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Manifesto de economistas organizado pelo PSOL apresenta propostas para plataforma comum à esquerda

Dezenas de economistas brasileiros assinam um manifesto divulgado nesta semana em apoio às propostas apresentadas pelo PSOL para construir um programa econômico comum a ser apresentado pelas esquerdas brasileiras nas eleições de 2022.

Organizado principalmente por Cláudio Puty, que é Secretário de Planejamento da Prefeitura de Belém (PA) e coordenador do debate de programa eleitoral do PSOL, o manifesto é assinado por 86 economistas de várias regiões do Brasil.

O manifesto aponta uma série de iniciativas necessárias para “afirmar um país justo e democrático” e “não promover políticas econômicas que desmontem a própria base de apoio popular de um governo eleito em meio à forte polarização social”.

Leia mais: A íntegra do manifesto dos economistas organizado pelo PSOL

As principais medidas apresentadas pelos economistas são a revisão do teto de gastos e
da autonomia do Banco Central, a revogação da reforma trabalhista e da reforma da Previdência, a manutenção da Eletrobras e dos Correios como empresas estatais, a adoção de uma estratégia para fazer a Petrobras “voltar às mãos dos brasileiros e liderar o processo de retomada da indústria” e a reversão de privatizações.

O manifesto também defende o estímulo à construção civil por meio da infraestrutura urbana verde e com articulação entre a produção nacional e a geração de empregos, o aumento das faixas de alíquotas do imposto de renda, a regulamentação do imposto sobre as grandes fortunas, propriedade e lucros e dividendos, desoneração sobre o consumo, criação de um imposto nacional “que contemple problemas das desigualdades regionais e a taxação da exportação de produtos primários e semimanufaturados”.

Assim como a destinação de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em transição energética, sustentabilidade e diversificação da produção industrial baseada em recursos naturais, a criação de um programa “robusto” de transferência de renda e uma “reforma agrária verde”, com políticas de regularização de assentamentos, reservas extrativistas e outras áreas protegidas.

“O grupo significativo de economistas, intelectuais e militantes demonstra uma preocupação com a agenda mínima para retomarmos uma trajetória de robusto crescimento econômico conjugado a um modelo de desenvolvimento ambientalmente sustentável”, avalia Cláudio Puty, organizador do manifesto e da discussão programática do PSOL para as eleições deste ano.

“Essa agenda envolve opções por governar para a ampla maioria do povo e riscos de contradições com os donos do poder, sem os quais não mudaremos o país. A palavra de ordem é mudar, sem repetir as fórmulas fracassadas do passado”, conclui.

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