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Ivan Valente destaca mobilizações contra políticas econômicas na Europa

O PSOL participou nos dias 10 e 11 de novembro, em Lisboa, Portugal, do 7º Encontro do Bloco de Esquerda. O presidente nacional do PSOL e líder do partido na Câmara, deputado Ivan Valente, participou do encontro.

Leia o discurso, proferido na última quarta-feira, 14, no qual o deputado relata a atual situação econômica daquela região e faz um comparativo com a realidade brasileira.

“Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, hoje em toda a Europa existe uma greve geral — em Portugal, na Espanha, na Grécia, na Itália — contra a política determinada pelo capital financeiro europeu, liderada pela Comissão Europeia, pelo Fundo Monetário Internacional e pelo Banco Central Europeu, a chamada Troika, que está impondo enormes sacrifícios aos trabalhadores e trabalhadoras, com cortes drásticos nas aposentadorias, demissões em massa, enxugamento da máquina, privatizações e as receitas que nós conhecemos de atentado ao patrimônio público.

No ano passado, 1 trilhão de euros foi entregue pelo Banco Central Europeu aos bancos que investem e especulam nos países europeus chamados periféricos — mas agora não tanto, porque era Grécia, era Portugal, e agora é Espanha, agora é Itália e vários outros Países que hoje paralisam as atividades através dos seus sindicatos.

Nós queremos comunicar a esta Casa que fomos convidados a participar do sétimo encontro do Bloco de Esquerda português, em Lisboa, no fim de semana. Participamos para ver o que acontecia naquele País.

Agradecemos o convite em nome da Presidência do Partido Socialismo e Liberdade.

Nós pudemos ver que, na Europa, hoje ninguém aguenta mais a política do Fundo Monetário Internacional do Banco Central Europeu e particularmente da Comissão Europeia, liderada pela Chanceler alemã Angela Merkel, contra a qual se voltou o ódio do povo que sofre as consequências de uma política de arrocho, de empobrecimento contínuo da população, enquanto se socorre os bancos. Ou seja, no fundo é a mesma política em todo o mundo em que o capital financeiro tem a hegemonia do processo e os governos seguem a mesma receita.

O mesmo acontece em nosso País, porque aqui também nós continuamos reservando 45% do Orçamento para pagar juros da dívida pública que, quanto mais se paga, mais cresce a dívida interna e a dívida externa. Esse é um assunto que não se ventila, esse é um assunto que os partidos políticos desta Casa não tocam. Ou seja, parece que é natural entregar 700, 800 bilhões de reais aos banqueiros nacionais e internacionais e permitir a especulação financeira, enquanto se quebra, com ajuda à Saúde, à educação, à moradia popular, ao transporte coletivo de massa. E observamos inclusive o crescimento da violência. Por isso, esse é o mesmo modelo que aí está.

Podemos constatar que a participação aumenta bastante na Europa no Movimento Social da Juventude.
Parabenizamos o presidente do Bloco português, Francisco Louçã, que foi Deputado várias vezes e cumprimentamos os novos líderes, João Semedo e Catarina Martins, que assumem o comando neste momento, somando forças com o Partido Comunista Português e outros setores da esquerda contra a política da troika.

Queremos reafirmar aqui o que dissemos ontem [13/11] na votação que dizia respeito à transparência das receitas das notas fiscais aqui no Brasil. Não basta ter transparência, é preciso dizer para onde vai o dinheiro arrecadado neste País; esse dinheiro arrecadado, geralmente, vai atrás do capital financeiro. É ele que recebe a nata do que se arrecada neste País. É por isso que a carga fiscal é tão grande e que o Brasil precisa rever, inclusive. Quem tem mais, deve pagar mais. Não é o imposto sobre o consumo e a renda;deve ser o imposto sobre a propriedade e as grandes fortunas que devem viger.

Por isso os povos de todo o mundo têm que se unir contra essa política hegemônica do capital financeiro.”

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