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Intervenção no Rio é ação desesperada de Temer; confira a repercussão no PSOL

A decisão do presidente ilegítimo Michel Temer de decretar intervenção federal no Rio de Janeiro, anunciada nesta quinta-feira (15), demonstra o desespero do PMDB, também à frente do governo estadual, diante das dificuldades na segurança pública do país, em especial no Rio de Janeiro. Com a medida, o Exército irá assumir a segurança pública do Estado, com responsabilidade sobre as polícias, bombeiros e a área de inteligência, inclusive com poder de prisão de seus membros. O interventor será o general Walter Braga Neto, que, na prática, vai substituir o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, nas medidas da área da segurança pública.

Dirigentes do PSOL questionaram a ação desesperada do governo federal, que praticamente tirou de cena o governador fluminense. O deputado federal pelo Rio Glauber Braga avalia que a medida absurda de Temer comprova que o atual governador não tem mais condições de gerir o estado. “Pezão não perdeu a capacidade de ‘gerir’ só a segurança. A penúria vivida pelos moradores do Rio é em todas as áreas. Ele perdeu a capacidade de ser governador. Em uma situação como a atual a solução é a saída coletiva de Pezão e seus sucessores-aliados. Que os rumos do Rio sejam restabelecidos através da vontade da maioria da população. A solução é o voto popular. Mais democracia é sempre a melhor alternativa”, defendeu.

https://www.facebook.com/glauber.braga1/videos/959385764218445/

A vereadora Marielle Franco destacou a violência com que as forças de segurança, principalmente o Exército, têm tratado a população das favelas cariocas. E demonstrou grande preocupação com o futuro da cidade. “Hoje a população do Rio de Janeiro acorda com a notícia de que Pezão não responde mais pela segurança pública e sim o Governo Federal e o Exército. Quem é favelado conhece a violência do Exército e dos militares desde sempre, mas o que pode acontecer nos próximos dias ninguém sabe”.

Ela considerou, ainda, que a medida é resultado da política dos sucessivos governos do Estado em relação aos moradores da periferia. “Primeiro eles geram uma desigualdade violenta e criam uma guerra pra exterminar a população pobre e preta, depois usam o discurso do medo para gerar ainda mais violência”.

O líder do PSOL na Câmara, Ivan Valente (SP), também criticou as reais intenções de Michel Temer ao decretar a intervenção, que, segundo ele, é uma tentativa de desviar o foco para a derrota que pode sofrer em relação à reforma da Previdência.

Valente destaca, ainda, que o Palácio do Planalto tenta, com a medida, tirar seu governo da lama. “Temer usa um problema gravíssimo, que é a segurança no Rio de Janeiro, para tentar tirar seu governo da lama. Não tem votos para Previdência, procurou uma saída para camuflar seu fracasso”.

Para o presidente nacional do partido, Juliano Medeiros, a intervenção federal no Rio tem dois objetivos. “O primeiro é reforçar o caráter repressivo e violento do Estado, destacando para a periferia do Rio de Janeiro militares para exercer uma função para a qual não têm treinamento. Além de arriscar a vida desses soldados e da população que seria supostamente ‘protegida’, Temer e Pezão reforçam a mentira de que quanto maior o contingente das forças de segurança, menor a violência. O outro objetivo é conquistar uma saída para a virtual derrota na reforma da previdência. Durante a intervenção militar não é possível votar emenda à Constituição e  Temer terá agora a desculpa perfeita para arquivar seu projeto de destruição das aposentadorias, já que ele acabaria sendo derrotado na Câmara dos Deputados graças à pressão popular”.

O deputado Jean Wyllys (RJ) destaca, em artigo, a responsabilidade dos governos do PMDB na situação da segurança do Rio. “As políticas de segurança geridas pelo PMDB nas últimas décadas são diretamente responsáveis pelo estado de calamidade visto hoje, ao delimitar muito bem qual parcela da população têm proteção e políticas urbanas e qual parte da população vive à margem, sob coação das milícias policiais e do crime organizado”.

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