fbpx

Kátia Abreu é Kátia Abreu

Na primeira entrevista organizada após a posse, a ministra Katia Abreu, da pasta da Agricultura, não só confirmou o que se esperava de uma latifundiária empedernida, como desfilou um conjunto de mentiras encampadas pelo discurso ruralista por ela representada na Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e agora no Ministério.
 
A somatória de impropérios por ela pronunciada começa com a ideia de que “não há mais latifúndios no país”. Sendo que o Brasil é um dos maiores exemplos de concentração fundiária no planeta. Quando é sabido que 0,3% das propriedades concentram 30% das áreas de produção agropecuária. Com aquela frase ela, também, quis embutir a ideia de que não há terra improdutiva no Brasil e que todas as propriedades obedecem ao dispositivo constitucional da “função social da propriedade”. Ou seja, reforma agrária, segundo ela, é questão pontual. E não me invadam terra, por favor! Katia Abreu mostra que a “a modernidade” chegou ao campo e que a luta social pela reforma agrária é inútil. Haja estômago!
 
Mas quando se refere à questão indígena ela se supera, como bem convém a uma ruralista radical que na sua posse fez “uma declaração de amor” aos seus colegas de bancada. Ela foi capaz de dizer que: os índios saíram da floresta e passaram a descer para as áreas de produção. Ou seja, não foram os madereiros, os agropecuaristas e mineradoras que, com suas motoserras e correntões, invadiram as florestas, ocuparam terras indígenas, grilaram terras e mataram índios, apoiados, muitas vezes, pelo Exército, Polícia e Justiça. Ela culpa os índios pelos conflitos existentes. Quanta mentira e insensatez. Mas, ela é muito boazinha e se mostra disposta a “ajudar os índios a produzirem”, se colocando como parceira dessa colaboração. Ou seja, Kátia Abreu quer que os índios não sejam mais índios, mas produtores rurais e pecuaristas “produtivos”.
 
Essa é a ministra que Dilma Roussef colocou no Ministério da Agricultura, de onde estará em posição privilegiada para inviabilizar a reforma agrária e a demarcação das terras indígenas (com a aprovação da PEC 2015). A maior responsabilidade pelo retrocesso das pautas que interessam à justiça social no Brasil é da própria presidente da República. E não foi por falta de informação e aviso.
 

 

Cadastre-se e recebe informações do PSOL

Relacionados

PSOL nas Redes

469,924FãsCurtir
362,000SeguidoresSeguir
26,500SeguidoresSeguir
515,202SeguidoresSeguir

Últimas