antes de sair do gabinete, ele deixou uma carta para ser entregue à vereadora. Nela, afirmava que acompanhava o trabalho de Erika à época em que ela foi codeputada na Alesp, e dizia ser garçom do restaurante do Círculo Militar, que fica ao lado da Assembleia, na Zona Sul da capital.

