O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) proferiu palestra nesta quarta-feira (26) na abertura do IV Encontro sobre Dissidência Sexual e Identidades Sexuais e Genéricas, na Cidade do México, em missão oficial representando a Câmara dos Deputados.
Participaram também o reitor da Universidade Autônoma da Cidade do México (UACM), Dr. Enrique Dussel; o coordenador de Políticas Públicas da Comissão de DDHH da Assembleia Legislativa da Cidade do México, Gerardo Sauri; a presidenta do Conselho para Prevenir e Eliminar a Discriminação, Jacqueline L’Hoist Tapia, representantes do prefeito Miguel Ángel Mancera; o diretor do programa em dissidência sexual da universidade, Héctor Salinas; a deputada estadual argentina María Rachid e o jornalista argentino Bruno Bimbi.
Em sua fala, Wyllys se referiu às manifestações populares que estão acontecendo no Brasil e lembrou que elas deram continuidade às mobilizações e atos que vêm acontecendo desde março em todo o país, em defesa do Estado Laico e dos direitos humanos da população LGBT e contra a tomada da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados pelo fundamentalismo religioso. “A luta da comunidade LGBT, a dos povos indígenas que resistem à repressão e ao desrespeito em função de projetos de desenvolvimento que não os contém, como Belo Monte; o rechaço de boa parte da população às despesas excessivas e pouco transparentes da Copa, enquanto faltam recursos para a saúde e a educação; a indignação pelo aumento do transporte e sua péssima qualidade; projetos legislativos como a PEC-37, que poderia facilitar a impunidade da corrupção… Tudo isso acabou dando lugar a um basta geral que deixou em evidência os retrocessos do governo Dilma e do PT, que abandonaram bandeiras históricas. A bandeira LGBT é uma delas”, disse.
O deputado explicou que, após as últimas manifestações, cuja massividade foi histórica, existe uma disputa política por impor a elas uma agenda. “A direita e parte da mídia tentam aproveitar e impor suas agendas, e há grupos de ultradireita que querem trazer violência e propostas antidemocráticas, mas o tom majoritário dos protestos não foi esse. O povo não saiu às ruas contra os avanços sociais do governo Lula, mas contra os retrocessos do governo Dilma”.
“Dilma abandonou políticas públicas dos governos anteriores (prevenção do buyilling homofóbico nas escolas, prevenção do HIV), foi omissa na conquista do casamento igualitário, que meu mandato promoveu; fez alianças com o fundamentalismo e a ultradireita que impediram qualquer política pública a favor da diversidade e mantém o silêncio diante da violência homofóbica que vitima mais de 300 homossexuais por ano. Por isso, é compreensível que milhares de LGBTs tenham participado dos protestos”, afirmou Wyllys.
Nos próximos dias, Wyllys se reunirá com o embaixador do Brasil no México, dissertará numa audiência especial da Comissão de Direitos Humanos do Senado mexicano, organizada para ouvi-lo, e participará de diversas entrevistas com movimentos sociais, funcionários do governo e parlamentares.
Participaram também o reitor da Universidade Autônoma da Cidade do México (UACM), Dr. Enrique Dussel; o coordenador de Políticas Públicas da Comissão de DDHH da Assembleia Legislativa da Cidade do México, Gerardo Sauri; a presidenta do Conselho para Prevenir e Eliminar a Discriminação, Jacqueline L’Hoist Tapia, representantes do prefeito Miguel Ángel Mancera; o diretor do programa em dissidência sexual da universidade, Héctor Salinas; a deputada estadual argentina María Rachid e o jornalista argentino Bruno Bimbi.
Em sua fala, Wyllys se referiu às manifestações populares que estão acontecendo no Brasil e lembrou que elas deram continuidade às mobilizações e atos que vêm acontecendo desde março em todo o país, em defesa do Estado Laico e dos direitos humanos da população LGBT e contra a tomada da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados pelo fundamentalismo religioso. “A luta da comunidade LGBT, a dos povos indígenas que resistem à repressão e ao desrespeito em função de projetos de desenvolvimento que não os contém, como Belo Monte; o rechaço de boa parte da população às despesas excessivas e pouco transparentes da Copa, enquanto faltam recursos para a saúde e a educação; a indignação pelo aumento do transporte e sua péssima qualidade; projetos legislativos como a PEC-37, que poderia facilitar a impunidade da corrupção… Tudo isso acabou dando lugar a um basta geral que deixou em evidência os retrocessos do governo Dilma e do PT, que abandonaram bandeiras históricas. A bandeira LGBT é uma delas”, disse.
O deputado explicou que, após as últimas manifestações, cuja massividade foi histórica, existe uma disputa política por impor a elas uma agenda. “A direita e parte da mídia tentam aproveitar e impor suas agendas, e há grupos de ultradireita que querem trazer violência e propostas antidemocráticas, mas o tom majoritário dos protestos não foi esse. O povo não saiu às ruas contra os avanços sociais do governo Lula, mas contra os retrocessos do governo Dilma”.
“Dilma abandonou políticas públicas dos governos anteriores (prevenção do buyilling homofóbico nas escolas, prevenção do HIV), foi omissa na conquista do casamento igualitário, que meu mandato promoveu; fez alianças com o fundamentalismo e a ultradireita que impediram qualquer política pública a favor da diversidade e mantém o silêncio diante da violência homofóbica que vitima mais de 300 homossexuais por ano. Por isso, é compreensível que milhares de LGBTs tenham participado dos protestos”, afirmou Wyllys.
Nos próximos dias, Wyllys se reunirá com o embaixador do Brasil no México, dissertará numa audiência especial da Comissão de Direitos Humanos do Senado mexicano, organizada para ouvi-lo, e participará de diversas entrevistas com movimentos sociais, funcionários do governo e parlamentares.

