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Na Câmara, PSOL denuncia caráter hipócrita e eleitoreiro da intervenção de Temer no Rio

O governo ilegítimo de Michel Temer, com amplo apoio de sua base aliada, avançou várias casas no aprofundamento do golpe em curso, com a aprovação, na madrugada desta terça-feira (20), da intervenção federal na segurança pública do estado do Rio de Janeiro. O decreto, assinado por Temer na última sexta-feira (16), teve 340 votos favoráveis e 72 contrários, incluindo toda a bancada do PSOL na Câmara. A votação na Câmara contou, ainda, com grande esforço do presidente Rodrigo Maia (DEM), principal aliado do Palácio do Planalto. O texto segue agora para o Senado Federal na forma do Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 886/18.

Durante toda a sessão, que durou mais de seis horas, os deputados do partido denunciaram o que está por trás da medida do governo, que conta com o apoio de Luiz Fernando Pezão, governador do Rio e do mesmo partido de Temer (PMDB). Mais cedo, a bancada protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um mandado de segurança para suspender a votação.

O líder do partido, deputado Ivan Valente (SP), denunciou, no encaminhamento do voto do PSOL, o oportunismo eleitoreiro contido na iniciativa de Temer e a manipulação dos fatos em relação à situação da segurança pública do Rio de Janeiro. “Tem gente que tem medo que o medo acabe. Porque se acabar, vai acabar com esse oportunismo cínico e hipócrita. Que são os brasileiros que estão lá (nas favelas do Rio)? São os pobres, os negros, as trabalhadoras e os trabalhadores brasileiros. É disso que se trata”, denunciou Valente.

Na mesma linha do líder, o deputado Glauber Braga (RJ) disse que a intervenção federal no Rio é uma manobra eleitoreira e midiática, de um governo que não se sustenta. “Fazer com que esse decreto seja aprovado sem uma ampla discussão com a sociedade brasileira é simplesmente fazer o jogo com aqueles que são uma quadrilha articulada com o crime organizado, comandada pelo senhor Michel Temer”, questionou Braga.

Também eleito pelo Rio de Janeiro, o deputado Chico Alencar destacou que a medida não ajuda na superação dos problemas do país na área da segurança pública. “Ela tem um viés publicitário e eleitoral, de um governo que tava sem pauta e muito impopular e que agora quer jogar a credibilidade, que de fato o Exército tem hoje no Brasil, para que seja um escudo do governo Michel Temer”.

 

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