Após a prisão de Paulo Galo, mantida por mais de dez dias de forma ilegal, e a intervenção na estátua do bandeirante Borba Gato em São Paulo, o debate sobre homenagens públicas a escravocratas, racistas, assassinos, genocidas na ruas reacendeu e com ele se retoma a urgência de proibir homenagens a esse tipo de personagens da história brasileira.
Em 2020, Talíria Petrone e Áurea Carolina (PSOL), ao lado de Orlando Silva (PCdoB) e em articulação com a Galeria de Racistas, apresentaram o projeto de lei 5926/2020, que busca proibir estátuas, bustos e placas de pessoas que se beneficiaram dos mais de 300 anos de escravidão.
A proposta prevê que esse monumentos sejam realocados para museus, para serem expostos não de maneira heróica, mas, sim, de forma crítica pelos crimes que comentaram em vida. No lugar, a ideia é colocar homenagens a personagens históricos negros e indígenas, que lutaram e resistiram ao genocídio do povo negro.
Nesta semana, as parlamentares apresentaram um requerimento de urgência para que o projeto seja apreciado pelo plenário da Câmara dos Deputados e possa dar uma resposta à sociedade. A campanha em defesa da aprovação do projeto foi batizada de “Na Minha Rua, Não!”.

