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Justiça de SP quebra sigilos bancário e fiscal do presidente da Alesp e de envolvidos na quadrilha da merenda

O desembargador Sérgio Rui da Fonseca, do Tribunal de Justiça de São Paulo, decretou a quebra do sigilo bancário e fiscal do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Fernando Capez (PSDB), e de dois ex-assessores do governo de Geraldo Alckmin – Luiz Roberto dos Santos, o ‘Moita’, ex-Casa Civil, e Fernando Padula, ex-Secretaria da Educação – citados na Operação Alba Branca, que investiga o desvio de recursos públicos da merenda escolar.

A abertura de dados sigilosos alcança também um assessor e dois ex-assessores de Capez, apontados na investigação: Luiz Carlos Gutierrez, o Licá, Jeter Rodrigues Pereira e José Merivaldo dos Santos, o ‘Meriva’. A Justiça autorizou inclusive acesso aos computadores utilizados pelos aliados do presidente da Assembleia.

Ao todo, o desembargador decretou a quebra do sigilo de 12 investigados, inclusive da cooperativa Coaf, de seus ex-diretores e de outras empresas usadas para fraudar licitações.

O deputado federal do PSOL de São Paulo, Ivan Valente, avalia que o avanço nas investigações é um fato importante e precisa ser cobrado pela população de São Paulo. Segundo ele, é necessário que haja uma investigação rigorosa e os culpados sejam punidos. “Assim como defendemos na CPI da Petrobras que todos os envolvidos respondessem por seus crimes, independente do partido político ao qual é filiado, defendemos a mais ampla investigação em São Paulo”, afirma Valente.

Ele considera que, no entanto, é preciso estar alerta para as tentativas de abafar o caso ou tratá-lo como de menor importância em meio ao turbilhão de casos de corrupção no Brasil, como se fosse possível escalonar o delito de acordo com o grupo político que o pratica.

As entrevistas publicadas na segunda (15) com o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado Fernando Capez, na Folha de S. Paulo e no Estadão são exemplos disso. “Nenhuma pergunta sobre seu posicionamento a respeito da negativa da base governista em instalar uma CPI para investigar o esquema, nenhuma pergunta sobre o principal assessor do deputado envolvido e citado na Operação Alba Branca”.

Fonte: Mandato deputado Ivan Valente

 

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