Nota de solidariedade ao companheiro Renato Almeida
Um dia antes do julgamento do recurso de Rafael Braga, no Rio, nos chega a notícia de que o advogado e candidato à vereador pelo PSOL nas eleições de 2016 em Curitiba, Renato Almeida Freitas Jr., foi ofendido e detido pela polícia de sua cidade na tarde deste domingo.
Formado pela tradicional Faculdade de Direito da UFPR, Renato mais uma vez teve seus direitos violados por ser negro. O policial se achou no direito de duvidar de sua formação, afirmou ter “nojo de vocês” e que ainda veria Renato enterrado. Vários crimes em uma única abordagem: racismo, injúria, ameaça e abuso de autoridade.
Esse é o dia a dia dos nossos jovens negros no Brasil, sempre apontados como “suspeitos” e humilhados, agredidos, quando não assassinados.
Mas Renato não está sozinho. Não estava quando foi detido porque a polícia de Curitiba o odeia porque ele fez da sua campanha eleitoral pelo PSOL um manifesto de denúncia do racismo. E não está sozinho para lutar até o fim para que as ofensas e agressões racistas gravadas sejam apuradas até o fim.
Lutaremos juntos até que Rafael Braga esteja livre do flagrante forjado que a corrupta PM do Rio de Janeiro lhe impôs porque é negro e pobre. E lutaremos até o fim em defesa de Renato.
E denunciaremos cada PM que mata Cláudias Silva, Luanas Barbosa, Marias Eduardas, Eduardos, Ricardos Nascimento, os meninos do Cabula, de Belém, do Recife. Em nossa luta, cada um de nossos irmãos tombado por esse Estado racista estarão sempre PRESENTES!
“Se Palmares não vive mais, faremos Palmares de novo!”
Setorial Negritude do PSOL, 31/07/2017.

