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IVAN VALENTE: Depois da “revolta dos patos”, Temer pretende aumentar impostos

Os livros de História, quando narrarem a onda de protestos que culminou no afastamento de Dilma Roussef, provavelmente ilustrarão com fotos de um pato gigante diante da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo). “Não vou pagar o pato” foi um dos principais motes a encorajar as multidões a apoiar uma ruptura da normalidade democrática. O PSOL também foi contra a implementação da CPMF, uma invenção tucana que os petistas pretendiam reeditar como paliativo contra a crise. No entanto, não caímos na pataquada orquestrada pela Fiesp.

Eis que no último dia 9 de julho os jornais dão a notícia de que Temer planeja aumentar impostos, algo que o ministro da Fazenda Henrique Meirelles já vinha insinuando. Não contentes em privatizar tudo o que for possível, ainda pretendem elevar impostos que recaem sobre o consumidor. Está em análise, por exemplo, aumentar a taxa do CIDE, sobre a gasolina, que tende a chegar no bolso do consumidor final. Ainda assim, a medida não resolveria o problema, pois o déficit esperado para 2017 ainda assim é de mais que R$ 150 bilhões. É bom dizer que não está totalmente claro o que se inclui nessa planilha.

O neoliberalismo não apenas é repleto de vícios, como também não promete o que cumpre – especialmente no Brasil. Na teoria, a privatização deveria resultar em uma acentuada diminuição de impostos. Não foi o que vimos na era FHC, que elevou a carga tributária de 28,9% para 35,86% do PIB. E ao que tudo indica, continuaremos a pagar muitos patos no governo Temer.

A saída da crise é pela esquerda. A taxação de grandes fortunas é uma maneira mais justa de recompor a receita, pois cobra mais de quem tem condições de dar mais, podendo aliviar para quem recebe menos. Quando a tributação pesa sobre o consumidor e o trabalhador, que sequer tem bons serviços pelo que paga, apenas aumenta a desigualdade. 77% dos brasileiros, de acordo com pesquisa publicada quinta-feira na Folha, concordam que os ricos devem pagar mais impostos, e os pobres, menos.

 

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