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Governo tucano usa força contra estudantes que ocupam escolas em Goiânia

Na foto acima, estudantes no Colégio Estadual Ismael Silva de Jesus

Em protesto contra a entrada de OSs (Organizações Sociais) no ensino público e uso da violência, manifestantes ocupam Secretaria de Educação. PSOL-GO se manifesta em apoio a secundaristas e exige saída de governador tucano

Os governadores do PSDB, ao que tudo indica, seguem a risca um mesmo modelo de tratar professores e estudantes de escolas públicas. Cerca de dois meses após a histórica e vitoriosa luta dos estudantes secundaristas de São Paulo, que ocuparam mais de 200 escolas em protesto contra o projeto do governo Geraldo Alckmin de fechar unidades de ensino, agora quem enfrenta o governo e sua polícia são os estudantes de Goiás, também governada pelo PSDB. Na última segunda-feira (25), estudantes que ocupavam o Colégio Estadual Ismael Silva de Jesus, em Goiânia, denunciaram o cenário de guerra e violência promovido pela Polícia Militar, que garantiu a saída dos alunos na base da agressão física. Segundo as denúncias, no local foi verificada a presença de pelo menos cinco viaturas da PM.

Com essa ação truculenta, o governador Marconi Perillo demonstrou que não respeita sequer as decisões judiciais, uma vez que a Justiça entendeu que os alunos têm o direito de manterem a ocupação, não aceitando, portanto, o pedido de reintegração de posse. Mesmo assim, Perillo se inspirou em Alckmin e em Beto Richa, do Paraná, e mandou a Polícia Militar resolver o problema.

Segundo relatos dos estudantes, socos, chutes, empurrões e pontapés foram desferidos contra eles durante a desocupação à força. O movimento, que reúne alunos do ensino médio da rede estadual de Goiás, pais e professores, é para barrar o projeto do governo que transfere a administração de escolas públicas de Goiás para as Organizações Sociais (OSs). No total, já são 27 escolas ocupadas no estado, num movimento que teve início em dezembro do ano passado.

Leia mais sobre a ação da PM na desocupação das escolas.
Assista às declarações de estudantes que ocupavam o Colégio Estadual Ismael Silva de Jesus.

Em protesto, estudantes ocupam Secretaria de Educação
Na noite desta terça-feira (26), um grupo de estudantes do ensino médio ocupou a sede da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce) de Goiás, em protesto contra a truculência praticada pela Política Militar nas escolas ocupadas. O grupo de secundaristas também quer se reunir com a secretária de Educação, Raquel Teixeira, para levar sua indignação com o projeto de implantação das OSs nas escolas públicas do estado.

Além de estudantes, apoiadores e representantes de várias organizações sociais continuam no pátio do prédio da Secretaria de Educação, mantendo o protesto. Uma página do movimento no Facebook, denominada de Secundaristas em Luta-GO, repassa informações sobre as escolas ocupadas e o protesto na Seduce.

A posição do PSOL
Em nota divulgada nesta terça-feira (26), a direção do PSOL de Goiás repudia o tratamento que vem sendo dado pelo governo de Marconi Perillo ao movimento dos estudantes secundaristas. Segundo o partido, essa postura intransigente do governo não é recente. “Há mais de 40 dias o governo estadual se recusa a negociar e ouvir as reinvindicações em pauta e segue com a implantação da OSs (nos mesmos moldes da saúde) e com a militarização do Ensino Estadual à revelia”.

Na nota, o partido exige que o governo retire das escolas ocupadas o aparato policial, retome o fornecimento de energia e água e que também atenda a pauta de reivindicações do movimento, cessando, imediatamente, o projeto das Organizações Sociais. Além disso, pede a saída do governador e da secretária de Educação, Raquel Teixeira.

Em apoio à luta dos estudantes secundaristas, na sexta-feira (29/01), o PSOL-GO, ao lado de outras organizações, como MTST, MST, Stiueg-GO (Sindicato dos Trabalhadores Urbanitários de GO) e PCB, promoverá um ato político. O caráter da manifestação, que deve reunir militantes dos movimentos estudantil, sindical e social, será em defesa da escola pública e contra a privatização dos serviços públicos em Goiás.

Saiba mais sobre o ato político.

Confira abaixo a nota completa do PSOL-GO.

Governo Marconi espalha pânico e violência contra estudantes em Goiás
Está tenso o tratamento dado pelo Governo Marconi Perillo ao movimento de ocupação de estudantes secundaristas de Goiânia, contrários à implantação das Organizações Sociais (OSs) e a militarização do Ensino Público. O movimento, que vem sendo mantido por estudantes a partir do Ensino Fundamental II, professores e pais, vem sofrendo processo de criminalização por parte da polícia do Estado a mando do governador Marconi Perillo e da secretária de Educação Raquel Teixeira.

Na última madrugada cenas de pânico marcaram a tentativa de desocupação de algumas das escolas. No Colégio Estadual Cecília Meirelles, viaturas da Rotam e carros pretos sem identificação tentaram amedrontar os manifestantes e apoiadores. Professores e pais que andavam à paisana foram detidos e levados à Delegacia. No Colégio Estadual Robinho, na periferia de Aparecida de Goiânia, sete homens encapuzados entraram nas instalações da escola espalhando medo e violência.

Houve também invasão no Colégio Estadual Ismael Silva de Jesus por parte de 24 policiais à paisana e Conselho Tutelar onde distribuíram pontapés e cadeiradas em estudantes e apoiadores, além de plantar prova para criminalizar o movimento. A professora Kim, que é presidenta do PSOL de Goiânia e está acompanhando todo o movimento há mais de 40 dias, vem sofrendo perseguição e muita violência física e psicológica com os demais manifestantes.

Não é de hoje que Marconi e Raquel perseguem de maneira truculenta os estudantes e apoiadores do movimento contra as OSs e a militarização. Ambos já autorizaram, inclusive, corte de abastecimento de água e luz das unidades de ensino. Há mais de 40 dias o governo estadual se recusa a negociar e ouvir as reinvindicações em pauta e seguem com a implantação da OSs (nos mesmos moldes da saúde) e com a militarização do Ensino Estadual à revelia.

Os lamentáveis acontecimentos em Goiânia e em outras localidades do Estado de Goiás tomaram repercussão nacional e até internacional. Até agora nenhuma atitude foi tomada para sanar a situação.

Apoiamos integralmente o movimento secundarista contrário ao famigerado processo de Organizações Sociais na educação bem como a militarização do ensino. E, para tanto, exigimos:

  • a retirada imediata de todo aparato policial nas escolas estaduais e a religação de luz e água;
  • que o Governo atenda as reinvindicações pautadas no movimento parando imediatamente com os processos das OSs e a militarização;
  • que soltem os detidos do movimento que foram abruptamente vitimados pela extrema violência policial nos últimos dias.

Ações violentas e arbitrárias como essa de Marconi e Raquel ferem princípios constitucionais e fazem prevalecer em Goiás uma política do medo e do caos social. Especialmente por se tratar de crianças e jovens que lutam pacificamente por uma educação pública de qualidade! Faz-se necessário que os movimentos sociais, sindicatos e membros da sociedade civil organizada passem a apoiar o movimento dos estudantes em Goiás e que possamos denunciar toda a violência aos direitos humanos e, desde já, abertura de CPI para apurar os fatos e punir os responsáveis.

Marconi e Raquel ultrapassaram todos os limites. O que mais é necessário ocorrer para que se proponha o impeachment do governador e a saída imediata de sua secretária Raquel Teixeira.

PSOL-GO
Goiânia-GO, 26 de janeiro de 2016

 

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