O Atlas da Violência 2017, divulgado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) na segunda-feira (5/6), mostra que cada vez mais jovens negros são mortos no Brasil. O cidadão negro, segundo o estudo, possui 23,5% mais probabilidade de sofrer assassinato em relação a cidadãos não-negros, já descontado o efeito da idade, sexo, escolaridade, estado civil e bairro de residência.
A pesquisa afirma, ainda, que a violência no geral aumentou. Só em 2015, ano em que foi analisada a pesquisa, foram registrados 59.080 homicídios – isso equivale a um avião caindo todo dia.
O perfil das vítimas é padronizado: homens, jovens, negros e com baixa escolaridade. Entre 2005 e 2015, houve um aumento de quase 20% na taxa de homicídio de negros, provando o problema do racismo estrutural no Brasil, que possui um caráter genocida.
Aumentaram também as mortes de mulheres, com 4.621 assassinatos registrados em 2015. O indicador é ainda mais grave no caso de mulheres negras, que tiveram o número de homicídios 22% maior do que em 2005 – enquanto as mortes de mulheres não-negras diminuíram em 7,4%.
O estudo mostra ainda que as armas de fogo são as maiores causadoras de mortes (71,9%) e o Nordeste é a região com maior número de assassinatos.
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