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Itamaraty coloca telegramas sobre aborto e gênero em sigilo até 2025 para não dar respostas ao PSOL

Sem dar explicações, o Ministério das Relações Exteriores classificou como “reservados” os telegramas com instruções a seus diplomatas na ONU (Organização das Nações Unidas) sobre temas relacionados a aborto, igualdade de gênero e educação sexual. O Itamaraty modificou o grau de sigilo dos documentos logo após receber um requerimento oficial de informações apresentado pela bancada do PSOL na Câmara.

Ficou estabelecido ainda pela iniciativa da chancelaria que os documentos enviados com instruções sobre esses temas apenas poderão ser consultados a partir de 2025.

O governo, como divulgado na imprensa, atuou nos bastidores da ONU para enfraquecer e derrubar resoluções que tratavam de temas que envolviam direitos das mulheres. A atitude do Brasil encontrou apoio apenas em países como Arábia Saudita e Egito, com histórico de poucos direitos à população feminina.

Diante da postura do Itamaraty na ONU, parlamentares do PSOL apresentaram um requerimento à chancelaria para que o governo se explicasse. O pedido de informação foi submetido em 9 de julho e solicitava cópias de telegramas e documentos enviados por Brasília para os diplomatas brasileiros em Genebra, na Suíça.

No dia 3 de agosto, o pedido chegaria oficialmente ao Itamaraty, dando um prazo até dia 2 de setembro para uma resposta. No último dia do prazo, o chanceler Ernesto Araújo apresentou seus documentos e versões aos parlamentares. Mas informou que os telegramas tinham sido classificados como “reservados”.

Um dos documentos internos do Itamaraty, de 7 de julho, foi classificado como “reservado” apenas em 21 de agosto. Ou seja, depois do pedido dos deputados por acesso. Outro documento interno com instruções de 1 de julho foi classificado apenas em 12 de agosto, também depois da solicitação de acesso por parte do PSOL. Telegramas emitidos em outras datas também foram classificados imediatamente como “reservados”.

Com informações do UOL

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