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Exército não esclarece questionamentos sobre agente infiltrado em movimentos sociais

Reportagem divulgada nesta sexta-feira (23/09) pelo portal de notícias G1 revela que o Exército brasileiro, embora admita realizar “operações de inteligência” permanentes em “manifestações de rua”, não respondeu aos vários questionamentos feitos em relação ao capitão Willian Pina Botelho, que, com o codinome “Balta Nunes”, participava como infiltrado em diversas manifestações pelo Fora Temer em São Paulo. O caso foi revelado no início do mês por veículos da imprensa alternativa.

Reportagem publicada pela Mídia Ninja, elaborada em parceria com a equipe de comunicação do PSOL, apontou, ainda, que a atuação do agente não ficou apenas em grupos de jovens que iriam a manifestações e se organizavam em redes sociais: ele monitorou ostensivamente movimentos sociais da Frente Povo Sem Medo, como o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), o Fora do Eixo, a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Intersindical – Central da Classe Trabalhadora, além de diversos coletivos de juventude.

Segundo o G1, apesar de ter confirmado que “Balta Nunes” era mesmo Willian Botelho, a assessoria de imprensa do Exército em Brasília não respondeu se o capitão estava realmente trabalhando como agente infiltrado e se tinha autorização judicial ou não. Além disso, não explicou o que o oficial fazia no Centro Cultural São Paulo, no dia 4 de setembro, quando ele e cerca de 20 ativistas foram detidos pela PM enquanto se preparavam para participar do ato Fora Temer na Avenida Paulista. Tampouco esclarece se está apurando alguma irregularidade supostamente cometida pelo capitão.

Ainda de acordo com a reportagem divulgada hoje, entre as 20 perguntas enviadas ao Exército, o portal questionou se o “Exército e a polícia de São Paulo estavam agindo em parceria para identificar e prender manifestantes que planejavam depredar o patrimônio público?”. O que também não foi respondido pela assessoria da força armada.

O fato envolvendo o capitão do Exército é investigado pelos ministérios públicos estadual e federal. O MP de São Paulo também apura a legalidade da ação policial, que liberou o militar da prisão, enquanto os manifestantes foram levados detidos à Polícia Civil, onde acabaram sendo enquadrados por associação criminosa e corrupção de menores.

Líder do PSOL também exige informações
No dia 14 de setembro, o líder do PSOL, deputado Ivan Valente, protocolou na Mesa Diretora da Câmara um requerimento de informação exigindo do Ministério da Defesa informações sobre a infiltração de agentes em movimentos sociais e, em especial, sobre o caso do capitão Willian Pina Botelho.

Valente apresentou ao ministro Raul Jungmann uma série de perguntas sobre as denúncias divulgadas no início do mês, entre as quais se o órgão confirma que Botelho era um agente infiltrado pelo Exército; se as Forças Armadas monitoram, utilizando o método da infiltração de agentes, movimentos como os da Frente Povo Sem Medo; e se existe uma parceria entre a Polícia Militar paulista e o Exército para os monitoramentos.

O deputado Waldir Maranhão (PP-MA) foi designado o relator do requerimento, que precisa ser aprovado antes e, em seguida, enviado ao ministro da Defesa. Após recebê-lo, Raul Jungmann terá o prazo de até 30 dias para responder.

Confira aqui o conteúdo completo e a tramitação do requerimento.

 

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