Movimentos feministas de São Paulo, em luta contra o assédio, ocuparão a Avenida Paulista com marchas, debates e intervenções artísticas no próximo dia 8. Chamada de “Então eu grito“, a manifestação denuncia o assédio como um tipo de violência sexual e demanda o fim da cultura do estupro e da responsabilização da mulher pelos abusos sofridos em casa, no trabalho e nas ruas.
Uma das pautas do movimento é a formulação de uma lei eficiente, que proteja as mulheres vítimas de assédio e trate o problema como uma questão estrutural, não apenas como casos isolados. Assim, propõe que haja responsabilização, conscientização e educação dos abusadores, além de atendimento e suporte especializados para as vítimas. Além disso, as mobilizadoras pretendem articular um fórum permanente de luta contra o assédio, que possa virar uma frente ampla na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
Organizado pelo mesmo grupo que articulou a manifestação Mulheres Pelas Diretas, em junho, também em São Paulo, o ato contará com a presença, dentre outras figuras, da vereadora Sâmia Bonfim, da cantora Aíla e da nadadora Joanna Maranhão, que enriquecerão o debate trazendo diferentes experiências enquanto mulheres atuantes no movimento feminista.
Confira a programação do ato:
13h – Intervenção artística
14h – Ato-debate-pocket sobre assédio
16h – Lançamento da Campanha “Então, eu grito!”
17h – Pocket show: (a definir artista)
18h – Encerramento

