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Governo enviou munições letais e centenas de granadas para operação em assentamento do MST na Bahia

Um requerimento de informações enviado pelo PSOL ao governo Bolsonaro descobriu que foram enviados mais de 20.139 cartuchos de munição, quase 60% letais, e 197 armas, entre carabinas, espingardas e pistolas, além de mais de 543 granadas, às tropas da Força Nacional em um assentamento do MST no sul da Bahia. A operação só não foi adiante porque o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou a ação ilegal, já que governador do estado, Rui Costa (PT), não havia solicitado o efetivo e a operação.

O Ministério da Justiça alegou que o envio atendia a um pedido de um ministro de Estado, no caso da Agricultura, e que isso bastaria para dar legalidade à ação, o que foi negado pelo STF. De acordo com a pasta, a solicitação foi feita durante as férias da titular Tereza Cristina e foi assinado pelo secretário-executivo, Marcos Montes.

No total, o governo Bolsonaro gastou R$ 328 mil em toda a operação ilegal que enviou tropas da Força Nacional de Segurança ao sul da Bahia com o objetivo de reprimir o assentamento do MST.

Admitir a manutenção dessa lógica significa permitir que o o Governo Federal, o Presidente da República ou seus ministros tenham sob seu comando uma verdadeira polícia política, cujas ações podem ser direcionadas para perseguir seus adversários e desafetos, típico de regimes autoritários, além de proteger interesses de seus aliados.

No STF, o ministro Edson Fachin reiterou seu entendimento pela plausibilidade do argumento do governo da Bahia de que o Decreto 5.289/2004 (artigo 4º), ao dispensar a anuência do governador no emprego da Força Nacional, viola o princípio da autonomia estadual. Fachin ressaltou que a Lei 11.473/2007, que trata da cooperação entre os entes federados para a realização de operações dessa natureza, prevê um convênio entre a União e o governo estadual.

De acordo com o ministro, além dos “enormes riscos” para a estabilidade do pacto federativo, não foi demonstrada a imprescindibilidade da atuação da Força Nacional. Ele destacou, ainda, que o quadro geral de pandemia da Covid-19 exige que a mobilização de contingentes de segurança seja sensivelmente restrita e acompanhada de protocolos sanitários, de forma a evitar riscos, especialmente, para a população local. Esse entendimento foi acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Luiz Fux (presidente).

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